Herbário Póetico

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domingo, março 25, 2012

Os Três Refúgios













 Na tradição budista praticamos os Três Refúgios: Eu busco refúgio no Buda. Busco refúgio no Dharma. Busco refúgio na Sangha. Sempre digo que buscar refúgio não é propriamente um problema de crença. É um problema de prática. Não significa ter que declarar a fé no Buda. Vocês precisam realmente buscar refúgio no Buda. Mas o que significa buscar refúgio no Buda? Como isso é feito?

Quando olhamos profundamente, vemos que os Três Refúgios podem ser compreendidos de duas maneiras. Uma é a prática de buscar proteção. Desejamos ser protegidos. A vida é cheia de perigos, não sabemos o que nos acontecerá hoje ou amanhã, e por isso temos a sensação de viver na insegurança. Todos temos a necessidade de refúgio, de buscar proteção interior. Por isso, refugiar-se no Buda significa buscar segurança no Buda.
Depende de como percebemos e compreendemos o que e quem é o Buda, bem como se a nossa prática é mais ou menos profunda e podemos fazer a distinção entre "budismo popular" e "budismo profundo". Estas duas coisas não são necessariamente opostas. Em princípio, podemos pensar que o Buda é diferente de nós - outra pessoa. Algumas pessoas talvez pensem que o Buda é um Deus, e outras sabem que o Buda é um ser humano como nós, mas alguém que praticou e alcançou um nível muito elevado de iluminação, compreensão e compaixão. Entretanto, pensamos que aquela pessoa é alguém diferente de nós e que temos que ir ao seu encontro em busca de refúgio: Buddham Saranam Gacchami. Vou ao encontro do Buda em busca de refúgio.
Se praticarem direito, algum dia chegarão a compreender que o Buda realmente não é outra pessoa. O Buda está entre nós, porque a substância da qual o Buda é feito é a energia da plena atenção, da compreensão e da compaixão. Se praticarem direito e prestarem atenção a Buda, saberão que a natureza do Buda está dentro de vocês. Vocês têm a capacidade de despertar, de ter compreensão e compaixão. Por isso, agora fizemos progresso e estamos buscando o Buda dentro de nós. Buda deixa de ser o outro. Buda pode ser encontrado em qualquer lugar, especialmente dentro de você mesmo. A não ser que você entre em contato com a natureza de Buda ou com a comunidade budista, você não poderá chegar a Buda. Se Shakyamuni, o Buda histórico, possui a natureza do Buda, vocês também têm a sua própria natureza de Buda. É onde teremos que chegar.
Quando começamos, dizemos: "Refugio-me no Buda." Posteriormente dizemos: "Refugio-me no Buda dentro de mim." É por isso que os chineses, japoneses, vietnamitas e coreanos cantam quando recitam os Três Refúgios. "Refugio-me no Buda dentro de mim."
"Refugio-me no Buda, aquele que me mostra o caminho nesta vida." “Aquele" que me mostra o caminho nesta vida começa por ser Shakyamuni, o Iluminado. Mas se vocês praticarem bem conseguirão progredir. Então saberão que ele não é outra pessoa, porque têm a natureza do Buda dentro de vocês e se refugiam nesta natureza interior. Torna-se uma experiência direta, e o objeto da sua fé deixa de ser uma idéia sobre uma pessoa chamada Shakyamuni, uma idéia sobre a característica do Buda, sobre a natureza do Buda. Neste momento não estarão tocando a natureza do Buda como uma idéia, mas como uma realidade. A natureza do Buda é a capacidade de estar desperto, consciente, concentrado e sensato. E sabem muito bem que aquela é a realidade que podem tocar dentro de vocês mesmos a qualquer momento.
Nós apresentamos uma nova tradução para os Três Refúgios no Livro de Cantos para o Ano 2000: Refugiando-me no Buda interior; desejo que todos sejam capazes de reconhecer a natureza da iluminação dentro de vocês mesmos e que, muito em breve, consigam a mais intensa disposição para a iluminação, Bodhicitta. Refugiar-se no Buda significa tocar a natureza do Buda em vocês, tocar a semente da iluminação em vocês, ter uma experiência direta da natureza desta iluminação, para que obtenham e abram o pensamento para a iluminação, para a profunda impressão da iluminação. Bodhicitta é o desejo mais profundo em cada um de nós, o desejo de nos tornarmos despertos, conscientes, de nos libertarmos do sofrimento e ajudar os seres vivos.
Buscar refúgio no Buda desta maneira será a prática de gerar a energia do amor. Vêem o sofrimento em vocês mesmos e ao seu redor, e estão determinados a dar um fim neste sofrimento, entrando em contato com a natureza da compreensão, da compaixão e da iluminação em vocês. Assim, tornam-se propensos à iluminação, e isso desperta o interesse em se tornar um Bodhisattva, para trazer alívio e transformação a todos os seres vivos. É uma afirmação muito poderosa e uma prática também muito poderosa. Uma vez plenos da energia de Bodhicitta, tornam-se imediatamente um Bodhisattva.
"Obter a mais intensa disposição para a iluminação" quer dizer de um modo bastante direto que a mente mais elevada é Bodhicitta - a produção da mente do amor. Sabemos de imediato que não se limita a uma simples fórmula a ser recitada ou a uma tentativa de buscar refúgio ou proteção. É muito mais do que isso. Significa proteção, claro, mas é o tipo mais elevado de proteção. Quando entenderem que têm a natureza do Buda dentro de vocês, quando souberem que a energia da mente do amor está em vocês, então se tornarão um Bodhisattva e conseguirão enfrentar qualquer espécie de perigo ou dificuldade.
Refugiando-me no Dharma interior, desejo que todos aprendam e dominem os portais do Dharma, e assumamos, juntos, o compromisso com o caminho da transformação. Quando vocês querem realmente se refugiar no Dharma, precisam aprender e dominar todos estes ensinamentos e práticas oferecidos pelo Buda e a Sangha. “Assumamos juntos o compromisso com o caminho da transformação" significa que a prática deve ser contínua, todos os dias da nossa vida, e que o trabalho de transformação deve ser feito todos os dias. Então não é apenas um problema de crença, de proteção, mas de prática. O Dharma é para ser praticado. Uma simples declaração não ajuda muito. É fundamental que vivam conforme a afirmação que fizeram.
Refugiando-me na Sangha interior, desejo que todos sejam capazes de erigir as quatro comunidades, orientando, admitindo, educando e transformando todos os seres vivos. As quatro comunidades são a Sangha dos monges, das monjas, dos homens leigos e das mulheres leigas.
Quando vocês recitam o Terceiro Refúgio, sabem que têm coisas a fazer. Seu trabalho é ajudar a construir a Sangha, porque a Sangha é o único instrumento através do qual podem compreender o ideal do Buda e o Dharma. Uma Sangha verdadeira é como um veículo transportando o Buda e o Dharma. Sem a Sangha não podemos ajudar os seres vivos. Não podemos fazer o trabalho de transformação no mundo. Por isso, quando se refugiam na Sangha precisam realmente participar do trabalho de construção da Sangha. É necessário que usem seus talentos para reunir, envolver e torná-lo um corpo sólido. Também significa educar, transformar e fazer com que a Sangha seja mais bonita.
Se fizermos uma pequena comparação com a tradução antiga, veremos algumas diferenças. A tradução antiga diz: "Quando me refugio no Dharma interior, fico ansioso para que todos sejam capazes de penetrar profundamente na tripitaka, os três cestos, e sua sabedoria será tão grande quanto o oceano." A nova frase é uma fórmula mais prática. Quando vocês se refugiam no Dharma, não têm apenas que aprender os Sutras, precisam realmente estar familiarizados e dominar as práticas concretas, os portais do Dharma. E, junto com outras pessoas, empenham-se no caminho da compreensão. Não é suficiente desejar que todos sejam capazes de penetrar profundamente nos três cestos, que consistem no discurso e na percepção dados pelo Buda, bem como na apresentação sistemática dos seus ensinamentos transmitidos um século após o seu falecimento. Significa que você pode ser um líder, unificar e liderar a Sangha e que não existem obstáculos - e fazê-lo livremente.
Se você se considera um bom praticante, então a construção da Sangha é o seu trabalho. Onde quer que esteja, precisa investir o seu tempo e energia na construção da Sangha. Você organiza os quatro componentes da Sangha: monges completamente ordenados, monjas totalmente ordenadas, homens leigos e mulheres leigas. Você reúne estes quatro componentes e admite, educa e transforma seres vivos.
Recordemos o que discutimos no dia de Natal sobre a prática das Cinco Faculdades: fé, aplicação, plena atenção, concentração e percepção. Fiel ao princípio, precisamos buscar a maneira de prosseguir. O princípio é estabelecido no início. O objeto da fé não deve ser uma noção pura e simples, uma mero conceito ou uma idéia. Deve ser uma verdadeira percepção da realidade, verdadeira experiência direta.
De forma que quando alguém diz "Creio no Buda. Creio no Dharma. Creio na Sangha", o Buda, o Dharma e a Sangha não devem ser simples idéias se vocês realmente querem evoluir. "Creio na natureza da iluminação inerente dentro de mim" pode ser uma declaração de fé feita por budistas. Juntamente com aquela declaração, a pessoa precisa praticar, precisa ser capaz de tocar e reconhecer a natureza da iluminação dentro dela mesma; caso contrário, não será uma prática, será apenas uma declaração, nada mais que uma idéia.
Qual é a natureza da iluminação? Existem tantas pessoas, inclusive budistas, que falam sobre a natureza da iluminação, mas que na verdade não sabem o que é - o que é a característica budista. A natureza da iluminação é o que temos e podemos tocar na via cotidiana. Já sabemos que plena atenção é a energia que podemos gerar dentro de nós. Quando caminhamos meditando, temos consciência de cada passo que damos. Caminhar meditando é o que você e seu filho podem fazer. Você sabe que a plena atenção é algo real e não uma simples idéia, e que, se for bem trabalhada, pode desenvolver a força da plena atenção todos os dias, transformando-a em uma fonte poderosa de energia dentro de você.
Aqui em Plum Village temos uma canção que diz que a plena atenção é o Buda. Ao gerar esta energia, você traz Buda ao momento presente como a energia de proteção que o orientará e apoiará. Você quer proteção, mas qual o tipo de agente que o está protegendo? Uma noção? Não, uma noção não é suficiente para protegê-lo. Nem mesmo a noção do Buda, de Deus, do Espírito Santo são suficientes para protegê-lo. Você precisa de algo mais concreto do que uma noção para que a proteção seja real.
Você sabe que a plena atenção é a energia que pode nos proteger. Quando está dirigindo, é a plena atenção que evita acidentes. Se você é um trabalhador manual em uma fábrica, é a plena atenção que evita acidentes. Conversando com alguém, a plena atenção ajuda a não fazer declarações que podem provocar o rompimento do relacionamento. A plena atenção, então, é o Buda, o agente para a proteção. É o Buda, não como noção, mas como algo verdadeiro, real. Ao tocar a natureza da plena atenção interior, você sabe que está sobre uma base sólida.
Todos os Budas e Bodhisattvas afirmam que vocês têm, interiormente, a natureza da iluminação. A natureza da iluminação é a base dos seus seres e da sua prática. Se estão de posse disto, não há motivo para ficarem confusos. Desta base, a energia da plena atenção, da concentração e da sabedoria pode nascer como um agente protetor. Também significa que têm uma orientação a seguir. Sem uma orientação, estão perdidos. Não podem ser felizes. É muito importante saber aonde ir; caso contrário, sofrerão muito. Esta é a natureza da fé como compreendida nos ensinamentos de Buda.
Quando se refugiam em Buda, vocês reorganizam a própria base, o solo onde pisam, a natureza da iluminação. Em segundo lugar, estão protegidos pela energia da plena atenção, da concentração e da percepção. Em terceiro lugar, vocês têm uma orientação, têm fé. Sabem para onde ir. Cada passo os aproxima da iluminação perfeita, da firmeza, da liberdade. Quando começam a produzir a energia da iluminação, começam a gostar, a gostar destas três coisas, o caminho da firmeza, da liberdade e da alegria.
(Do Livro “Jesus e Buda Irmãos” – Thich Nhat Hanh)
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Fonte da minha pesquisa: http://sangavirtual.blogspot.com
Sangha Virtual
Estudos Budistas
Tradição do Ven. Thich Nhat Hanh

