Herbário Póetico

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Inteligentes &Perpicazes

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domingo, julho 03, 2011

A coragem de amar



Se ama profundamente, você não sente medo. O medo é uma negatividade, uma ausência. Isso tem que ficar profundamente entendido. Caso contrário, você nunca vai entender a natureza do medo.

É como a escuridão. A escuridão não existe, ela só parece existir. Na verdade, ela é só ausência de luz. A luz existe; apague a luz e a escuridão aparece. A escuridão não existe, você não pode acabar com ela. Faça o que fizer, você não pode acabar com ela. Não pode trazê-la, não pode projetá-la.

Se quiser fazer alguma coisa com a escuridão, terá que fazer alguma coisa com a luz, pois só podemos estabelecer relação com algo que tenha existência própria. Apague a luz e a escuridão se fará presente; acenda a luz e a escuridão desaparecerá — mas você fará algo com a luz. Você não poderá fazer nada com a escuridão.

Medo é escuridão. É ausência de amor. Você não pode fazer nada com relação a ele, e quanto mais fizer mais amedrontado vai ficar, pois mais você achará impossível. O problema vai ficando cada vez mais complicado. Quanto mais você brigar com a escuridão, mais sairá derrotado. Você pode empunhar uma espada e matar a escuridão: isso só servirá para deixá-lo exausto. E finalmente a mente pensará, “A escuridão é muito poderosa, por isso me derrotou”.

É aí que a lógica falha. É absolutamente lógico — se você luta contra a escuridão e não consegue vencê-la, não consegue destruí-la, é absolutamente lógico pensar que a escuridão é muito, muito poderosa. Você é impotente diante dela. Mas a realidade é justamente o oposto. Você não é impotente; a escuridão é impotente. Na verdade, a escuridão não está ali, é por isso que você não pode derrotá-la. Como você pode derrotar alguma coisa que não existe?

Não lute contra o medo; do contrário, você ficará cada vez mais amedrontado e um novo medo invadirá seu ser: o medo do medo, que é muito perigoso. Em primeiro lugar, o medo é uma ausência e, em segundo, o medo do medo é o medo da ausência da ausência. Então você enlouquece.

O medo nada mais é que ausência de amor. Faça algo com amor, esqueça o medo. Se você ama bastante, o medo desaparece. Se ama profundamente, você não sente medo.

Quando amou alguém, mesmo que por um único instante, você sentiu medo? O medo não existe em nenhum relacionamento em que, mesmo que por um único instante, duas pessoas se amaram profundamente e aconteceu um encontro, elas entraram em sintonia — nesse momento não se sente medo.

É como se a luz simplesmente estivesse acesa e a escuridão desaparece — eis a chave secreta: ame mais.

Se você sente que existe medo em seu ser, ame mais. Seja corajoso ao amar; tenha coragem. Seja aventureiro no amor; ame mais e ame incondicionalmente, porque quanto mais você ama menos medo sente. E, quando eu digo amor, quero dizer todas as camadas do amor, do sexo ao samadhi.


Osho, em "Coragem: O Prazer de Viver Perigosamente"
Imagem por Skley

http://www.palavrasdeosho.com/

Pergunte e a vida responderá


Pergunte e a vida responderá!

"Como vai sua vida? Tem conseguido levar adiante seus projetos? Espero que sim. Afinal, você tem se esforçado, trabalhado com determinação e coragem, enfrentando todas as dificuldades que surgem. Sentir o prazer da realização é o prêmio merecido de quem toma as decisões certas e cumpre a parte que lhe cabe na conquista do sucesso. Parabéns!


Opa, não é esse o seu caso? Os problemas se multiplicam e você não sabe resolvê-los? Suas finanças estão ruins, seus relacionamentos confusos e, por mais que se esforce, não encontra saída? Não desanime! Tenha coragem de parar e voltar-se para dentro de si mesma.


Sinta a angústia, a própria impotência, o medo do fracasso e diga em alto e bom som, com todas as forças do seu ser: “Sou um espírito divino e eterno, minha vida não pode ser limitada! Deus comanda minha vida, me inspira bons pensamentos, me dá sua paz. Confio na vida. Jogo fora todos os medos e inseguranças, pois sei que não estou sozinha.”


Os pensamentos negativos reaparecerão querendo tomar conta, mas não lhes dê importância. São eles que estão distorcendo a realidade e impedindo que você encontre soluções adequadas.Permaneça firme e repita a frase positiva com coragem e firmeza. Respire profunda e pausadamente pensando na paz, no bem. Sinta-se confiante, calma. Se possível, observe a natureza, conecte-se a ela. Realize esse exercício com persistência e, aos poucos, irá se sentir melhor.


