Herbário Póetico

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Inteligentes &Perpicazes

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domingo, maio 22, 2011

O EGO COLETIVO






Até que ponto é difícil viver consigo mesmo?



Uma das maneiras pelas quais o ego tenta escapar da insatisfação que tem em relação a si próprio é ampliando e fortalecendo sua percepção do eu. Ele faz isso identificando-se com um grupo, que pode ser um país, um partido político, uma empresa, uma instituição, uma seita, um clube, uma turma, um time de futebol, etc.
Em alguns casos, o ego pessoal parece se dissolver completamente quando alguém dedica a vida a trabalhar com abnegação pelo bem maior de uma coletividade sem exigir recompensa, reconhecimento nem enaltecimento. Que alívio ser libertado da carga incômoda do eu pessoal. Os membros do grupo sentem-se felizes e satisfeitos, não importa quanto precisem trabalhar, quantos sacrifícios tenham que fazer. Eles parecem ter superado o ego. A questão é: será que se libertaram de verdade ou o ego apenas se mudou do plano pessoal para o coletivo?
Um ego coletivo manifesta as mesmas características do ego pessoal, como a necessidade de enfrentamentos e inimigos, de ter ou fazer mais, de estar certo e mostrar que os outros estão errados, etc. Cedo ou tarde, essa coletividade entrará em conflito com outras coletividades porque busca inconscientemente o desentendimento e precisa de oposição para definir seus limites e, assim, a própria identidade. Depois, seus integrantes experimentam o sofrimento, que é uma conseqüência inevitável de toda ação motivada pelo ego. A essa altura, eles podem despertar e compreender que seu grupo tem um forte componente de insanidade.
Pode ser doloroso acordar de repente e perceber que a coletividade com a qual nos identificamos e para a qual trabalhamos é, na verdade, insana. Nesse momento, há pessoas que se tornam cínicas ou amargas e, daí por diante, passam a negar todos os valores, tudo o que vale a pena. Isso significa que elas adotam rapidamente outro sistema de crenças quando o anterior é reconhecido como ilusório e, portanto, entra em colapso. Elas não encaram a morte do seu ego; em vez disso, fogem e reencarnam em outro.
Um ego coletivo costuma ser mais inconsciente do que os indivíduos que o constituem. Por exemplo, as multidões (que são entidades egóicas coletivas temporárias) são capazes de cometer atrocidades que a pessoa sozinha não seria capaz de praticar. Vez por outra, os países adotam um comportamento que seria imediatamente reconhecido como psicopático numa pessoa.
À medida que a nova consciência for surgindo, algumas pessoas se sentirão motivadas a formar grupos que a reflitam. E eles não serão egos coletivos. Seus membros não terão necessidade de estabelecer sua identidade por meio deles, pois já não estarão procurando nenhuma forma para definir quem são. Ainda que essas pessoas não estejam totalmente livres do ego, elas terão consciência bastante para reconhecê-lo em si mesmas ou nos outros tão logo ele se manifeste. No entanto, será preciso estar sempre alerta, uma vez que o ego tentará assumir o controle e se reafirmar de qualquer maneira. Dissolver o ego humano trazendo-o à luz da consciência - esse será um dos principais propósitos desses grupos formados por pessoas esclarecidas, sejam eles empresas, instituições de caridade, escolas ou comunidades. Essas coletividades vão cumprir uma função importante no surgimento da nova consciência. Enquanto os grupos egóicos pressionam no sentido da inconsciência e do sofrimento, as agremiações esclarecidas podem ser um vórtice para a consciência que irá acelerar a mudança planetária.


