Herbário Póetico

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Inteligentes &Perpicazes

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quinta-feira, outubro 27, 2011

Antes de julgares


Antes de julgares, saiba que teus olhos atentos aos possíveis erros dos outros podem estar cegos diante dos teus.
Antes de julgares, percebe que aquilo que tanto recriminas hoje, talvez precise ser a tua realidade de amanhã.
Antes de julgares, repara que toda história tem duas versões e duas versões são duas verdades.
Antes de julgares, aceita que invariavelmente a uma parte, por menor que seja, de uma história, tu não terás acesso.
Antes de julgares, entende que não serão mil bocas que te esclarecerão qualquer coisa, elas apenas te confundirão.
Antes de julgares, escuta o silêncio, ele costuma fornecer grandes dados.
Antes de julgares, observa os olhos, eles são mais reveladores do que as bocas. Eles deixam provas irrefutáveis da verdade.
Antes de julgares, presta atenção à tua volta. Quantos foram condenados injustamente por mestres em julgamento?
Antes de julgares, lembra que tu mesmo já foste vítima de calúnias e por vezes não tiveste como te defender delas.
Antes de julgares, olha-te no espelho, observa com atenção o teu semblante, pensa na tua vida pregressa e questiona-te se estás em condição de julgar alguém.
Antes de julgares, recorda-te que Cristo foi julgado, condenado e crucificado sem direito à defesa.



Poderá gostar de muitos testo deste BLOG Citado: http://arcadoconhecimento.blogspot.com/

domingo, outubro 23, 2011

Não se- torture







O mestre Lu-Tzu diz:

"Quando se começa a levar adiante a decisão, cuidados devem ser tomados para que tudo possa acontecer de uma maneira confortável e relaxada."

Essa é a primeira coisa a ser entendida. Uma vez que você tome a decisão de seguir o caminho para dentro, uma vez que você tome a decisão de ser um sannyasin, de ser um meditador, uma vez que você tome a decisão que agora o interior está chamando e você vai procurar e buscar pela questão 'Quem sou?', então a primeira coisa a ser lembrada é: não se mova de uma maneira tensa. Mova-se de uma maneira muito relaxada, certifique-se de que sua jornada interior está confortável. Isso agora é de imensa importância.




Normalmente esse primeiro erro acontece a todo mundo. As pessoas começam a fazer sua jornada interior desnecessariamente complicada, desconfortável. Isso acontece por uma certa razão. As pessoas estão raivosas com os outros em sua vida normal. Elas estão violentas com os outros. Em suas extrovertidas jornadas normais elas são sádicas: elas gostam de torturar os outros, de derrotar os outros, de competir com os outros, de conquistar os outros. Todo o seu prazer está em como fazer os outros se sentirem inferiores a elas.



Isso é a sua jornada extrovertida. Isso é a política. Essa é a mente política, constantemente tentando tornar-se superior aos outros, legalmente ou ilegalmente, mas mantendo o constante esforço para derrotar os outros, a qualquer custo. Mesmo que o outro tenha que ser destruído, então que ele seja destruído. Mas há que se vencer: ser o primeiro-ministro, ser o presidente, ser isto ou aquilo, a qualquer custo. E todos são inimigos, pois todos são competidores.

Lembre-se disto: toda a sua educação prepara-o e dá-lhe prontidão para lutar. Ela não o prepara para a amizade e o amor; ela o prepara para o conflito, a inimizade e a guerra.

Sempre que há competição, é muito provável que exista inimizade. Como você pode ser amigável com pessoas que estão competindo consigo, que são perigosas para você e para quem você é perigoso? Ou elas vencerão e você será derrotado, ou você será o vencedor e elas terão que ser derrotadas.

Assim, tudo o que vocês chamam de amizade, é simplesmente uma fachada, uma formalidade. É um tipo de lubrificante que faz a vida se movimentar suavemente, mas no fundo ninguém é amigo. Mesmos os amigos não são amigos pois eles estão se comparando, uns com os outros, brigando uns com os outros. Este mundo tornou-se um campo de guerra devido à educação orientada para a ambição e a política.

Quando um homem se volta para dentro o problema surge: o que ele fará com sua raiva, inimizade, agressão e violência? Agora ele está só; ele começará a se torturar, ele ficará raivoso consigo mesmo. Isto é o que são os chamados Mahatmas. Por que eles se torturam? Por que eles jejuam? Por que eles se deitam em camas de espinho? Quando existe uma árvore com uma bela sombra, por que eles permanecem em pé sob o sol quente? Quando está quente, por que eles se sentam ao lado do fogo? Quando está frio, por que eles permanecem em pé nus dentro dos rios ou na neve? Estes são os políticos invertidos. Primeiro eles estavam brigando com os outros. Agora não há com quem brigar e eles estão brigando consigo mesmos.

Eles são esquizofrênicos, eles estão divididos. Agora é uma guerra civil, eles estão lutando contra o corpo. O corpo é a vítima dos seus chamados Mahatmas. O corpo é inocente, ele não fez coisa alguma errada para você, mas as suas chamadas religiões seguem ensinando que o corpo é o inimigo; torture-o.