Começará a perceber os verdadeiros lados daquilo que a preocupa.Quando mais calma, peça que a vida lhe mostre quais providências precisa tomar e espere. Olhe à sua volta com atenção e conseguirá entender os recados que ela lhe dará. Eles podem vir por meio de uma frase ouvida ao acaso, de um livro, de um filme ou até mesmo da letra de uma música.Não se preocupe: quando o recado chegar, imediatamente você sentirá que é a sua resposta.


Por mais difícil que seja o problema, por maior que seja o sofrimento que esteja passando, se confiar na ajuda espiritual, lutar contra o negativismo e perseverar na busca da sua paz interior, receberá forças para enfrentar os momentos difíceis com coragem, fazendo o seu melhor.Todos os desafios que aparecem em nosso caminho resultam da nossa necessidade de aprendizagem.


Nossas atitudes equivocadas desnudam os pontos fracos do nosso espírito. Ao enfrentar nossos enganos, aprendendo com eles, estaremos conquistando uma vida mais estável, com mais realizações e mais paz.As leis divinas que nos regem são eternas e perfeitas. Conhecê-las nos ensina que, para conquistar uma vida melhor, temos de nos tornar pessoas éticas, assumir a responsabilidade pelo progresso do nosso espírito e dar a nossa contribuição para o progresso social.


Isso é possível se nos colocarmos em primeiro lugar. O que, na prática, significa: estudar, melhorar nosso conhecimento, gerenciar nossos pensamentos, melhorar os pontos fracos, nos tornarmos pessoas de bem.Só depois disso, com o nosso bom desempenho, é que poderemos fazer a parte que nos cabe, prestando serviços em favor de todos.


Acredite, você pode conseguir tudo isso. As forças positivas do universo estarão apoiando você, premiando seus esforços com mais alegria, luz e paz. Experimente e verá!"

Fonte texto maravilhoso e Imagem
http://mara-mariangela.blogspot.com/2011/07/pergunte-e-vida-respondera.html

domingo, junho 26, 2011

Ser feliz é mais simples do que se imagina


Estamos de volta! Depois de um longo recesso resolvi postar algo que acredito ser necessário ser dito. Achei oportuno dar tempo para descansar e realizar minhas próprias buscas e reflexões. Mas a responsabilidade me chama e estou novamente aqui para fazer-lhes companhia na busca incessante. Então, mãos a obra!

Não se pode negar que nosso mundo está cheio de tristeza, infelicidade, frustração e revolta. Sentimentos originados de desejos não realizados e sonhos impossíveis. Mas será que essa dor é realmente inevitável? Será impossível viver sem tanto sofrimento? Neste post convido você a refletir comigo sobre este tema um tanto presente na vida de muitas pessoas.


O que faz você infeliz?

Geralmente somos indagados sobre o que nos faz feliz, sobre a infelicidade ninguém gosta de falar. Mas a pergunta é pertinente, afinal, a infelicidade acontece com muito mais frequencia que a felicidade na sociedade moderna. Então, o que o faz infeliz?
Tenho certeza que muitos de vocês demoraram um bom tempo para dar a resposta a si mesmo, por que? Porque tanto felicidade quanto infelicidade são termos extremamente abstratos, difíceis de serem constatados, medidos, avaliados. Quem de nós pode dizer que é feliz ou infeliz? Para alguns a felicidade é a coleção dos momentos alegres, de paz. Seria, então a infelicidade a coleção dos momentos de tristeza? Se sim, então poderíamos concluir que uma pessoa é ou não feliz dependendo da diferença entre os momentos alegres e tristes? Se o saldo for positivo (mais momentos alegres que tristes) então a pessoa deve se considerar feliz e vice-versa?
Mas voltando ao cerne da questão, quais os motivos que levam à condição de infelicidade? Seria a falta de grana, o fracasso no relacionamento amoroso, o filho desencaminhado, o emprego massacrante, a morte de um ente querido? São tantos os motivos a serem apresentados, não é mesmo? Entretanto, lembro-me daquele velho adágio: “Tá difícil?! Poderia estar pior!”. É só lembrar dos países miseráveis da África ou dos incessantes conflitos no Oriente médio. Para alguns isso poderia servir de consolo, mas para quem está enfrentando um momento difícil, não passa de falácia. Mas será mesmo que os motivos apresentados acima (e aqueles omitidos aqui) realmente justificam o infortúnio?