sábado, março 24, 2012

Música facilita o trabalho mental


Música - facilita o trabalho mental - Música - facilita el trabajo mental - Music - facilitates mental work
"A música não é somente uma sucessão de sonoridades agradáveis; a música são forças, vibrações. Com ela, penetra-se, de certo modo, no mundo da magia: podemos utilizar o poder dessas vibrações sonoras não só para nos projetarmos no espaço, mas também para criar. A música facilita o trabalho mental: em vez de se deixar o pensamento partir à deriva, é preciso, pelo contrário, estar consciente e mobilizá-lo a fim de realizar algo belo e grandioso em si próprio e no mundo.Vós dizeis que tendes dificuldade em meditar… Eis um método: concentrai-vos numa imagem luminosa, exaltante, e a música impelir-vos-á até muito alto, até um mundo de luz e de beleza. Senti-la-eis como uma força que vos transporta. Aprendei a utilizar o poder dos sons."

"La música no es solamente una sucesión de agradables sonidos; la música son fuerzas, vibraciones. Con ella, se penetra, de algún modo, en el mundo de la magia: se puede utilizar el poder de estas vibraciones sonoras, no sólo para proyectarse en el espacio, sino también para crear. La música facilita el trabajo mental: en lugar de dejar que el pensamiento vaya a la deriva, es necesario, al contrario, ser consciente y movilizarlo con la finalidad de realizar algo bueno y grande en sí mismo y en el mundo.
Decís que tenéis dificultades para meditar… He ahí un método: concentraos en una imagen luminosa, exaltante, y la música os elevará hacia lo alto, hacia un mundo de luz y de belleza. La sentiréis como una fuerza que os transporta. Aprended a utilizar los poderes de los sonidos."

"Music is not just a succession of pleasant sounds; it is made up of forces and vibrations. In a way, with music you are entering the world of magic: you can use the power of the sound vibrations not just to project yourself into space but also to create. Music facilitates mental work: instead of allowing your thoughts to drift, you should, on the contrary, be conscious and engage your mind, so that you can achieve something beautiful and noble inside yourself and in the world.
You say you have trouble meditating… Here is a method: concentrate on a luminous, exalting image, and the music will take you very high, to a world of light and beauty. You will feel it as a force sweeping you up. Learn to use the power of sound."

Omraam Mikaël Aïvanhov



Fonte texto e imagem:
http://makyarim.blogspot.com.br/

Descobrindo-se...

