Herbário Póetico

Espaço destinado a divulgaçao de: Receitas, Crenças. Misticismo Chás, Ervas&Aromas. Medicina Convencional Fitoterápico e Alternativo! Tudo que se relaciona com coisas naturais! Sem fins lucrativos. Nosso prazer e ver você informado. Agradecemos sua visita! Volte Sempre!

Inteligentes &Perpicazes

Total de visualizações de página

terça-feira, novembro 15, 2011

Meditação é uma experiência





Você não acredita em Deus? Isso não é um obstáculo à meditação.

Não acredita na alma? Isso também não é um obstáculo à meditação.

Não acredita em coisa alguma? Isso não é um obstáculo.

Você pode meditar, porque a meditação simplesmente diz como ir para dentro: não importa se ali existe ou não uma alma; se existe ou não um Deus, não importa.

Uma coisa é certa: você existe. Se você existirá ou não depois da morte não importa. Só uma coisa importa: neste exato momento, você existe.

Quem é você? Entrar em você é meditação — entrar mais fundo em seu próprio ser. Talvez ele seja apenas momentâneo; talvez você não seja eterno; talvez a morte ponha um fim em tudo.

Não impomos nenhuma condição na qual você deva acreditar. Dizemos apenas que você tem de experimentar. Simplesmente tente!

Um dia, acontece: os pensamentos não mais estão presentes. E subitamente, quando os pensamentos desaparecem, o corpo e você estão separados — porque os pensamentos são a ponte. Através deles você se une ao corpo; esse é o elo.

De repente o elo desaparece — você está presente, o corpo está presente, e há um abismo infinito entre os dois. Então, você sabe que o corpo morrerá, mas que você não pode morrer.

Então, isso não é algo como um dogma; não é um credo, é uma experiência — incontestável. Nesse dia, a morte desaparece; nesse dia, a dúvida desaparece, porque, agora, você não tem de estar sempre se defendendo. Ninguém pode destruí-lo, você é indestrutível.

Então surge a confiança, ela transborda. E confiar é estar em êxtase; confiar é estar em Deus; confiar é sentir-se preenchido.

Por isso não digo para cultivar a confiança. Digo para experimentar a meditação.


Osho, em "O que é Meditação?"
Imagem por Robert S. Donovan




http://www.palavrasdeosho.com/2010/01/meditacao-e-uma-experiencia.html

quinta-feira, novembro 10, 2011

# Um Facto

& Aromas

HERANÇA E REENCARNAÇÃO






Mais uma vez o talentoso Rolando Boldrin interpreta de um jeito exclusivo e perfeito, a mensagem de Cornélio Pires (ESPÍRITO) psicografada por Chico Xavier. A poesia, cheia de sabedoria, nos ensina a valorizar a herança das atitudes nobres, de um tesouro que o ladrão não rouba nem a ferrugem consome, já que normalmente heranças envolvendo bens materiais acirram ânimos na disputa separando ao invés de unir familiares e parentes.




http://www.cristovamaguiar2.blogspot.com/

segunda-feira, novembro 07, 2011

Objetividade relativa


Texto de Miguel Nicolelis em "Muito além do nosso eu” (Ed. Cia. das Letras) – Trechos das pgs. 449 a 453.
Os comentários ao final são meus.

Sem dúvida alguma, as teorias da relatividade especial e geral de Albert Einstein representam a maior expressão de sucesso de uma versão do pensamento relativístico criada pela mente humana [1]. [...] Essencialmente, para Einstein, nem o tempo nem o espaço são absolutos. Assim, a relativização do tempo e do espaço explicam uma série de efeitos contraintuitivos, coisas como a dilatação do tempo, em que o tempo observado – como no exemplo clássico em que dois relógios carregados por um par de observadores – sai de sincronia, e a contração de comprimento de Lorentz, em que o comprimento de objetos se contrai à medida que a velocidade destes se aproxima daquela da luz. [...] Brian Greene, em seu livro O universo elegante, escreve que “A relatividade especial não está em nossos ossos [porque] não a sentimos. Suas implicações não são parte central de nossa intuição”.