A verdade que liberta



Sendo bem direto, não existe motivo para ninguém, eu disse ninguém, nesse mundo se sentir infeliz. Como assim?!? Você me pergunta. Não se "avexe", temos o post todo para explicar e assim o faremos.
É bom lembrar a você, antes de tudo, que qualquer que seja a situação em que uma pessoa se encontre na vida, isso é resultante única e exclusivamente de suas próprias escolhas. Tanto a nível consciente, quanto inconsciente. Além das escolhas feitas pela sua essencia divína antes mesmo dela nascer. Então, se você está exatamente onde escolheu estar, porque ficar frustrado, insatisfeito, infeliz? Antes de mais nada, você precisa saber que nada, absolutamente nada é ruim o bastante que não possa ser extirpado de sua existência. Afinal, o seu universo é você quem cria e você pode modificá-lo a seu bel prazer.
Tudo isso é balela, poderá dizer alguém. Como posso sair de uma situação desagradável somente com base na escolha? Bem, para cada caso o seu remédio. Um flagelado da África, por exemplo, não pode fazer muita coisa a respeito de sua situação, não é mesmo? Mas antes, precisamos avaliar o porquê de ele ter nascido em um lugar tão "desafortunado". Como já foi dito aqui alguns escolhem viver uma existência cheia de privações e lutas afim de curar suas culpas e doenças psiquicas, por vontade própria ou porque outrém os convenceu de que este é o caminho para "evoluir". Neste caso, a consciência da escolha é, por si só, motivo para parar de se lamentar e se fazer de vitima.
Outras situações são bem mais fáceis de se livrar, o que nos impede de fazê-lo é o nosso já conhecido ego. Um relacionamento infeliz? Então por que não jogar essa "infelicidade" pro alto e partir pra outra? "Não consigo, eu o amo demais. Não sei viver sem ele." Hum, sei. Na verdade o apego está falando aqui, não o amor. E você escolhe manter um relacionamento fracassado para não ferir o ego. A grana tá curta, o emprego não é bem aquilo que você queria?! Bom, na maioria das vezes não é a grana que é curta, é seu apetite que é muito voraz. Então, amigo, reveja suas prioridades e trate de dar valor ao que realmente importa e não ao superfluo e fugaz. Novamente você escolhe ficar duro para poder comprar aquele sonho de consumo para, mais uma vez, satisfazer o ego. Quanto ao emprego? O medo de não conseguir outro o está impedindo de largar esse lugar que você detesta. No momento em que você toma consciência de que você tem toda condição de conseguir outro emprego e perder esse medo que não passa de ilusão, então você se livra de mais esse "motivo".
Assim, meu amigo, eu poderia ficar horas e horas "puxando sua orelha" e mostrando que não há motivo para tristeza além daquele auto-infligido por você. Mas temos que continuar e desenvolver mais o assunto.


Nem todo vicio é externo


É preciso que seja dito também que muitas pessoas são viciadas não em bebida, droga ou sexo... mas são viciadas no coquetel químico gerado pela decepção, frustração, medo, raiva. Dificil de acreditar?! É a mais pura verdade. Existem pessoas (mais frequentemente mulheres) que passam a vida se lamuriando, se fazendo de vítima e buscando motivos que confirmem essa condição. Só assim elas poderão continuar se sentido vítimas e gerando as emoções que irão encher seus organismos com adrenalina, cortizona e tantos quantos forem os agentes químicos gerados por estes sentimentos. Assim, essas pessoas se auto-sabotam patologicamente afim de conseguir alimentar o vício. Nestes casos, assim como em qualquer vício, a pessoa necessita de ajuda para curar-se, mas a cura para quem é viciado em emoções degradantes é bem mais difícil, pois a droga é fabricada e consumida dentro de si.


A sociedade estimula a infelicidade





Outro agravante para os infelizes é a própria sociedade. Além da pessoa ser viciada, ainda é estimulada a continuar no vicio. Como?! Bem, basta ligar o rádio e ouvir a penca de músicas "românticas"... canções com ritmo melancólico e falando de amor não correspondido, traição, desilusão. Liga-se a TV e a novela ou o filme mostra o que?!? Violência, traição, desilusão. A literatura?!? Nem preciso continuar.
Assim, amigo, não é de se admirar que nossa sociedade esteja do jeito que está. Cheia de gente "infeliz". Quanta bobagem! O que precisamos é nos perguntar quem é que ganha com essa condição. Não irei dar esta colher de chá a você, pesquise um pouco e descubra você mesmo. Mas saiba que alguém está se beneficiando com isso, não tenha dúvida. Se assim não fosse, não estariam investindo tão pesado na sua infelicidade.
Mas o que alguém poderia ganhar com a infelicidade alheia?!? Bom, enquanto você está se remoendo por dentro, se martirizando e gastando energia com algo que você escolheu, você deixa de focar sua atenção no mais importante, que é sua própria caminhada, sua jornada pela vida, seu propósito neste planetinha azul.