 

"Muitas pessoas têm medo de se confrontar com a própria realidade interior: poderiam descobrir aspectos feios ou desagradáveis de si mesmas. Afirmam que se conhecem e muitas vezes acreditam mesmo nisso. Gastam enorme energia numa fachada ilusória. Quanto mais ilusória é a fachada, mais desesperada é a defesa e maior o medo.

Paradoxalmente, só aprendemos a nos amar e aceitar quando paramos de tentar esconder nossa realidade interior e de nos esconder dela. Só podemos partilhar com os outros aquelas partes de nós que já descobrimos e aceitamos, e só podemos mudar aqueles nossos aspectos desagradáveis que já examinamos por inteiro e reconhecemos que devem ser mudados. A descoberta de si às vezes pode ser arriscada.

A conquista de novas perspectivas pode transtornar velhos hábitos e atitudes e abalar sistemas de crença em sua própria base. Esse é, contudo, um passo essencial em qualquer processo de transformação.

As recompensas por esse processo de limpeza interior são grandes. A cada vez que desnudamos uma ilusão e abrimos mão dela, damos mais um passo na direção de nosso eu verdadeiro, ilimitado e duradouro."

Gerd Ziegler

Fonte texto e Imagem:
http://katiabueno.blogspot.com.br/

quinta-feira, março 15, 2012

O Desenvolvimento Emocional e sua Função


"Se eu não sentisse , não sofreria.” A maioria das pessoas está se esforçando ao máximo para não sentir , tendo a crença errônea de que assim podem evitar a infelicidade. Já não lhe passou coisa semelhante pela cabeça ? Achamos que se trata apenas de um pensamento , mas esse desejo tem sua conseqüência : o entorpecimento de nossa capacidade de sentir. Entretanto , a repressão dos sentimentos não diminui o sofrimento ; pelo contrário , ela o aumenta. Os sentimentos precisam de espaço para se desenvolver , exatamente como acontece com nosso corpo e nossa mente , para que possamos alcançar um estado emocional mais elevado em que tenhamos coragem de amar.
Para que vocês possam se conhecer profundamente , é cada vez mais necessário deixar que todas as emoções cheguem à plena consciência ; aí , elas poderão ser compreendidas e terão condições de amadurecer. A maioria de vocês aqui presentes resiste muito a deixar que isso aconteça. Vocês não têm consciência dos obstáculos que colocam no caminho do seu próprio desenvolvimento. Por isso , é importante e necessário que nós discorramos sobre o mecanismo da resistência.
Em primeiro lugar , sejamos claros sobre a unidade da personalidade humana. Os seres humanos que vivem harmoniosamente desenvolveram os aspectos físico , mental e emocional de sua natureza. Devem essas três esferas funcionar em harmonia uma com a outra , cada uma auxiliando a outra , em vez de uma faculdade dominar a outra. Se uma função é pouco desenvolvida , ela provoca uma desarmonia na estrutura humana , e também mutila a personalidade toda.
Procuremos compreender agora o que faz com que os seres humanos negligenciem , reprimam e mutilem o desenvolvimento de sua natureza emocional. Esse desleixo é universal. A maioria dos seres humanos dedica sua maior atenção principalmente ao eu físico , faz mais ou menos o que é necessário para desenvolvê-lo e mantê-lo sadio. Uma boa porção da humanidade cultiva o aspecto mental. Para fazer isso , as pessoas aprendem , usam o cérebro e sua capacidade de pensamento ; absorvem conteúdos , treinam a memória e o raciocínio lógico. Tudo isso amplia o desenvolvimento mental.
Mas , por que , em geral , a natureza emocional é esquecida ? Existem boas razões para isso. Para maior clareza , procuremos antes entender a função da natureza emocional nos seres humanos. Antes de mais nada , ela inclui a capacidade de sentir. A capacidade de experimentar sentimentos é sinônimo de capacidade de dar e receber felicidade. Na proporção em que você recua diante de qualquer espécie de experiência emocional , nessa mesma medida você também tranca a porta à experiência de felicidade. Além disso , o lado emocional de sua natureza , quando em funcionamento , possui habilidade criadora. Na medida em que você se fecha para a experiência emocional , nessa mesma proporção a potencialidade plena de sua habilidade criadora é tolhida em sua manifestação. Contrariamente ao que muitos de vocês acreditam , o desenvolvimento da habilidade criadora não é um mero processo mental. Na verdade , o intelecto tem muito menos a ver com ela do que possa parecer à primeira vista , apesar do fato de que há também necessidade de destreza técnica para dar ao fluxo criador expressão plena. O desdobramento criador é um processo intuitivo. Não é preciso dizer que a intuição funciona somente na medida em que sua vida emocional é forte , saudável e madura.
Portanto , seus poderes intuitivos serão tolhidos se você negligenciar o desenvolvimento emocional e se se desmotivar a experimentar o mundo do sentimento. Por que , no seu mundo atual , é dada tanta ênfase ao desenvolvimento físico e mental e um quase desprezo evidente ao desenvolvimento emocional ? Várias explicações de caráter geral poderiam ser adiantadas , mas prefiro ir imediatamente à raiz do problema.
O ENTORPECIMENTO DOS SENTIMENTOS PARA EVITAR A INFELICIDADE
No mundo do sentimento , você vivencia o bom e o mau , a felicidade e a infelicidade , o prazer e a dor. Ao invés de apenas registrar tais impressões mentalmente , a experiência emocional realmente o afeta. Visto que sua luta é em primeiro lugar pela felicidade , e visto que as emoções imaturas conduzem à infelicidade , seu objetivo secundário é evitar a infelicidade. Toda criança vivencia circunstâncias infelizes ; o sofrimento e o desapontamento são comuns. Isto cria , já nos primeiros anos de vida , a seguinte conclusão , das mais inconscientes : “Se eu não sentir , não serei infeliz.” Em outras palavras , em vez de dar o passo corajoso e apropriado de viver as emoções negativas e imaturas para que tenham a oportunidade de se desenvolverem e de se tornarem maduras e construtivas , as emoções infantis são reprimidas , postas fora de foco da consciência e enterradas , e assim permanecem inadequadas e destrutivas , muito embora a pessoa fique inconsciente de sua existência.
Embora seja verdade que você possa anestesiar sua capacidade para a experiência emocional , e portanto não possa sentir sofrimento imediato , é também verdade que você embota sua capacidade para a felicidade e para o prazer enquanto não evita realmente a infelicidade temida. A infelicidade que você parece evitar lhe chegará de um modo diferente e muito mais doloroso , embora indireto. O desgosto amargo do isolamento , da solidão , do sentimento corroedor de ter passado pela vida sem experimentar suas alturas e suas profundidades , sem ter-se desenvolvido ao máximo e o melhor que pudesse , é o resultado de uma solução errada dessas.
O uso dessas táticas evasivas não permite que você viva a vida na sua plenitude. Ao recusar o sofrimento , você se distancia da felicidade e , mais do que isso , você foge da experiência. Num momento ou outro – e pode acontecer que você jamais se lembre da declaração consciente de intenção – você se afastou do viver , do amar e do experimentar – de tudo o que torna a vida rica e recompensadora. O resultado é que seus poderes intuitivos ficam amortecidos juntamente com suas faculdades criadoras. Você apenas funciona com uma fração do seu potencial. O dano que infligiu a você mesmo com esta pseudo-solução e que continua a infligir-se enquanto fica preso a ela é tal que impede sua compreensão e avaliação no momento presente.
O ISOLAMENTO
Visto que foi com essa tática que você começou sua defesa contra a infelicidade , é compreensível que , inconscientemente , você lute com unhas e dentes contra a renúncia ao que lhe parece proteção vital. Você não se dá conta de que não apenas desperdiça a riqueza da vida , os dons da vida , seu próprio potencial pleno , mas também que não evita de fato a infelicidade. Você não escolheu este isolamento doloroso espontaneamente e por isso ele não é aceito como um preço a ser pago. Antes , surgiu como um subproduto necessário de sua pseudo-solução , e com este mecanismo de defesa em operação a criança em você espera e luta para receber o que não pode absolutamente receber. Em outras palavras , em algum lugar no seu íntimo , você espera e acredita que é possível pertencer e ser amado enquanto embota seu mundo de sentimento num estado de entorpecimento e proíbe assim a você mesmo de amar verdadeiramente os outros. Sim , você pode precisar dos outros e essa necessidade pode apresentar-se-lhe como amor , mas agora você sabe que não é a mesma coisa. Em seu interior , você espera e acredita que é possível unir-se aos outros , comunicar-se com o mundo ao seu redor de um modo compensador e prazeroso , enquanto constrói um muro de falsa proteção contra o impacto da experiência emocional. Se não consegue deixar de sentir , e quando não consegue , você se ocupa em ocultar tais sentimentos de você mesmo e dos outros. Como você pode receber aquilo que deseja – amor , o sentido de fazer parte , a comunicação – se não sente nem expressa os vislumbres ocasionais de sentimentos pelos quais ainda luta a parte saudável de você ? Você não pode obter isso pela utilização de ambas as alternativas , embora a criança em você não aceite isso.
Visto que se “protege” dessa maneira tola , você se isola , o que significa que se expõe muito mais àquilo que se esforça por evitar. Assim , você perde duplamente : não evita o que teme – não verdadeiramente e em última instância – e perde tudo o que poderia ter se não fugisse da experiência do viver. Pois viver e sentir são uma só coisa. O amor e a realização a que deve aspirar sempre mais fazem com que você acuse os outros , as circunstâncias , o destino , ou a má sorte , em vez de fazê-lo ver como você é responsável por isso. Você resiste a essa percepção intuitiva porque pressente que ao dar-se conta do fato , você terá de mudar , não podendo mais apegar-se à esperança confortável , mas irrealizável , de que pode ter o que quer sem preencher as condições necessárias de oferecê-la. Como pode oferecê-la , se não tem o desejo e a capacidade de sentir tanto quanto pode sentir ? Perceba que foi você que provocou esse estado de não-realização , e é você que pode mudar a situação , independentemente de sua idade física.