A despeito da quase unânime aceitação da teoria da relatividade, o conceito de relativismo permanece sendo o centro de uma controvérsia extremamente acirrada no mundo científico. Dessa forma, não é surpresa que o pensamento relativístico tenha gerado um intenso debate, envolvendo visões extremamente contraditórias sobre o que a prática da investigação científica de fato significa. Nessa disputa interminável, a filósofa irlandesa Maria Baghramian coloca num lado do ringue o argumento de que o conhecimento científico é universal, uma vez que ele pode ser verificado em qualquer lugar, a qualquer momento.

Por exemplo, de acordo com o prêmio Nobel Sheldon Glashow, os cientistas “afirmam que existem verdades universais que são eternas, objetivas, fora da história, socialmente neutras e externas à mente humana, e que a catalogação dessas verdades define o objeto das ciências naturais. Leis naturais podem ser descobertas porque são universais, invariáveis, invioláveis, sem sexo e verificáveis”. Curiosamente, Glashow finaliza seu manifesto dizendo que “essa afirmação eu não posso provar. Essa é minha fé!” [2].

No outro canto do ringue, Baghramian coloca o físico alemão Werner Heisenberg, que – como era de se esperar – mantém sua postura de incerteza ao afirmar, em The physicist’s conception of nature [A concepção da natureza por um físico], que “o objetivo dessa pesquisa não é mais um entendimento dos átomos e seus movimento em si mesmo. Desde o início, estamos envolvidos com o debate entre a natureza e o homem, no qual a ciência desempenha apenas uma parte, de modo que a divisão rotineira do mundo entre subjetivo e objetivo, interior e exterior, corpo e alma, não é mais adequada e nos leva a dificuldades”. Aqui, o homem confronta a si mesmo na mais profunda solidão.

Nesse debate, como em muitos outros assuntos científicos, defiro sem remorsos minha própria opinião em favor das visões defendidas por outro crente imaculado do método científico, o grande paleontólogo americano Stephen Jay Gould. Apesar de não subescrever a filosofia do relativismo, Gould argumenta que “nossas formas de aprender sobre o mundo são fortemente influenciadas pelas preocupações sociais e pelos modos enviesados de pensamento que cada cientista aplica a qualquer problema. O estereótipo de um método científico totalmente racional e objetivo em que cientistas individuais trabalham tão logicamente quanto robôs serve apenas como mitologia de autopromoção classista” [3]. Em vez disso, Gould propõe que:


É perigoso para um pesquisador imaginar que ele pode atingir um estado de neutralidade completa
“A imparcialidade (mesmo que desejada) não pode ser atingida por seres humanos [...]. É perigoso para um pesquisador sequer imaginar que ele pode atingir um estado de neutralidade completa, pois assim ele corre o risco de deixar de se preocupar com suas preferências pessoais e suas influências – o caminho mais fácil para se transformar em vítima de seus próprios preconceitos. A objetividade deve ser definida operacionalmente como o tratamento honesto dos dados, não a ausência de preferências pessoais.

Uma vez que todas as descobertas emergem de uma interação entre a mente e a natureza, os cientistas sábios devem escrutinar os diferentes vieses que registram nossos encontros sociais, nosso momento na história geográfica e política, mesmo as limitações impostas pela nossa maquinaria mental, no júri comparado da imensidão da evolução.”

Em minha definição operacional do ponto de vista próprio do cérebro, o conjunto de restrições fisiológicas que o processo de evolução natural impôs ao sistema nervoso desempenha o papel equivalente àquele que a luz tem na teoria da relatividade, definindo uma constante biológica universal ao redor da qual os modelos cerebrais, criados ao longo de nosso cotidiano, têm de ser relativizados [4]. A evolução das espécies em termos gerais, e a dos mamíferos e primatas em particular, tem de ser considerada como a fonte dos limites ao redor dos quais giram os mecanismos responsáveis pela gênese dos pensamentos, dado que a organização anatômica e fisiológica de nossos cérebros foi modelada pelo processo de seleção natural.

Na realidade, graças a uma série imprevisível de eventos ambientais que se desdobraram ao longo de centenas de milhões de anos, esse processo produziu um arcabouço ótimo para o surgimento do tipo de cérebro de primata que beneficia cada um de nós: desde o arranjo convoluto e compacto do córtex humano, ditado pela necessidade de limitar o tamanho da cabeça de um recém-nascido, de forma que este pudesse escorregar sem problemas pelo canal de parto de sua mãe, até a teia inigualável que prevê a conectividade para dezenas de bilhões de neurônios se comunicarem eletricamente, sempre à mercê do metabolismo, da bioquímica e da fisiologia [5].