É na simplicidade que está o caminho





Vou confessar uma coisa a você, quando era mais novo eu tinha essa mania de grandeza que me fazia ter como objetivo na vida ser presidente ou algo do tipo. Na adolescência cheguei a querer me meter em grêmio estudantil para iniciar uma carreira política que me levasse a meu objetivo. Quando vi a sujeira que é a política, mudei o foco, acreditava que mudaria o mundo de outra forma, pelo caminho espiritual... daí já almejei ser pastor, gurú o escambal. Se tivesse continuado na ilusão talvez até chegasse em algum lugar, quem sabe... só para lá na frente perceber minha tolice e petulância. Mas ainda bem que despertei a tempo e hoje sei que não é bem por aí.
Mas até bem pouco tempo mesmo eu ainda achava que tinha algo de importante a fazer neste mundo. Alguém como eu, eu pensava, tinha que ter um propósito maior, mais condizente comigo. Então numa sessão de meditação foquei em meu propósito nesta vida. Sabe qual foi a resposta que recebi de meu Eu superior? "Seu propósito é cuidar de sua esposa e seu filho! " Tome!!! Baixe essa bola e ponha-se no seu lugar, seu trouxa, poderia dormir sem essa.
Depois de um tempo regurgitando essa revelação a ficha caiu: Pra ser feliz não preciso alcançar algo grandioso e nem ser alguém importante. Levar a vida simples e cuidar de minha família da melhor maneira, é algo digno e bom. Assim também estarei fazendo algo importante para o planeta: Posso criar meus filhos ensinando-lhes o caminho da verdade, guiando-os para que sejam pessoas despertas, compromissadas com sua evolução e com o bem deste planeta. Estes, poderão fazer o mesmo pelos meus netos e assim por diante. E na simplicidade da vida, algo grande pode ser alcançado. Não aqui, não agora, mas lá na frente, sem minha participação direta, mas tendo a mim como alguém que contribuiu de forma singela para um resultado que hoje nem posso conceber.


Então, meu amigo(a) desencane! Sua contribuição para um mundo melhor pode ser apenas uma palavra dada, não importa. Viva sua vida conscientemente e pare de dar ouvidos para o que o sistema lhe diz. Saiba que sua felicidade está em suas mãos, bastando para isso que você a abrace.


Assim por hoje me despeço.
Na eterna felicidade, deixo-lhe o meu abraço.
http://aquelequebuscaverdade.blogspot.com/

quarta-feira, junho 22, 2011

Religião


Uma em cada quatro pessoas é muçulmana,



Uma em cada quatro pessoas em todo mundo é muçulmana, de acordo com um dos mais completos estudos feitos até hoje sobre o assunto.

A pesquisa feita pela organização Pew Forum on Religion and Public Life, com sede em Washington, levou três anos para ficar pronta e analisa dados de 232 países e territórios.

O estudo concluiu que apenas 20% dos muçulmanos vivem no Oriente Médio e no norte da África, regiões tradicionalmente mais associadas com a religião.

Os números pesquisados indicam também que há mais muçulmanos na Alemanha do que no Líbano e menos na Jordânia e na Líbia somadas dos que na Rússia.

Estudos futuros

Cerca de 60% dos estimados 1,57 bilhão de muçulmanos do mundo vive na Ásia.

Os países com o maior número dos seguidores da religião são Indonésia (202,9 milhões), Paquistão (174 milhões), Índia (161 milhões), Bangladesh (145,3 milhões), Nigéria (78 milhões) e Egito (75,5 milhões).

O estudo indica que mais de 300 milhões de muçulmanos vivem em países onde o islamismo não é a religião mais seguida.

Entre 87% e 90% são da vertente sunita e entre 10% e 13% da corrente xiita.

As maiores populações de xiitas vivem no Irã, Paquistão, Índia e Iraque.

No continente norte-americano, o país com o maior número de seguidores da religião é os Estados Unidos, com pouco menos de 2,5 milhões de pessoas.

O Brasil é o terceiro país no continente, com cerca de 191 mil muçulmanos, bem menos do que os 784 mil da Argentina.

