Herbário Póetico

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quarta-feira, janeiro 05, 2011

OS PROTETORES ANJOS DA GUARDA


O anjo de Guarda é um Espírito que se incumbe da tarefa de amparar um outro Espírito na etapa encarnatória - todas as pessuas possuem um. geralmente são designados os Espíritos afins e simpáticos para estabelecerem tal relação. Mesmo sem perceber, estamos submetidos à influência benévola desse guia constantemente, que está profundamente ligado a seu protegido por motivos de afinidade espíritual e sempre executa sua missão com sentimento espontâneo de ajuda, pois essa jauda também significa o seu próprio desenvolvimento e evolução. Consiste no amigo constante e amoroso que Deus nos proporciona a todos os encarnados na difícil etapa carnal - é comumente chamado de "Protetor Espiritual" ou de "Mentor Espiritual"


CONCEITO:
Anjo: Segundo sua etimologia significa "mensageiro" e, por decorrência, "mensageiro de Deus". Ser espiritual que exerce o ofício de mensageiro entre Deus e os homens. A palavra anjo desperta geralmente a ideia da perfeição moral; não obstante, é frequentemente aplicada a todos os seres, bons e maus, que não pertencem à Humanidade.

Anjo de guarda: Espírito celeste que se crê velar sobre cada pessoa, afastando-a do mal e inclinando-a para o bem; anjo custório. Espírito protetor, anjo de guarda, ou bom gênio, é o que tem por missão acompanhar o homem na vida e ajudá-lo a progredir. É sempre de natureza superior, com relação ao protegido.

Simbologia:
Segundo muitos autores, os atributos conferidos aos anjos são considerados como símbolos de ordem espiritual. Outros, ainda, vêem nos anjos símbolos das funções divinas, símbolos das relações de Deus com as criaturas, ou, ao contrário, símbilos das funções humanas sublimadas ou de aspiraçõe insatisfeitas e impossíveis (Chevalier, 1998).

Missão do Espírito Protetor:
A missão do Espírito protetor é a de um pai para com os filhos: conduzir o seu protegido pelo bom caminho, ajudá-lo com os seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições, sustentar sua coragem nas provas da vida. O Espírito protetor é ligado ao indivídio desde o nascimento até a morte, na vida espiritual, e mesmo através de numerosas existências corpóreas, porque essas existências não são mais do que fases bem curtas da vida do Espírito.

O Anjo da Guarda nunca nos abandona:
Devemos ter sempre em mente que o Anho da Guarda é um espírito protetor que quer o nosso bem e a nossa evolução espiritual. Às vezes, parece que ele se afasta de nós. Precisanis verufucar se o ocorrido não foi por nossa própria culpa, no sentido de nos afastarmos de suas sugestões e de suas inspirações. Lembremo-nos de que, por princípio, os Espíritos superiores nada forçam; eles sempre nos deixam decidir por nós mesmos. Eles podem se afastar momentaneamente, mas nunca nos abandonam de todo.

...x...

Todos nós possuímos, ao nosso redor, uma multidão de Espíritos que, por sua vez, é atraída por nossos pensamentos, palavras e atos. Pode parecer estranho para alguns, ler que os Espíritos são atraídos também por nossas palavras.

Alguns Espíritos, por sua pouca evolução, vivem, mesmo desencarnados, como se estivessem na carne. Por isso, ainda sentem como se tivessem todas sensações do corpo físico. Assim, ouvem nossa voz, como acontece conosco, e por ela são atraídos, acontecendo o mesmo com os nossos atos. Os Espíritos são sempre atraídos pelos nossos pensamentos. É por meio deles que nos comunicamos com os nossos Anjos de Guarda, nosso Espírito Protetor, Simpático ou Familiar. Interessante saber que a linguagem dos Espíritos é o pensamento, todavia, somente os mais evoluídos conseguem fazer essa comunicação de forma consciente. Isso é fácil de entender quando compreendermos que para uma comunicação eficaz, por meio do pensamento, os Espíritos precisam ter controle sobre ele. O que não sucede com os Espíritos imperfeitos. Uma pergunta pode surgir em nossa mente: qualis são os Espíritos que nos dirigem e de que tipo são? Respendemos que são: Anjos de Guarda, os Espíritos Protetores, Familiares e Simpáticos. Façamos a conceituação de cada um, identificando algumas de suas características.