***

[1] Neste trecho Nicolelis fala sobre o pensamento relativístico num sentido de crítica a crença de que existe uma única “realidade absoluta e objetiva” na natureza. Falo mais sobre as teorias de Einstein nas minhas reflexões sobre o tempo.

[2] É mesmo um grande paradoxo: sabemos, decerto, que as leis da natureza são idênticas e simétricas por toda a parte e em todos os tempos, na Terra e em Andrômeda, hoje ou há bilhões de anos atrás – entretanto, cabe a uma mísera mente de homo sapiens a tarefa de interpretá-las, e a interpretação jamais será totalmente objetiva.

[3] E, em todo caso, como sempre digo: não somos máquinas a computar informações, mas seres a interpretar o Cosmos.

[4] A diferença entre o limite imposto pela velocidade da luz, e o limite imposto pelas limitações biológicas de nosso cérebro, é que ainda não sabemos exatamente até onde nossa imaginação pode realmente nos levar. A luz continuará a percorrer o universo na mesma velocidade (ao menos no vácuo), já nossos pensamentos parecem ter um parentesco mais próximo do infinito (ou da eternidade, por assim dizer).

[5] Apesar de saber muito bem que existe um número finito de potenciais de ação eletromagnética a cada momento em nosso cérebro, Nicolelis é, como todo grande cientista, um eterno maravilhado com a majestosa capacidade que este número finito pode produzir – seja na filosofia, na religião, na ciência, ou até mesmo no futebol arte...

***

Crédito da foto: John Smith/Corbis
Fonte:http://textosparareflexao.blogspot.com/

sábado, outubro 29, 2011

Medicina Popular


Quem nunca ouviu dizer que cobreiro só cura com reza de benzedeira? Ou que para pedra no rim bom mesmo é chá de quebra-pedra?



Quebra-pedra



É a medicina popular, uma prática muito antiga resultado de uma série de aculturações de técnicas utilizadas pelo português, pelo indígena e pelo negro. Não se baseia apenas em plantas medicinais para prevenir ou curar doenças. Existe também o seu lado mágico, suas ações e orações que o povo utiliza na cura dos males físicos, mentais e espirituais.

Rezas

Conhecido em todo o Brasil, o benzimento é um ritual de cura praticado principalmente nas regiões rurais. Há benzimentos para doenças específicas e outras que servem para qualquer doença.

Benzimento contra cobreiro:

Que tende, Pedro?
Cobreiro, Senhor.
Co que eu curo?
Co ramo de monte
E água da fonte .

A benzedeira deve usar uma faca que vai batendo em forma de cruz sobre o cobreiro, repetindo a reza três vezes durante três dias. Outras fazem o sinal em cruz com um raminho de planta, que na maioria das vezes é de aroeira mansa ou arruda.

Oração contra mal-de-vento-excomungado ou ar brabo: diz-se também o vento passou causando paralisia em alguma parte do corpo:

Vento maldito vento excomungado.
Nosso Senhor não te quer aqui.
Nossa Senhora há de ti tirar.
Nossa Senhora há de ti levar.

Outro tipo da mesma oração:

Vento mau excomungado, vento maldito, vento que Nosso Senhor não deixou no mundo,
Se é na cabeça, São Anastácio tira.
Se é nos olhos, Santa Luzia tira.
Se é no nariz, Santa Iria tira.
Se é na boca, Nossa Senhora tira.
Se é na orelha, São Francisco tira.
Se é nos braços, santa Cruz tira.
Se é no corpo, Senhor dos Passos tira.
Depois rezar um Pai Nosso e 13 Ave Maria

Simpatias

A cura de determinadas doenças com base na força miraculosa de potências sobrenaturais também sempre foi uma constante da medicina popular.

Exemplos:

Para curar terçol

Apanhar a aliança de ouro esfregá-la até ficar quente e passar no terçol três vezes. O terçol desaparecerá.

Para perder a barriga
De manhã ao levantar, antes de iniciar a jornada, encoste a barriga na parede da sala ou cozinha, por três vezes e diga : vai embora barriga. À noite antes de dormir faça o mesmo. Faça esta simpatia por quinze dias. Não se sabe o porquê, mas funciona. Agora se não der certo com você é melhor um exercício abdominal.