A NECESSIDADE DE EXERCITAR AS EMOÇÕES
Outro motivo para apelar a esta pseudo-solução fracassada é o seguinte : como em tudo o mais , o sentimento e a expressão emocional podem ser maduros e construtivos ou imaturos e destrutivos. Como criança , você tinha um corpo e uma mente imaturos , e portanto , muito naturalmente , uma estrutura emocional imatura. Muitos deram ao corpo e à mente a possibilidade de evoluírem da imaturidade e alcançaram uma certa maturidade física e mental. Daremos um exemplo no nível físico : um bebê sentirá um forte impulso para usar suas cordas vocais. Ele tem um instinto com a função de promover o desenvolvimento de certa matéria orgânica através do uso repetido das cordas vocais. Não é nada agradável ouvir um bebê gritar , mas este período de transição tem como resultado a formação de órgãos saudáveis , sob este aspecto específico. Para o bebê , não passar por este período desagradável , reprimindo o impulso instintivo de berrar , seria prejudicial e causaria o enfraquecimento desses órgãos. O impulso para ter satisfação com um exercício físico exigente tem a mesma função. Tudo isto é parte de um processo de desenvolvimento. Interromper este processo de desenvolvimento com a desculpa de que há perigo no exercício excessivo seria tolice e até acarretaria danos.
E , todavia , é isso que acontece com seu eu emocional. Você interrompe seu funcionamento porque considera o período transicional de desenvolvimento tão perigoso que chega a interromper o próprio desenvolvimento. A conseqüência desse raciocínio é que você não só reduz os excessos , mas também bloqueia todo funcionamento transitório que por si só pode levar a emoções maduras e construtivas. Por ser este o caso que até certo ponto acontece com todos , o período de desenvolvimento de experiência e maturação deve acontecer agora.
Quando seus processos mentais amadurecerem , você também deve passar por períodos de transição. Você não apenas aprende ; está fadado a também cometer erros. Em seus anos de adolescência , com freqüência você mantinha opiniões que mais tarde foi abandonando. Com o tempo , você começa a perceber que aqueles pontos de vista não eram tão “certos” quanto pareciam , e vê aspectos que anteriormente o confundiam. Entretanto , foi-lhe muito benéfico passar por esses períodos de erro. Como você poderia avaliar a verdade se não tivesse passado pelo erro ? Você jamais pode chegar à verdade evitando o erro. O erro reforça suas faculdades mentais , sua lógica , e também sua amplitude e poder de dedução. Sem poder cometer erros em seu pensamento ou em suas opiniões , suas faculdades mentais não poderiam desenvolver-se.
Por estranho que pareça , a natureza humana apresenta muito menos resistência aos sofrimentos necessários ao desenvolvimento dos aspectos físico e mental da personalidade do que ao desenvolvimento da natureza emocional. Dificilmente alguém admite que as dores do desenvolvimento emocional também são necessárias , e que são construtivas e benéficas. Sem pensar conscientemente sobre isso nesses termos , você acredita que o processo de desenvolvimento emocional deveria se realizar sem sofrimentos crescentes. Na maioria das vezes ignora-se completamente a existência dessa área , sem falar da sua necessidade de desenvolvimento ; e você desconhece também como esse desenvolvimento deve realizar-se. Você que está ciente neste caminho deve começar a compreender isto. Se o fizer , sua insistência em permanecer amortecido e embotado irá por fim ceder e você não mais objetará passar por um período de desenvolvimento agora.