Espíritos Simpáticos:
Diversas são as acepções para o termo simpatia, mas, via de regra, seria a tendência ou inclinação que reúne duas ou mais pessoas. Apenas com esse significado deduzimos que os Espíritos Simpáticos são aqueles que se sentem atraídos para nós por uma afeição particular, por uma certa semelhança de gosto ou de sentimentos. Um Espírito pode ser pode ser atraído para junto de nós pelo tipo de assunto que estamos desenvolvendo, e somente por isso. Assim, os que gostam de matemática, das ciências ou das artes aproximam-se dos que têm semelhantes gostos, acontecendo o mesmo com todas as demais atividades e sentimentos que possuímos.

Espíritos Familiares:
Também têm, em relação a nós, uma certa analogia de gostos, diferindo dos Espíritos Simpáticos nas suas relações conosco, que podem ser mais ou menos duradouras. Enquanto a presença dos Espíritos simpáticos é passageira, a dos Espíritos familiares pode subsistir enquanto estivermos desenvolvendo determinada tarefa, por exemplo. Pela semelhança de pendores e afinidade de sentimento para conosco, a influência desses Espíritos costuma passar despercebida para a grande maioria das pessoas.

Espíritos Protetores:
A ligação que estes têm conosco possui caracteres diferentes. Começando que a proteção pressupõe uma certa superioridade em relação ao protegido. Enquanto os Espíritos Simpáticos e Familiares podem ser do mesmo nível evolutivo ou até inferiores a nós, os Epíritos Protetores necessariamente em todas as áreas, podendo mostrar-se somente em uma área específica. Assim, o médico que precisa desenvolver determinado trabalho no campo da Medicina pode ser protegido por um espírito que lhe é superior na área médica e ser-lhe inferior na área filosófica, por exemplo. Podemos term pois, vários Espíritos Protetores, sendo um para cada área em que atuamos.

Anjos de Guarda:
São sempre bons Espíritos, que têm por missão nos guiar no caminho do bem e proteger-nos durante nossa encarnação. Podem estar ligados a nós desde o nascimento, ou mesmo antes dele, e perdurar até após o nosso desencarne. A atuação do Anjo Guardião inibe ou facilita a de outros Espíritos; assim, exercem controle sobre as ações dos demais. Embora controlem, no sentido de fiscalizar, em momento algum inibem o nosso livre arbítrio ou de outro qualquer, também por isso, não se manifestam ostensivamente para nós, a fim de que tenhamos maior mérito naquilo que decidirmos.


Até quando precisaremos de um Espírito Protetor?
Enquanto não conseguirmos nos guiar por nós mesmos, precisaremos dele, logo, a nosa necessidade chegará ao fim mais rapidamente, quanto mais nos esforçarmos para domar nossas más tendências e corrigir nossas falhas.

Um Espírito pode ser Anjo de Guarda de uma pessoa por missão ou mesmo prova, que aceita com satisfação, pois uma das características dessa classe de Espírito é o prazer de ajudar o homem a progredir. Por isso, dá o máximo de si, não sendo responsável pelos fracassos de seu protegido. Sua aflição, no caso de mau êxito de seu estimado, não tem analogia com os nosso sofrimentos.