Eckhart Tolle
Sissi

http://conscienciamaxima.blogspot.com/

quarta-feira, maio 18, 2011

O bem mais precioso



Conta o folclore europeu que há muitos anos atrás um rapaz e uma moça apaixonados resolveram se casar. Dinheiro eles quase não tinham, mas nenhum deles ligava para isso. A confiança mútua era a esperança de um belo futuro, desde que tivessem um ao outro. Assim, marcaram a data para se unir em corpo e alma. Antes do casamento, porém, a moça fez um pedido ao noivo:
- Não posso nem imaginar que um dia possamos nos separar. Mas pode ser que com o tempo um se canse do outro, ou que você se aborreça e me mande de volta para meus pais. - Quero que você me prometa que, se algum dia isso acontecer, me deixará levar comigo o bem mais precioso que eu tiver então.
O noivo riu, achando bobagem o que ela dizia, mas a moça não ficou satisfeita enquanto ele não fez a promessa por escrito e assinou.
Casaram-se. Decididos a melhorar de vida ambos trabalharam muito e foram recompensados. Cada novo sucesso os fazia mais determinados a sair da pobreza, e trabalhavam ainda mais. E tempo passou e o casal prosperou.
Conquistaram uma situação estável e cada vez mais confortável, e finalmente ficaram ricos. Mudaram-se para uma ampla casa, fizeram novos amigos e se cercaram dos prazeres da riqueza. Mas, dedicados em tempo integral aos negócios e aos compromissos sociais, pensavam mais nas coisas do que um no outro. Discutiam sobre o que comprar, quanto gastar, como aumentar o patrimônio, mas estavam cada vez mais distanciados entre si. Certo dia, enquanto preparavam uma festa para amigos importantes, discutiram sobre uma bobagem qualquer e começaram a levantar a voz, a gritar, e chegaram às inevitáveis acusações. - Você não liga para mim! - gritou o marido - só pensa em você, em roupas e jóias. - Pegue o que achar mais precioso, como prometi, e volte para a casa dos seus pais. Não há motivo para continuarmos juntos.
A mulher empalideceu e encarou-o com um olhar magoado, como se acabasse de descobrir uma coisa nunca suspeitada. - Muito bem, disse ela baixinho. Quero mesmo ir embora. Mas vamos ficar juntos esta noite para receber os amigos que já foram convidados. Ele concordou.
A noite chegou. Começou a festa, com todo o luxo e a fartura que a riqueza permitia. Alta madrugada o marido adormeceu, exausto. Ela então fez com que o levassem com cuidado para a casa dos pais dela e o pusessem na cama. Quando ele acordou, na manhã seguinte, não entendeu o que tinha acontecido. Não sabia onde estava e, quando sentou-se na cama para olhar em volta, a mulher aproximou-se e disse-lhe com carinho:
- Querido marido, você prometeu que se algum dia me mandasse embora eu poderia levar comigo o bem mais precioso que tivesse no momento. - Pois bem, você é e sempre será o meu bem mais precioso. Quero você mais que tudo na vida, e nem a morte poderá nos separar. Envolveram-se num abraço de ternura e voltaram para casa mais apaixonados do que nunca.




O egoísmo, muitas vezes, nos turva a visão e nos faz ver as coisas de forma distorcida. Faz-nos esquecer os verdadeiros valores da vida e buscar coisas que têm valor relativo e passageiro. Importante que, no dia-a-dia, façamos uma análise e coloquemos na balança os nossos bens mais preciosos e passemos a dar-lhes o devido valor.



Fonte :




http://arcadoconhecimento.blogspot.com/

Enviado por Jorge do blog Nectan Reflexões

segunda-feira, maio 16, 2011

Perdão de Amigo Errado



Se lhe causei perplexidade.
Se tirei seu sono e sua paz.
Se minha repreensão foi dura demais.
Se não soube lhe dar razão.
Se joguei minha superioridade em cima de você.
Se exigir que me ouvisse e eu mesmo não ouvir você.
Se interrompi demais nossa conversa.
Se fui duro demais naquela repreensão.
Se ocupei demais o seu tempo.
Se me coloquei entre você e os outros amigos.
Se não respeitei sua privacidade.
Se fiz perguntas inconvenientes.
Se mentir alguma vez para você.
Se escondi algum segredo.
Se não tomei sua defesa.
Se não levei você a Deus.
Se telefonei demais, falei demais, procurei demais.
Se, de algum modo, fui um chato e um peso, perdoe-me.
As vezes, à força de querer ser amigo, pode-se cair nos hábitos de um amigo errado.
E o amigo errado pensa mais em si do que nos outros.
Se fiz isso, desculpe-me.
Aprendi a não ocupar sua vida.