O AFLORAMENTO DOS SENTIMENTOS IMATUROS
Nesse período de crescimento , as emoções imaturas devem expressar-se. É somente na medida que puderem expressar-se , para que se possa compreender o significado delas , que você finalmente chegará ao ponto em que não precisará mais de tais emoções imaturas. Isto não acontecerá ao ponto em que não precisará mais de tais emoções imaturas. Isto não acontecerá através de um processo de vontade , de uma decisão mental exterior que reprime o que ainda é parte de seu ser emocional em que os sentimentos mudarão naturalmente sua direção , seu objetivo , sua intensidade e sua natureza. Isto , porém , só poderá ser feito se você vivenciar suas emoções como existem em você agora.
Como criança , quando alguém magoava você , suas reações eram de raiva , ressentimento , ódio – e às vezes de grande intensidade. Se você dificulta a si mesmo vivenciar conscientemente essas emoções , você não se livrará delas ; você não deixará que as emoções maduras e saudáveis as substituam , mas simplesmente reprimirá os sentimentos existentes. Você os enterrará e enganará a si mesmo afirmando que não sente o que realmente ainda sente. Por embotar sua capacidade de sentir , você se torna inconsciente do que existe sob a superfície. Então você sobrepõe sentimentos que pensa que deveria ter mas que de fato e verdadeiramente não tem.
Algumasmais , outras menos , todas as pessoas lidam com sentimentos que não são verdadeiramente seus , com sentimentos que pensam que deveriam ter mas que não têm. Na camada subjacente , algo inteiramente diferente está acontecendo. Somente em momentos de crise extrema esses sentimentos reais chegam à superfície. Então você acredita que foi a crise que causou essas reações em você. Não : a crise reativou as emoções ainda imaturas. Estamos diante do efeito da imaturidade emocional escondida e também da auto-ilusão existente.
O fato de você afastar da sua visão as emoções em estado ainda não lapidado , destrutivas e imaturas , em vez de desenvolver-se a partir delas e de iludir-se acreditando ser uma pessoa muito mais integrada e madura do que realmente é , não é apenas uma auto-ilusão , mas é também um fato que o leva a um isolamento ainda mais profundo , à infelicidade , à alienação de si mesmo e a padrões de insucesso e fracasso que você repete sempre de novo. A conseqüência de tudo isso parece confirmar sua pseudo-solução , seu mecanismo de defesa , mas essa é uma conclusão bastante enganosa.
As emoções imaturas fizeram com que , quando criança , você fosse castigado ; ou lhe causaram sofrimento ou ainda produziram um resultado indesejado quando as expressava. Você perdeu algo que queria , como a afeição de certas pessoas , ou um objetivo desejado se tornou inatingível quando você expressou o que realmente sentia. Isso então se tornou um motivo a mais para obstaculizar a sua auto-expressão. Consequentemente , à medida que percebia que essa emoções eram indesejáveis , você continuou a afastá-las de sua própria visão. Você achou necessário tornar essa atitude porque não queria ser magoado , não queria viver o sofrimento de se sentir infeliz. Você também considerou necessário reprimir emoções existentes porque a expressão do negativo produzia um resultado indesejado.
Você poderia dizer que pelo fato de esta última afirmação ser verdadeira , seu procedimento portanto é válido , necessário e autopreservador. Você dirá corretamente que , se manifestar suas emoções negativas , o mundo o castigará , de um modo ou de outro. Sim , isso é verdade. As emoções imaturas são na verdade destrutivas e lhe trarão desvantagens. Mas seu erro está no pensamento consciente ou inconsciente de que dar-se conta do que você sente e expressá-lo em ação constituem uma só e mesma coisa. Você não pode discriminar entre os dois cursos de ação. E também não pode discriminar entre uma meta construtiva – para o que é necessário expressar e falar sobre o que sente , no lugar certo , com as pessoas certas – e a destrutividade de negligentemente perder todo controle , de não escolher a meta correta , o lugar correto e as pessoas certas , de não querer empregar tal expressão que lhe proporcionaria uma percepção intuitiva com relação a si mesmo. Se você deixar que aconteça simplesmente porque não tem disciplina , ou uma meta , e expressa suas emoções negativas , isto é de fato destrutivo.
Procure distinguir entre metas construtivas e metas destrutivas , tente perceber o propósito de expor suas emoções , e então desenvolva a coragem e a humildade de permitir-se estar consciente do que realmente sente e de expressá-lo quando é significativo. Se fizer isso , você verá a enorme diferença entre meramente deixar que emoções imaturas e destrutivas aflorem para aliviá-lo da pressão e dar-lhes uma saída sem meta ou significado , e a atividade intencional de experimentar novamente todos os sentimentos que uma vez existiam em você e que ainda existem. O que não foi assimilado adequadamente na experiência emocional , mas em vez disso foi reprimido , será constantemente reativado pelas situações presentes. De um modo ou de outro , essas situações lhe trazem à memória a “solução” original que causou essa experiência não assimilada. Tal lembrança pode não ser fatual. Pode ser um clima emocional , uma associação simbólica que se abriga exclusivamente no subconsciente. À medida que aprender a tornar-se consciente do que realmente está acontecendo em você , também perceberá tais lembranças. Com isto pode manifestar-se a percepção de que muitas vezes você realmente sente o oposto do que se força a sentir.

COMO ATIVAR O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO
Na proporção em que os primeiros passos experimentais são dados no sentido de tornar-se consciente do que sente e de expressar isso de uma maneira direta , sem justificativas e desculpas , você chegará a uma compreensão de si mesmo como nunca conseguira antes. Você notará o processo de desenvolvimento em funcionamento , pois está engajado ativamente nele com o seu eu mais profundo e não apenas com gestos externos. Você compreenderá não só o que provocou muito desses resultados indesejáveis , mas também como é possível mudá-los. Compreender a interação entre você e os outros lhe mostrará como seu padrão inconsciente distorcido afetou as outras pessoas de modo exatamente oposto ao que você desejava inicialmente. Isto lhe dará uma compreensão interior do processo de comunicação.
Este é o único meio pelo qual as emoções podem amadurecer. Passando pela fase que não recebeu atenção na infância e na adolescência , as emoções amadurecerão e você não precisará mais temer a força daquelas emoções que não pode controlar através da tática de deslocá-las do foco da consciência . Você será capaz de confiar nelas , e de se deixar guiar por elas – porque esta é a meta final da pessoa madura e saudável. Eu poderia dizer que , até certo ponto , isto aconteceu com vocês todos. Há ocasiões em que você se deixa orientar por sua intuição. Mas isto acontece mais como exceção do que como regra. Não pode acontecer como regra enquanto suas emoções permanecem destrutivas e infantis ; elas não são confiáveis nesse estado. Pelo fato de desencorajar o desenvolvimento delas , você vive apenas por suas faculdades mentais – e essas são secundárias em termos de eficiência. Quando emoções saudáveis tornam sua instituição confiável , haverá uma harmonia mútua entre as faculdades mental e emocional. Uma não estará em contradição com relação à outra. Enquanto não puder contar com seus processos intuitivos , você estará inseguro e desprovido de autoconfiança. Você procura compensar isso contando com outros , ou através de uma religião falsa. Assim você se torna fraco e desamparado. Mas se tiver emoções fortes e maduras , você confiará em si mesmo e devido a isso encontrará uma segurança que nem sonhava que existisse.
Depois da primeira liberação dolorosa de emoções negativas , você encontrará um certo alívio ao constatar que material venenoso foi expulso de seu sistema de um modo que não foi destrutivo para você nem para os outros. Depois de obter essa nova intuição e compreensão , novas emoções ardentes e agradáveis brotarão de você. Essas mesmas emoções não podiam expressar-se antes , enquanto as emoções negativas eram mantidas sob controle. Você aprenderá também e distinguir entre os bons sentimentos verdadeiros e os bons sentimentos falsos que você sobrepõe movido pela necessidade de manter na sua auto-imagem idealizada. “É assim que eu deveria ser “. Por apegar-se a esta auto-imagem idealizada , você não consegue encontrar seu verdadeiro eu e não tem a coragem de aceitar que uma área bastante extensa de sua personalidade ainda é infantil , incompleta e imperfeita.