A Pew Forum diz acreditar que o estudo pode fornecer bases para futuras pesquisas sobre o crescimento de populações muçulmanas.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/10/091008_islamismo_rc.shtml

Teoria da mente






Todos nós fazemos constantemente inferências sobre o que se passa na cabeça das outras pessoas, ainda que normalmente façamos isso de forma inconsciente. Os cientistas cognitivos chamam essa habilidade de “teoria da mente” e, até recentemente, pouco se sabia sobre os mecanismos cerebrais por trás dessa capacidade.

Um novo estudo, feito por cientistas do MIT (EUA), sugere que o processo não envolve realmente imaginar-se na posição da outra pessoa, como alguns cientistas haviam teorizado.

Modelo abstrato da mente

Em vez disso, nós usamos um modelo abstrato de como acreditamos que a mente do outro funciona, modelo que é aplicado à situação que o outro está passando para predizer como ele está se sentindo, mesmo se a pessoa que julga nunca tenha passado ela mesma por aquela experiência.

O estudo também fornece evidências de que a teoria da mente está sedimentada em regiões específicas do cérebro, mesmo em pessoas congenitamente cegas, ou seja, pessoas que nunca receberam qualquer input visual, uma fonte importante de informações sobre o estado mental dos outros.

O trabalho foi publicado no exemplar desta semana do Proceedings of the National Academy of Sciences.

Teorias sobre como compreendemos o outro

Embora a teoria da mente seja um conceito antigo, estudado por filósofos como Descartes, pouco se sabe sobre como ela funciona. Predominam duas teorias. A primeira, conhecida como simulação, sugere que, quando as pessoas tentam descobrir as reações mentais de outra pessoa a um evento, elas se imaginam na mesma situação.

A segunda teoria propõe que o cérebro humano usa um modelo abstrato de como a mente funciona, análogo ao modelo que temos sobre o funcionamento do mundo físico. Este modelo permite que as pessoas entendam a mente dos outros sem ter passado pelas mesmas experiências – da mesma forma que sabemos que um ovo irá se quebrar se cair do décimo andar, mesmo se nunca tivermos feito isso.

Estudando pessoas cegas desde o nascimento, Marina Bedny e Rebecca Saxe avaliaram a hipótese da simulação – se ela fosse correta, as pessoas cegas não poderiam julgar as experiências visuais de outros porque elas próprias nunca tiveram qualquer experiência do mesmo tipo, não sendo capazes de recriar a experiência de ver algo.

Entretanto, as pesquisadoras descobriram que os cegos de nascença se saíram tão bem quanto as pessoas com visão normal na previsão dos sentimentos de outras pessoas em fenômenos envolvendo a visualização, usando as mesmas regiões do cérebro, sugerindo que a simulação não é necessária e que o cérebro está utilizando um modelo abstrato do estado mental dos outros.

Programação genética ou experiência?

A pesquisa também elucidou uma questão relacionada: Em que medida a localização das funções cerebrais de alta ordem, como a teoria da mente, depende de uma programação genética ou em que medida ela é determinada pela experiência sensorial?

Vários estudos têm mostrado que, sob certas circunstâncias, o cérebro é capaz de se reorganizar em resposta a estímulos sensoriais, ou na falta deles. Por exemplo, em pessoas cegas de nascença, o córtex que normalmente processa as informações visuais básicas podem passar a ser utilizadas para o processamento da linguagem.

Como as pessoas com visão normal frequentemente obtêm informações sobre as emoções dos outros por meio da visão – vendo as expressões faciais, por exemplo – algumas teorias sugerem que as pessoas cegas usariam regiões diferentes do cérebro ao executar tarefas ligadas à teoria da mente.

Entretanto, os exames de ressonância magnética funcional feitos pela equipe não revelaram nenhuma diferença entre as regiões cerebrais ativadas nas pessoas com visão e sem visão quando elas tentam predizer o estado mental de outros.

Isto fornece evidências de que a organização das funções cognitivas de alto nível, como a teoria da mente, não é determinada pela experiência sensorial. Mas a questão continua em aberto, podendo a organização do cérebro nestas regiões ser pré-programada geneticamente ou depender de outros aspectos da experiência, como a linguagem, por exemplo.


Texto de:Anne Trafton

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=teoria-mente-como-colocamos-lugar-outros

Reflexão

Estou aprendendo que a maioria das pessoas não gostam de ver um sorriso nos lábios do próximo.Não suportam saber que outros são felizes... E eles não! (Mary Cely)