A jornada extrovertida era uma jornada de sadismo. A introvertida se torna uma jornada de masoquismo, você começa a se torturar. E existe um certo prazer, uma certa alegria pervertida em se torturar. Se você pesquisar na história, ficará surpreso, você não acreditará no que o homem tem feito consigo mesmo.

Pessoas têm ferido seus corpos e têm mantido aquelas feridas sem curá-las; porque o corpo é o inimigo. Existem seitas cristãs, seitas hindus, seitas jainas e muitas outras que se tornaram muito astutas, habilidosas e eficientes no que diz respeito à tortura do próprio corpo. Eles desenvolveram grandes métodos de como torturar o corpo. (...)

Toda espécie de estupidez tornou-se possível por causa de um simples erro. O erro é: enquanto você vive externamente, você tentar fazer com que a vida seja difícil para os outros; e quando você começa a se voltar para dentro, existe uma possibilidade de que a velha mente tentará fazer com que a sua vida seja difícil. Lembre-se de que o buscador interior tem que estar confortável, porque somente numa situação confortável, num estado relaxado, alguma coisa pode acontecer.

Quando você está tenso e desconfortável, nada é possível. Quando você está tenso e desconfortável, sua mente está preocupada, você não está num espaço de silêncio. Quando você está faminto, como você pode estar num espaço de silêncio. E as pessoas têm ensinado a jejuar e dizem que o jejum o ajudará a meditar.

Uma vez ou outra, o jejum pode ajudá-lo a ter uma saúde melhor, ele tirará alguns quilos do seu corpo, quilos desnecessários. Mas o jejum não pode ajudar a meditação. Quando você está jejuando, constantemente estará pensando em comida. (...)

As pessoas que estão reprimindo suas fomes, estão constantemente pensando em comida. É natural. Como você consegue meditar? Quando você está jejuando, cardápios e mais cardápios começam a flutuar em sua mente, eles vêm de todos os lugares; belos pratos. Com todo o cheiro de comida, pela primeira vez você começará a sentir que seu nariz está vivo, e que sua língua está viva. É bom jejuar de vez em quando para que você possa se interessar novamente pela comida, mas isso não é bom para a meditação. É bom para que seu corpo fique um pouco mais sensitivo e assim você possa saborear novamente. O jejum deve estar a serviço da festa.

É bom não comer de vez em quando, assim o apetite pode voltar. Para a saúde é bom, mas a meditação nada tem a ver com isso. Será mais difícil meditar quando você está com fome do que quando você está totalmente satisfeito. Sim, comer demais lhe trará problemas de novo, porque quando você come em demasia você se sente sonolento. E quando você não come nada você se sente faminto.

Estar no meio é o caminho certo: o Meio Dourado.

Coma de modo que você não sinta fome, mas não coma demais para você não ficar sobrecarregado, sonolento. E a meditação será mais fácil. O Meio Dourado tem que ser seguido de todas as maneiras, em todo tipo de situações.

Esteja confortável, esteja relaxado. Não há qualquer necessidade de se torturar, nem de criar problemas desnecessários. Abandone essa mente de raiva, violência e agressão; e somente então você conseguirá mover-se para dentro. Porque somente numa consciência relaxada é possível flutuar internamente, cada vez mais fundo. Em completo relaxamento alcança-se o centro mais interno. (...)"


Osho, em "The Secret of Secrets"
Tradução: Sw. Bodhi Champak
Imagem por Armando Maynez



http://www.palavrasdeosho.com/2010/02/nao-se-torture.html

quinta-feira, outubro 20, 2011

JANELA DOS OUTROS



No livro, de ficção (Os Desafios da Terapia) do psiquiatra Irvin Yalom, ele discute alguns relacionamentos padrões e reais entre terapeuta e pacientes.
Ainda no início do livro, ele conta a história de uma paciente que tinha um relacionamento difícil com o pai.
Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem.
Durante o trajeto, o pai, que estava na direção, comentou sobre a sujeira e degradação de um córrego que acompanhava a estrada.
A garota olhou para o córrego a seu lado e viu águas límpidas, um cenário de Walt Disney.
E teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida.
Seguiram a viagem sem trocar mais palavra.
Muitos anos depois, esta mulher fez a mesma viagem, pela mesma estrada, desta vez com uma amiga.
Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se: do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído, como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista.
E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração o então comentário de seu pai, que a esta altura já havia falecido.
Parece uma parábola, mas acontece todo dia: a gente só tem olhos para o que mostra a nossa janela, nunca a janela do outro.
O que a gente vê é o que vale, não importa que alguém bem perto esteja vendo algo diferente.
A mesma estrada, para uns, é infinita, e para outros, curta. Para uns, o pedágio sai caro; para outros, não pesa no bolso.
Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança.
Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias.
Uns enxergam nossa cultura estagnada, outros aplaudem a crescente diversidade.
Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem.
Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho.
Me deixa menos enclausurada nos meus próprios pontos de vista, mas, em contra partida, me tira a certeza de tudo.
Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar.
Só possuindo uma visão de 360 graus para nos declararmos sábios.
E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise.
É o triunfo da dúvida.
Vale a pena pensar nisso!