O QUE É A SEGURANÇA VERDADEIRA ?
Reconhecer isso é o primeiro passo necessário para eliminar seus processos destrutivos e para construir um eu realmente sólido que permaneça sobre terreno firme. Porque é somente nas emoções maduras , na coragem de tornar possível esta maturidade e desenvolvimento , que você obterá a segurança interior que tão ardentemente busca em outros lugares.
Assim , construa sua segurança verdadeira. Você não tem nada a temer por tornar-se consciente do que já está em você. Desviar-se do que é não faz com que deixe de existir. Portanto é sábio de sua parte querer observar , encarar e reconhecer o que está em você – nada mais , nada menos ! É extremamente tolo acreditar que lhe será mais prejudicial conhecer do que não conhecer o que você é e sente. Entretanto , até certo ponto , é exatamente isso que todos fazem. Esta é a natureza de sua resistência a aceitar e a encarar a si mesmo. É somente depois de que você se defronta com o que está em você que seu intelecto bem mais amadurecido será capaz de tomar a decisão quanto a esses padrões de comportamento interior são dignos de ser mantidos ou não. Você não é forçado a renunciar ao que lhe parece uma proteção , mas observe-o com os olhos abertos e lúcidos da verdade. Isso é tudo que lhe pedimos que faça. Nada há a temer dessa atitude.
Agora , consideremos este assunto à luz da espiritualidade. Todos vocês vieram com a idéia de desenvolver-se espiritualmente. Nós poderíamos dizer que mais ou menos todos vocês esperam alcançar esse objetivo sem dar atenção ao seu desenvolvimento emocional. Vocês querem acreditar que uma coisa é possível sem a outra . Desnecessário dizer , está é uma impossibilidade total. Mais cedo ou mais tarde , todos terão de tornar a decisão quanto a se realmente desejam o desenvolvimento emocional ou se ainda querem ater-se à esperança infantil de que o desenvolvimento espiritual é possível negligenciando o mundo do sentimento e deixando-o adormecido sem lhe dar a oportunidade de crescer. Examinemos isso por um momento.

SE OS SENTIMENTOS SÃO TOLHIDOS , A AMOR NÃO PODE CRESCER
Não considerando a religião , a filosofia ou a doutrina que sigam , todos vocês sabem que o amor é a primeira e a maior de todas as forças. Em última análise , é a força única. A maioria de vocês utilizou esta máxima muitas vezes ; gostaríamos , porém , de saber , se sabiam que estavam usando palavras vazias , sempre se desviando do sentimento , da reação e da experiência. A verdade é esta : como você pode amar se não se permite sentir ? Como você pode amar e ao mesmo tempo continuar sendo o que decide chamar de “ desapegado ” ? Isso significa permanecer não envolvido pessoalmente , não arriscando o sofrimento , a decepção e o envolvimento pessoal. Você pode amar de modo tão cômodo ? Se você deixar dormente a sua faculdade de sentir , como pode verdadeiramente experimentar o amor ? O amor é um processo intelectual ? É o amor um questão tíbia de leis , palavras , letras , regulamentos e regras sobre os quais você fala ? Ou é o amor um sentimento que brota do fundo da alma , um ardor de impacto que flui e que não pode deixá-lo indiferente e intocado ? Não é ele , antes de mais nada , um sentimento , e não só depois que o sentimento , é plenamente vivenciado e expresso que dele resultará a sabedoria , e talvez mesmo a percepção intuitiva – como um subproduto, por assim dizer ? Como você espera chegar à espiritualidade – e espiritualidade e amor são uma só coisa – não dando atenção a seus processos emocionais ? Pense nisso. Comece por observar como você se retrai , esperando por uma espiritualidade confortável que prescinda de seu envolvimento pessoal com o mundo dos sentimentos. Depois de ver isto com clareza , você compreenderá como essa atitude é irracional. Suas racionalizações conscientes ou inconscientes em ainda negar a percepção e a expressão de suas emoções , embora no momento ainda sejam bastante destrutivas , assumirão uma luz diferente a seus próprios olhos. Você observará sua resistência a fazer o que é tão necessário com um pouco mais de compreensão e verdade. Qualquer desenvolvimento espiritual será uma farsa se você negar esta parte de seu ser. Se você não tiver a coragem de deixar que o negativo em você aflore à superfície de sua consciência , como poderão emoções saudáveis e fortes preencher seu ser ? Se você não puder lidar com o negativo porque ele se encontra fora de sua consciência , esse mesmo elemento negativo se interporá no caminho do positivo.
Você que agora segue este caminho e faz o que é tão necessário irá inicialmente experimentar uma avalanche de sentimentos negativos. Mas depois que esses tiverem sido adequadamente compreendidos e tiverem amadurecido , sentimentos construtivos desenvolver-se-ão. Você sentirá o ardor , a compaixão e o envolvimento bom como nunca imaginou ser possível. Não se sentirá mais isolado. Começará a relacionar-se com os outros na verdade e na realidade , não na falsidade e no auto-engano. Quando isto acontecer , uma nova segurança e respeito por você mesmo se tornará parte de você. Você começará a confiar e a gostar de si mesmo.
Poderia se perguntar se é possível ter fé no Criador e no amor sem maturidade emocional ? É impossível , se por amor entendemos o amor verdadeiro , a disposição de envolver-se pessoalmente , e não a necessidade infantil de ser amado e afagado que tantas vezes confundimos com amor. A maturidade emocional é a base necessária para que o amor e a fé verdadeiros existam. Amor , fée imaturidade emocional são mutuamente excludentes. A capacidade de amar é conseqüência direta da maturidade e do desenvolvimento emocional. A verdadeira fé no Criador , no sentido da religião verdadeira em oposição à religião falsa , é de novo uma questão de maturidade emocional porque a verdadeira religião é auto-dependente. Ela não se agarra a um pai-autoridade devido à necessidade de ser protegida. A fé e o amor falsos sempre carregam a forte conotação emocional de necessidade. O amor e a fé verdadeiros derivam da força , da autoconfiança e da responsabilidade pessoal. Essas são atributos da maturidade emocional. E somente com força , autoconfiança e responsabilidade pessoal é que o amor , o envolvimento e a fé verdadeiros são possíveis. Quem quer que tenha alcançado o desenvolvimento espiritual , conhecido ou desconhecido na história , teve necessidade da maturidade emocional.
Outra pergunta : Se alguém que esteja fazendo esse trabalho descobre emoções turbulentas que remontam à infância , como é possível controlá-las , substituí-las e deixar que se desintegrem sem que a pessoa que ajuda neste trabalho esteja presente ? No momento , digamos duas vezes por mês , quando temos a oportunidade de expressá-las na presença de um assistente , podemos não sentir tais emoções , ao passo que as sentimos muito fortes em outras ocasiões. Se alguém estiver sozinho , qual é a maneira correta de controlar essas emoções no momento em que se manifestam ?
Em primeiro lugar , é significativo saber se as emoções somente surgem quando a pessoa não está fazendo este trabalho ativamente com o assim chamado assistente. Só isso basta para indicar uma forte resistência. Esse é o resultado longo e prolongado da repressão. Devido a essa repressão , as emoções que brotam em primeiro lugar aparecerão em momentos inoportunos e serão tão fortes que podem confundir a pessoa. Mas depois de um tempo relativamente curto , com a vontade interior verdadeiramente determinada a encarar o eu em sua totalidade , as emoções destrutivas não apenas começarão a aparecer em ocasiões adequadas e no lugar adequado , mas também você será capaz de controlá-las com um resultado significativo. O estado de resistência aponta para o fato de que a luta e o ódio interiores ainda existem juntamente com o desejo infantil de que conflitos manifestos devam ser resolvidos enquanto o mecanismo de defesa básico é mantido intocado. Se as emoções destrutivas o dominam , em vez de você ser capaz de dominá-las sem repressão , o que temos é uma forma de explosão de temperamento em que a psique diz : “Veja , foi você que me forçou a fazer isso ; veja agora para onde isso leva”. Se essas emoções sutis e ocultas podem ser detectadas , isso diminuirá o risco de que emoções negativas adquiram uma força que a personalidade não consiga controlar.
Em segundo lugar , é importante que você não se sinta culpado pela existência de tais emoções , as quais provavelmente são incompatíveis com a imagem que você faz de si mesmo. Se aprender a aceitar sua realidade em vez de sua auto-imagem distorcida , a força das emoções negativas se reduzirá. Sim , sem dúvida , você experimentará emoções negativas , mas não terá medo de que possam levá-lo a perder o auto-controle. Deixe-nos colocar deste modo : o forte impacto das emoções negativas , a ponto de você considerar-se incapaz de controlá-las , é devido não tanto à existência em si dessas emoções mas à falta de aceitação do fato de que você não é o seu eu idealizado. As emoções negativas em si seriam muito menos perturbadoras se você não se apegasse ao eu idealizado ao mesmo tempo que luta para renunciar a ele. Depois de aceitar-se como é , e depois de tomar a decisão interior de abandonar a ilusão com relação a si mesmo , você se sentirá muito mais à vontade. Você se sentirá capaz de vivenciar emoções negativas de modo a favorecer o seu desenvolvimento. Você obterá delas inspiração , mesmo estando sozinho no momento. Além disso , as emoções surgirão durante sessões de trabalho e proporcionarão percepção intuitiva ainda maior se forem expressas e trabalhadas.
Assim , não podemos dar-lhes um conjunto de regras. Podemos apenas indicar o motivo que está por trás dessa manifestação. Se você realmente o entender , se desejar compreendê-lo , e se a partir daí você for para a frente , isso o ajudará muito. Naturalmente , esta advertência é dirigida a todos.
Outra pergunta : Isso significa que as emoções em si não são perigosas , mas que é a decepção com nós mesmos que as torna tão poderosas ou perigosas ?
Sim , exatamente. Mas elas não precisam ser perigosas se você não quiser que sejam. Se a raiva interior não for compreendida adequadamente e liberada de modo construtivo , como você aprende neste caminho , o que se pode chamar de explosão de temperamento acontece e a criança em você exagera , destruindo os outros e o próprio eu. Encontre a criança que quer eliminar e então você terá condições de controlar emoções negativas em curso sem reprimi-las , mas expressando-as construtivamente e aprendendo delas. Descubra a área em que se ressente por não ter tido atenção , por não ter recebido o que queria. Uma vez consciente do motivo de toda essa raiva , você será capaz de rir de você mesmo porque recebe as exigências absurdas da criança em você. É este o trabalho que precisa ser feito nesta fase específica. Este é um marco crucial e decisivo em seu caminho. Depois de superar essa fase difícil , o trabalho prosseguirá com muito mais facilidade. Sempre que tiver medo de perder o controle , aconselhamos-lho a lembrar-se da imagem que tem de si mesmo , do que acha que deveria ser , em oposição às emoções que realmente se manifestam. No momento em que vir essa discrepância , você não se sentirá mais ameaçado pelas emoções negativas. Você será capaz de controlá-las. Este é o melhor conselho que lhes podemos dar a este respeito. Descubra em você o momento que sente ódio do mundo por não lhe permitir ser a sua auto-imagem idealizada , onde você sente que ele o impede de ser o que poderia ser sem a sua interferência. Uma vez consciente dessas reações emocionais , você dará novamente um grande passo à frente.
Veja, sua confusão é que você pensa que o mal provém da existência das emoções negativas em si. Mas não é isso. Ele provém da não-aceitação do seu verdadeiro eu , da culpa que você lança no mundo por não lhe permitir ser o que sente que poderia ser ele o permitisse. Esta é a natureza de tais emoções fortes e poderosas , e elas podem pô-lo em perigo somente na medida em que você permanecer inconsciente de sua natureza. Portanto , procure seu significado. Procure sua verdadeira mensagem e você jamais terá algo a temer.
Que possam todos vocês obter maior força e maior sabedoria para conduzir sua vida e seu desenvolvimento interior de modo e não permanecerem estagnados. Porque essa é a única coisa que dá sentido à vida – desenvolvimento contínuo. Quanto melhor você realizar isto , mais estará em paz com você mesmo. Bênçãos com toda força , amor e ardor são dadas a vocês. Sejam abençoados. Estejam em paz e fiquem com o Criador.