http://artigosespiritas.wordpress.com/2008/12/28/perdao-de-amigo-errado/

O VIAJANTE DOS OLHOS AZUIS




"O que vale na vida não é o ponto de partida e sim, a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher."
Cora Coralina






Seus olhos eram azuis. De um azul que só ao firmamento poderia ser comparado. Ele andava, a passos curtos e, com seu manto coberto de poeira e sandálias gastas pelas andanças que seu objetivo e fé, lhe impunham. Sonhava. E seu sonho era o mais puro e singelo de todos: mostrar ao mundo Sua trajetória, Suas esperanças e Sua fé.


Ao longe, avistou uma multidão que, num primeiro momento, parecia-lhe estarem numa disputa ferrenha por algo que ele não podia ver. Aproximou-se cautelosamente,e descobriu o que fazia aquele povo todo tão feroz.


Era, na verdade, uma criança pequena e frágil nas mãos daqueles homens truculentos e sanguinários. Disputavam o pequeno, para usá-lo como oferenda a seus deuses.


De seus olhos azuis rolaram lágrimas. Ergueu-os para o céu e orou: Pai, dai-me forças para suportar o que estou vendo. Ajuda e salva este ser tão indefeso desses homens que, no fundo, não sabem o que fazem.


Repentinamente, o céu escureceu e nuvens espessas cobriram a terra. Raios estouravam a todo momento e o vento parecia derrubar a todos, menos aquele homem dos olhos azuis.
A indefesa criança agora chorava a plenos pulmões, com mêdo da tempestade que se avizinhava.


Todos estavam estarrecidos com o que viam e,amedrontados, debandaram em intensa correria colina abaixo. O inocente, a chorar, olhava para aquele homem estranho e com os olhos da cor do céu. Este, tomou a criança em seus braços, e levantando-a, disse:


- Eu sou Jesus, o filho de Deus. Ficai tranquila, pois estás comigo e com o amor de meu Pai, que está no céu.
Estás segura, pois "Eu sou o teu pastor e nada te faltará".
E, assim, continuou sua caminhada, levando pela mão, aquela criança singela e pura.


Depois de muito caminhar, divisou, ao longe, uma pequena casa de onde saiu uma senhora aflita e chorando. Era a mãe daquela inocente que ele havia salvo da multidão enfurecida. A mulher, agradecida, jogou-se aos pés daquele homem, dizendo:
- Salvaste minha filha. Peça-me o que quiseres e eu te darei.


Jesus apenas tomou entre as suas, as mãos calejadas daquela mulher e lhe disse:
-Ore a Deus, meu Pai infinito, e agradeça-lhe por sua filha estar bem. Foi Ele quem a salvou, por meu intermédio.


Depois disso, voltou à estrada empoeirada e continuou sua eterna caminhada, para levar aos corações a paz, o amor e a caridade.

Fonte do texto e Imagem

http://pychulin.blogspot.com/

sexta-feira, maio 13, 2011

Ser Médium


A mediunidade é registro paranormal que se encontra ínsito na criatura humana, à semelhança da inteligência, da razão.

Todo indivíduo que conscientemente ou não, capta a presença de seres espirituais é portador de mediunidade, cabendo-lhe a tarefa de desdobrar os recursos parafísicos, através de conveniente educação, graças à qual se tornará instrumento responsável para o ministério superior a que a mesma se destina.

Inicialmente confundida com várias patologias, sejam de ordem mental ou orgânica, a mediunidade fez-se meio para demonstrar o equívoco em que teimavam permanecer os seus adversários gratuitos ou os investigadores apressados.

Caracterizando uma função sempre presente no homem em todas as épocas, só a partir de Allan Kardec passou a receber estudo profundo e consideração, vindo, então, a ocupar o lugar que lhe é devido, como ponte para o intercâmbio entre os espíritos de ambos os lados da vida com aqueles que se encontram mergulhados na mesma faixa das percepções psíquicas no corpo físico.