Algumas pessoas procuram saber o nome de seu Anjo de Guarda, o que pode gerar muita polêmica, entre outras coisas. O Anjo de Guarda, por ser um Espírito elevado, pode possuir um nome que desconhecemos, e para ele é o que menos importa. Porém, como somos ainda ligados aos nomes, podemos chamá-lo pelo nome que tivermos maior simpatia, seja ele qual for. Pode ocorrer também que um Espírito dê um nome de uma personalidade conhecida, sem sê-la. Para que isso aconteça, descartada aqui a questão da mistificação, obsessão etc., é necessário que o Espírito comunicante tenha "perfeita" semelhança evolutiva com a personalidade nomeada. Esses Espíritos são simpáticos entre si. É comum ouvirmos comentários que o avô, a mãe, ou outro parente próximo está protegendo um de seus familiares. Embora seja possível, para que isso se dê é necessário que esse Espírito, que pertenceu à nossa família consanguinea, esteja em condições de executar tal atividade. De forma geral, os recém desencarnados não as consegue executar, isso devido ao nível evolutivo que se encontra a maioria dos habitantes da Terra.

Precisamos estar cientes de que, sempre que evocarmos com fé nosso Anjo de Guarda , ele nos responderá, cabendo a nós sber identificar-lhe a atuação. Isso independe do lugar ou condições em que nos encontremos. Estão eles ligados diretamente a nós, podendo nos influenciar mesmo à distância. Na Doutrina dos Anjos de Guarda, podemos perceber a infinita misericórida de Deus, que jamais abandona suas criaturas. como os pais terrenos, que não podem velar diretamente por seus filhos, Deus dá aos bons Espíritos a missão de nos guiar no caminho do bem.

(Fonte: Revista Espiritual de Umbanda - Edição especial nº02
http://italojreronita.blogspot.com/2010/08/os-protetores-anjos-da-guarda.html

terça-feira, janeiro 04, 2011

A Palavra



A palavra é a decifração de um pensamento, sentimento ou emoção. É aquilo que podemos classificar, enxergar, interpretar e talvez até discernir a respeito. A palavra consegue expressar ideias lindas, confusas ou tenebrosas. Consegue fazer chorar, sorrir ou sentir medo. Consegue ativar setores de nossas mentes que não damos conta de existirem, trazendo lembranças, sensações e sentimentos. A palavra é uma obra de arte.

Todavia, ela ainda assim é limitada. Só consegue passar 1/3 da mensagem à qual se propõe, carecendo então da imutabilidade ideológica. Isso restringe parte de seus talentos e beleza, fazendo-a às vezes assumir o papel de megera e rameira. Mas não devemos julgá-la, não. Como dissemos, ela assume papéis, mas em essência é neutra e inocente, sendo apenas uma possibilidade.

Desta forma, não tentem levá-la ao pé da letra, pois ela é uma atriz e apenas o roteirista sabe exatamente o que ela deve expressar.

Vamos na Paz.



http://distribuindosementes.blogspot.com/
http://particulasdafonte.blogspot.com/

A mente


A mente esta sempre perguntando: Por quê? Pra quê?
Reparando numa criança naquela faze de questionamentos, vemos que qualquer coisa que não tenha resposta para a pergunta "pra quê" aos poucos deixa de ter importância.
Por quê isso, pra quê aquilo, se não satisfaz a mente, perde o sentido.

Qual o sentido da beleza?
Você comtempla o por-do-sol e fica maravilhado. É tão lindo...Aí aparece um idiota qualquer e pergunta:
Qual o sentido disto tudo? E você fica sem resposta. Se não existe sentido algum, então por que fazer tanto alarde sobre a beleza.

Uma flor, uma quadro, uma música ou uma poesia bonita, eles não tem sentido algum. Não são argumentos para se provar nada e nem meios para atingir algum fim. E viver consiste somente nessas coisas que não tem sentido algum.

Uma poema pra você:

-A lua nasce, a bicicleta anda, o lobo uiva e o urso...panda.

Esqueça esta história de querer entender tudo. Em vez disso, viva, divirta-se! Não analise , celebre!
Apenas olhe, observe. O que é a sua mente? O que quer dizer com a palavra "mente" No que ela
consiste exatamente?
Mente
Viver na mente
Na mente ter é ter
E ter eter na mente
Eternamente.
Mente é mente
E nós temos que ir além da mente.