SHAUMBRA e NAMASTÊ !!!
Fonte do Blog:
http://andromedalive.blogspot.com/

sexta-feira, março 09, 2012

“O Um Contém o Todo”


Por Thich Nhat Hanh


“Não é necessário remover nada do que existe.
De fato, não há nada que possamos retirar da existência. Se tirássemos uma coisa, teríamos que tirar tudo, por que o um contém o todo.
Quando entramos na cozinha num dia de inverno nos sentimos aquecidos e confortáveis
Nossa sensação de calor e conforto não é devida ao fogão que está na cozinha, ela se deve ao frio que está lá fora.
Se o tempo fora não tivesse frio, não teríamos a sensação de conforto ao entrar na cozinha quente. Sentimentos agradáveis são feitos de sentimentos desagradáveis.
Sentimentos desagradáveis são feitos de sentimentos agradáveis.
Isto é assim por que aquilo é assim.
Uma formação mental contém todas as outras formações mentais.
Toda semente contém todas as outras.
A semente da raiva contém dentro de si a semente do amor. A semente da ilusão contém dentro de si a semente da iluminação.
 Cada gene de nossas células contém todos os outros genes. Num bom ambiente, um gene nocivo pode lentamente se transformar em um gene saudável. Essa idéia pode abrir muitas portas para modernas terapias.
Esse é o ensinamento do Buda.
Quando nos esquecemos deste ensinamento somos arrastados para o mundo de nascimento e morte. Mas quando transformamos nossa distração em plena consciência, vemos que não existe nada que necessitemos rejeitar ou descartar.”

Fonte do texto:
http://dharmalog.com/2011/08/17/nao-e-necessario-remover-nada-entendendo-o-dualismo-com-thich-nhat-hanh/
Imagem do google

Sobre Thich Nhat Hanh

Sobre Thich Nhat Hanh

Monge budista vietinamita, poeta e ativista dos direitos humanos. É o autor de mais de 60 livros. No ano de l967, devido ao seu imenso esforço e pregação sem violência, pela reconciliação entre o Vietnam do Norte e o do Sul, ele foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz por Martin Luther King, Jr.

Em 1969, Thich Nhat Hanh chefiou a Delegação Budista Vietnamita da Paz na Conferência de Paz em Paris e após a Assinatura do Acordo de Paz, quando tentou retornar ao país, não mais foi permitido seu ingresso no Vietnam, e até hoje ele vive em exílio na França.

Em 1982, tendo como colaboradora a monja Chân Không, sua colega de muitos anos, fundou Plum Village, uma comunidade budista para monges e monjas, situada próxima a cidade de Bordeaux, no sudeste da França, onde ensina a "Arte de Viver em Plena Consciência". Em seus retiros participam a cada ano milhares de pessoas, procedentes de todas as partes do mundo. É autor de inúmeros livros sobre meditação, cura e transformação, e também inúmeros poemas e dirige retiros em vários lugares do mundo. Thay, como seus estudantes carinhosamente o chamam, continua a ensinar budismo engajado, responsabilidade social e dissolução da violência através da prática do viver consciente.