Fontes:

http://www.fundaj.gov.br/

http://www.brasilfolclore.hpg.com.br/

http://www.aguaforte.com/herbarium

Fonte deste Blog:
http://coisasdointerior.wordpress.com/

Medicina Popular


Medicina popular é aquela consagrada pela população. Trata-se de um aspecto cultural bem interessante.
Ela é, geralmente, baseada em crendices hereditárias.
No caso do Brasil, que possui um povo miscigenado, essa medicina tem vários traços culturais. Temos desde receitas provindas de povos indígenas, de portugueses, alemães, etc.
Apesar de admirar bastante, eu sempre opto pelo bom e velho médico... e recomendo.

Ervas e Aromas juntos com você.

Sabedoria popular, mito, verdade ou superstição




Sabedoria popular, mito, verdade ou superstição


Há milênios o homem utiliza plantas e ervas como fontes de cura e bem-estar. Estudos científicos comprovam que algumas folhas são capazes de aliviar a dor, facilitar a digestão e fortalecer o sistema imunológico.

Mas algumas plantas, além de oferecerem efeitos medicinais e terapêuticos, também são conhecidas pelos poderes energéticos de limpeza e proteção espiritual. Crenças populares que são passadas de geração em geração e ajudam a reforçar a fé de que as plantas têm poder.

Para a ciência, ainda é um mistério entender por que muita gente acredita no poder que a natureza tem de atrair energias positivas, espantar o mau-olhado e harmonizar ambientes. Mas já que o cultivo de plantas traz benefício à saúde e ao meio ambiente, conheça algumas plantas que podem trazer um pouco de natureza e proteção para dentro da sua casa ou apartamento:

Pimenta
Sabe aquela expressão “seca pimenteira“? Ela diz respeito àquela pessoa que de tão negativa seca até planta forte. Dizem que quando um ambiente está carregado ou a energia de alguém não é boa, a pimenteira fica completamente seca. A pimenta absorve e neutraliza essa negatividade, por isso é sempre bom ter um vaso da planta em casa. Além de proteger, seu colorido alegra qualquer ambiente.

Arruda
Essa erva protetora é uma das mais conhecidas e utilizadas. Possui diversas indicações medicinais, mas ela é famosa mesmo pela proteção contra o mau-olhado e outras vibrações negativas. Segundo a crença, as pessoas devem usar um pequeno galho de folhas por cima de uma orelha ou deixar um galho de arruda no ambiente para repelir maus fluidos.

Comigo-Ninguém-Pode
Seu nome diz tudo! Essa planta tem o poder de anular energias negativas e espantar o mau-olhado. Bonita por fora mas perigosa por dentro, sua seiva é tóxica. Por isso deixe ela longe do alcance de crianças ou animais da casa.

Espada de São Jorge

Segundo a cultura popular, essa planta é capaz de proteger, purificar e cortar a inveja.
Suas folhas longas e pontudas estão associadas ao poder de “cortar” as vibrações negativas e todo tipo de magia. É uma ótima protetora espiritual e, o melhor, fácil de cultivar.

Trevo de Quatro Folhas
É o símbolo mais tradicional de boa sorte e, segundo a sabedoria popular, traz sorte, prosperidade e felicidade. O difícil mesmo é encontrar esse raro e desejado amuleto.

Não podemos esquecer de mencionar o orégano e a manjerona, plantas usadas para fortalecer o amor e proteger a casa, além de atraírem alegria e pensamentos felizes. A folha do alecrim faz a energia circular, evitando o acúmulo de vibrações negativas. Já a de louro, quando guardada dentro da carteira, atrai dinheiro.

Para ter alguns desses poderosos amuletos em casa, a dica é montar ou comprar um Vaso 7 Ervas. O vaso é uma combinação de arruda, comigo-ninguém-pode, pimenta, alecrim, manjericão, espada-de-são-jorge e guiné. Um verdadeiro kit protetor para os moradores da sua casa!

Sabedoria popular, mito, verdade, superstição?
Difícil saber, mas de uma coisa ninguém pode duvidar: a natureza tem poder.

FONTE:
http://www.tha.com.br/espacotha/lenda-e-crencas-sobre-plantas/

Reflexão

Estou aprendendo que a maioria das pessoas não gostam de ver um sorriso nos lábios do próximo.Não suportam saber que outros são felizes... E eles não! (Mary Cely)