http://arcadoconhecimento.blogspot.com/2010/02/janela-dos-outros.html

segunda-feira, outubro 17, 2011

Amor, Liberdade e Solidão... (Parte II)


OSHO: Amor, Liberdade e Solidão... (Parte II)


AMOR


É, com certeza, uma supresa para si saber que a palavra inglesa love provém do sânscrito lobha; lobha significa cobiça.
Poderá ser somente uma coincidência o facto de o inglês love ter a sua raiz numa palavra sânscrita que significa cobiça, mas acredito que não se trata de uma mera coincidência. Deve existir algo misterioso subjacente, deve existir um motivo alquímico por trás disso. De facto, a cobiça, quando purificada, digerida, torna-se amor. É a cobiça, labha, que, quando bem assimilada, se torna amor.
Amor é partilhar; cobiça é arrecadar. A cobiça é avara e nunca oferece, o amor só conhece a dádiva e nunca espera retorno; é a partilha incondicional. Deve existir uma razão alquímica para que labha se tenha tornado love no léxico inglês. Labha torna-se amor no que diz respeito a processos alquímicos interiores.



LIBERDADE



O homem reduziu a mulher a uma escrava e a mulher reduziu o homem a um escravo. E, claro, ambos odeiam a escravidão. ambos resistem a ela. Estão constantemente em luta, qualquer pequeno pretexto e a luta inicia-se.
Mas a verdedeira luta é mais profunda; a verdadeira luta é que ambos clamam pela sua liberdade. Eles não são capazes de o dizer claramente, podem tê-lo esquecido totalmente. Durante centenas de anos esta era a forma de viver. Eles viram que o seu pai e a sua mãe viveram asssim, eles viram que os seus avós viveram assim. Esta é a forma de as pessoas viverem - eles aceitaram-na. A sua liberdade está destruída. É como se tentássemos voar alto, no céu, só com uma asa. Algumas pessoas têm a asa do amor e outras têm a asa da liberdade - ambas são incapazes de voar. São necessárias as duas asas.



SOLIDÃO


Qualquer esforço dirigido no sentido de evitar a solidão falhou e continuará a falhar, porque é contra os fundamentos da vida. O que necessita não é de algo que lhe permita esquecer a sua solidão. O que é necessário é que você se torne consciente da sua solidão, de que ela é uma realidade. E é tão bela de experimentar, de sentir porque é a sua forma de se libertar da multidão, do outro. É a sua libertação do medo de estar só.


in Amor, Liberdade e Solidão uma nova visão dos relacionamentos


http://meudespertar.blogspot.com/2005/09/osho-amor-liberdade-e-solido-parte-II.html

Amor, Liberdade e Solidão Parte I


OSHO : Amor, Liberdade e Solidão (Parte I)



Há uns dias atrás um amigo emprestou-me este livro... pelo qual confesso ter ficado apaixonada...;)
Os ensinamentos, mesmo que de senso comum, neles presente ajudaram-me a encarar a minha existência/vida de uma forma bem mais sensata e ponderada.





Na nossa vida quotidiana, tendemos a ver a solidão como um fardo, um incómodo. Enchemos as nossas vidas de actividades, de passatempos, d ocupações; esquecemo-nos de como é bom estar só e em silêncio.
Procuramos no amor um refúgio para a solidão; mas se não soubermos viver connosco mesmos, transformaremos o amor numa solidão a dois.
Estar apaixonado é muito bonito e é bom almar alguém.
Mas estar só também tem a sua beleza.
Amar e estar só não são opostos: são estados que se complememtam. Só quando aprendemos o gozo da soolidão somos capazes de dar valor à companhia dos outros: e é estando com os outros que aprendemos a dar valor à riqueza da solidão.
in Amor, Liberdade e Solidão uma nova visão dos relacionamentos
from OSHO


Osho nasceu em Madhya Paresh, na Índia, em 1931. Foi um aluno sobredotado e de 1958 a 1966 foi professor catedrático de Filosofia da Universidade de Jabalpur. A partir de então passou a dedicar-se totalmente ao estudo da espiritualidade. Fundou comunas e retiros de meditação em Poona, perto de Bombaim, e no Oregon, nos EUA, e ensinou e realizou palestras em todo o mundo.
Faleceu em 1990.
É considerado o autor indiano de maior sucesso e o Sunday Times de Londres elegeu-o um dos "1000 Construtores do Século XX". As suas obras vendem mais um milhão de exemplares por ano e estão traduzidas pra dezenas de idiomas.
Oficialmente, é autor de mais de 600 livros, mas todos eles são transcrições das suas palestras. Osho acreditava no poder da palavra viva e do dialógo e é isso mesmo que os seus livros transmitem


http://meudespertar.blogspot.com/2005/09/osho-amor-liberdade-e-solido-parte-I.html

Reflexão

Estou aprendendo que a maioria das pessoas não gostam de ver um sorriso nos lábios do próximo.Não suportam saber que outros são felizes... E eles não! (Mary Cely)