Quando ainda no Vietnã, exerceu o principal papel no "budismo engajado" - renovação religiosa da qual foram gerados inúmeros projetos, combinando ajuda às vítimas e oposição não violenta à guerra. 'Budismo engajado", como era conhecido esse movimento, segundo palavras do próprio Thich Nhat Hanh, "é um termo redundante, já que budismo significa estar consciente, estar desperto para o que está acontecendo no seu próprio corpo, sentimentos e mente, como também no mundo que o cerca. Se você está desperto, não pode agir de outra forma senão compassivamente para aliviar o sofrimento que vê ao redor.

O budismo é, portanto, implicitamente engajado. Se não é engajado, não é budismo".

segunda-feira, março 05, 2012

Palavras






As Coisas que a Gente Fala
Ruth Rocha

As coisas que a gente fala saem da boca da gente e vão voando, voando, correndo sempre pra frente.
Entrando pelos ouvidos de quem estiver presente.
Quando a pessoa presente é pessoa distraída e não presta muita atenção.
Então as palavras entram e saem pelo outro lado sem fazer complicação.
Mas ás vezes as palavras vão entrando nas cabeças, vão dando voltas e voltas, fazendo reviravoltas E vão dando piruetas.
Quando saem pela boca saem todas enfeitadas.
Engraçadas, diferentes, como palavras penduradas.

Mas depende das pessoas que repetem as palavras. Algumas enfeitam pouco.
Algumas enfeitam muito. Algumas enfeitam tanto, que as palavras - que
engraçado! - nem parece as palavras que entraram pelo outro lado.

E depois que elas se espalham, por mais que a gente procure, por mais que a gente recolha, sempre fica uma palavra, voando como uma folha, caindo pelos quintais,
pousando pelos telhados, entrando pelas janelas, pendurada nos beirais.

Por isso, quando falamos, temos de tomar cuidado. Que as coisas que a gente fala
vão voando, vão voando, e ficam por todo lado. E até mesmo modificam o que era nosso recado. (...)
Pronto! Lá vão as palavras! Vão voando, vão voando...
Entrando pelos ouvidos De quem estiver passando.

E depois que elas se espalham, por mais que a gente procure, por mais que a gente recolha, sempre fica uma palavra, voando como folha, caindo pelos quintais, pousando pelos telhados, entrando pelas janelas, pendurada nos beirais.

As palavras continuam a voar pela cidade. Vão entrando nos ouvidos de gente de toda idade. E aquilo que era mentira até parece verdade... As coisas que a gente fala
saem da boca da gente e vão voando, voando, correndo sempre pra frente.

Sejam palavras bonitas uu sejam palavras feias; sejam mentira ou verdade ou sejam verdades meias; são sempre muito importantes as coisas que a gente fala. Aliás, também têm força as coisas que a gente cala. Às vezes, importam mais que as coisas que a gente faz...



Fonte:http://almacristica.blogspot.com/

sábado, março 03, 2012

Fases do Amor






Assim como a lua, o amor também tem suas fases. E é bom que todo o casal conheça bem cada uma delas. Desde um início onde você sente aquele friozinho na barriga ao encontrar a pessoa amada até aquele momento em que as diferenças começam a falar mais alto. À medida que o tempo passa e o relacionamento evolui, outras situações começam a se apresentar ao casal e é preciso muita força de vontade para segurar as pontas. Conheça as cinco fases de um relacionamento e descubra que há, sim, uma luz no fim do túnel quando tudo parece perdido.

Primeiro, vem a paixão. A troca de olhares, as juras de amor eterno, o sexo ardente. De acordo com a psicóloga especialista em Relacionamentos Humanos Regina Vaz, "é isso que nos dá o combustível para continuar vivendo, essa sensação maravilhosa. A pessoa apaixonada flutua, perde a noção do tempo, não consegue se concentrar direito. Não podemos viver apaixonados para sempre, enlouqueceríamos. Por isso, essa fase precisa passar eventualmente".

E é justamente quando essa fase começa a dar lugar às próximas que tudo pode começar a desandar. "Não tem essa de não sofrer por amor. Quando a pessoa já é madura, então, acha que é mais malandro. Ele acha que conhece melhor a estrada e acelera, até que surge um buraco novo, não vê e fura o pneu. Sofre-se igual em todas as idades. Especialmente quando um é mais apaixonado que o outro. Esse sofre mais, invariavelmente. Mas a verdade é que alguns casais brigam por qualquer coisa, enquanto outros fazem qualquer coisa para não brigar. Aí vai mesmo de cada um", diz Regina.

As fases existem, mas nem todos os casais conseguem passar por todas elas. As pedras que surgem no meio do caminho fazem com que muitos tropecem e deem meia-volta. Depende de cada um a força de vontade para superar os obstáculos e continuar junto. Veja abaixo quais são as cinco fases do amor e o que a psicóloga Regina Vaz diz sobre cada uma delas.

1. Paixão

É a fase do frio na barriga e do amor dos filmes. É a fase do encantamento. Procuramos semelhanças e idealizamos o outro. Isso é mundial. Agora, por que essa fase não dura? Porque a espécie humana não sobreviveria. Você dorme e acorda pensando no ser amado, algumas pessoas até param de comer. Além disso, quando estamos apaixonados, queremos sexo. Sexo, sexo e sexo. O corpo não aguentaria. Aí, essa fase entra no ápice e cai numa linha reta. É aí que entra a chega a próxima etapa do relacionamento

2. Conscientização

É quando começamos a ver os defeitos do parceiro e o casal começa a lidar com as diferenças. Detalhes começam a virar grandes coisas, o príncipe vira sapo. Conflitos e brigas começam a ocorrer. Você começa a perceber os outros lados da pessoa. Nessa fase, você vê os defeitos, mas também se olha no espelho. "Eu o aceito porque ele me aceita" deve ser o chavão da relação que está passando por essa fase

3. Reavaliação

O casal começa a avaliar se quer realmente permanecer na relação. Ocorre o distanciamento dos parceiros. A intimidade sexual pode se tornar esporádica ou inexistente. É mais provável que uma traição ocorra nessa fase. É a base do gráfico em "U" da satisfação com o casamento, e onde a maioria dos casais acaba se divorciando. É preciso muito jogo de cintura para permanecer na relação. Mas, a partir daí, a tendência é melhorar.

4. Reconexão

Se a relação sobreviveu até esse ponto, há interesse na reconexão. Cada um começa a perceber suas projeções e distorções da outra pessoa, mas começa a querer equilibrar as vontades. Há vontade e disposição de aprender como resolver problemas e conflitos, embora eles ainda existam. As diferenças ainda não foram ajustadas e há saudade do sexo. Existe também a aceitação das diferenças

5. Reconciliação

Poucos casais conseguem chegar até essa fase. Cada pessoa é capaz de cuidar das próprias necessidades e ainda apoiar o parceiro. A primeira fase volta, só que mais serena, mais amadurecida. Há equilíbrio e união entre as partes. Geralmente, essa fase está associada ao "amor verdadeiro". E neste ponto que todo o casal gostaria de chegar.



Redação Mais50
Fonte:
http://amadeirado.blogspot.com/












                 

 




Reflexão

Estou aprendendo que a maioria das pessoas não gostam de ver um sorriso nos lábios do próximo.Não suportam saber que outros são felizes... E eles não! (Mary Cely)