Espontânea, surge em qualquer idade, posição social, denominação religiosa ou cepticismo no qual se encontre o indivíduo.

Normalmente chama a atenção pelos fenômenos insólitos de que se faz portadora, produzindo efeitos físicos e intelectuais, bem como manifestações na área visual, auditiva, apresentando-se com gama variada conforme as diversas expressões intelectuais, materiais e subjetivas que se exteriorizam no dia-a-dia de todos os seres humanos.]

Direcionando a observação para as ocorrências inabituais que lhe sucedam, o médium descobre um imenso veio aurífero que, penetrado, brinda-o com gemas de inapreciável qualidade.

Assim como o mergulhador educa a respiração para descer nas águas profundas onde espera encontrar ostras raras, portadoras de pérolas incomuns, o médium tem o dever de disciplinar a mente, a fim de aprofundar-se no oceano íntimo e dali arrancar as preciosidades que se encontram engastadas na concha bivalve das aspirações morais e espirituais.

Às vezes, quando do aparecimento da mediunidade, surgem distúrbios vários, sejam na área orgânica, através de desequilíbrios e doenças, ou mediante inquietações emocionais e psiquiátricas, por debilidade da sua constituição fisiopsicológica.

Não é a mediunidade que gera o distúrbio no organismo, mas a ação fluídica dos espíritos que favorece a distonia ou não, de acordo com a qualidade de que este se reveste.

Por outro lado, quando a ação espiritual é salutar, uma aura de paz e de bem-estar envolve o medianeiro, auxiliando-o na preservação das forças que o nutrem e sustentam durante a existência física.

A educação ou desdobramento mediúnico objetiva ampliar o campo de realização paranormal, porquanto, através dos recursos próprios, tem a especial finalidade de instruir os homens, realizar a iluminação de consciências, facultar o ministério da caridade, pelas possibilidades que proporciona aos desencarnados em aflição de terem lenidos os sofrimentos, as mágoas, a ignorância…

A faculdade de ser médium, própria dos seres inteligentes, constitui um superior instrumento de serviço ao alcance de todos, dependendo de cada um atender-lhe a presença orgânica ou ignorá-la, apurando-lhe a sensibilidade ou perturbando-lhe o mister, deixando-a ao abandono, aí correndo riscos de ser utilizada por entidades perversas ou levianas que se encarregarão de perturbá-la, entorpecê-la ou torná-la meio de desequilíbrio para o próprio médium como para aqueles que o cercam.

Não é, portanto, o ser médium ou não, mas a conduta que este se aplique que atrairá mentes que se irradiam no mesmo campo de vibrações especiais.

Swedendorg, ao perceber a presença da mediunidade, cientista e culto, não tergiversou em estudar a faculdade e dedicar-se ao seu exercício, brindando a humanidade com valioso patrimônio de sabedoria, esperança e paz.

Edgar Cayce, constatando a manifestação mediúnica de que se tornou objeto, aplicou-se ao labor pertinente e auxiliou dezenas de milhares de pacientes que lhe buscaram o socorro…

Adolf Hitler, depois de freqüentar o Grupo Thule, de fenômenos mediúnicos, dirigido por Dietrich Eckhart, em Berlim, ensandeceu-se, e, fascinado, acreditou-se a “mão da Providência”, tornando-se destruidor de milhões de vidas e responsável por males incontáveis, que ainda permanecem na Terra…

A mediunidade, em si mesma, não é boa nem é má, antes, apresenta-se em caráter de neutralidade, ensejando ao homem utilizá-la conforme lhe aprouver, desse uso derivando os resultados que acompanharão o medianeiro até o momento final da sua etapa evolutiva no corpo.

Pelo Espírito de: Vianna de Carvalho

Médium: Divaldo P. Franco

Livro: Médiuns e Mediunidades

Site: Luz do Espiritismo – Grupo Espírita Allan Kardec


http://artigosespiritas.wordpress.com/page/6/

Reflexão

Estou aprendendo que a maioria das pessoas não gostam de ver um sorriso nos lábios do próximo.Não suportam saber que outros são felizes... E eles não! (Mary Cely)