Fonte do texto e Imagem
http://distribuindosementes.blogspot.com/
Sobre a Mente
Enviado por Sávio Martins.

domingo, janeiro 02, 2011

PORQUE A UMBANDA SEPAROU-SE DA MESA BRANCA


A separação da Umbanda do culto Kardecista deu-se de forma radical, é claro que cada um teria que ter suas sessões próprias, mas isto não quer dizer que teriam de deixar de serem írmãos, pois dependendo do caso e da necessidade de cada írmão o mesmo seria atendido por este ou por aquele, e o médium cumpriria a sua missão aonde o seu coração lhe pedisse. No entanto na época ,um grupo sem estarem incorporados em nenhum de seus mentores, falando por si próprios, alimentados pelo preconceito não se dispuseram nem a tentar conhecer os novos mentores que se apresentavam.
Veja história verídica abaixo.
Vale a pena conhecer.

Como Surgiu a Umbanda

...Dedicar integralmente o tempo das sessões ao atendimento aos necessitados, Zélio Fernandino de Morais, médium que recebeu o caboclo das sete encruzilhadas, o fundador da umbanda no Brasil, desencarnou em outubro de 1975, aos 84 anos de idade. De seu trabalho incansável resultou a umbanda de hoje, que é sem dúvida, a religião que mais cresce no Brasil.
...Da atitude de Zélio de Moraes que, incorporado, declarou estar “faltando uma flor” , na mesa da Federação Espírita de Niterói, surgiu uma das curimbas (pontos cantados) mais belas da umbanda, que diz:

“Surgiu no jardim mais uma flor,
Mamãe Oxum trazendo paz e amor.
Que vai crescendo, pôr este imenso Brasil.
Bandeira branca de Oxalá, força do além,
Mãe caridosa que ao mundo deseja o bem...
vai sempre em frente em frente ,
ó minha umbanda querida,
leva a doçura da vida para aqueles que não têm !....”

...Em fins de 1908, uma família tradicional de Neves, Estado do Rio de Janeiro, foi surpreendida pôr uma ocorrência que tomou aspecto sobrenatural: o jovem Zélio Fernandino de Moraes, que fora acometido de estranha paralisia, que os médicos não conseguiam debelar, certo dia ergueu-se do leito e disse “Amanhã estarei curado”.
...No dia seguinte, levantou-se normalmente e começou a andar, como se nada, antes, lhe houvesse tolhido os movimentos. Contava apenas dezessete anos e destinava-se a carreira militar na marinha.
...A medicina não soube explicar o que tinha ocorrido. Os tios, que eram padres católicos, foram colhidos de surpresa e nada disseram sobre a misteriosa ocorrência.
...Um amigo da família sugeriu, então, uma visita à Federação Espírita de Niterói, presidida por José de Souza, na época. No dia 15 de novembro de 1908, o jovem Zélio foi convidado a participar de uma sessão e o dirigente dos trabalhos determinou que ele ocupasse um lugar à mesa.
...Tomado por uma força estranha e superior a sua vontade, contrariando as normas que impediam o afastamento de qualquer dos componentes da mesa, o jovem Zélio levantou-se e disse :
...- Aqui está faltando uma flor!, e retirou-se da sala. Pouco depois, voltou trazendo uma rosa, que depositou no centro da mesa.
Essa atitude insólita causou quase um tumulto. Restabelecida a “corrente”, manifestaram-se espíritos, que se diziam de pretos escravos e de índios ou caboclos, em diversos, médiuns. Esses espíritos foram convidados a se retirar pelo presidente dos trabalhos, advertidos do seu atraso espiritual.
...Foi então que o jovem Zélio foi novamente dominado por uma força estranha, que fez com que ele falasse sem saber o que dizia (De acordo com depoimento do próprio à revista Seleções de Umbanda, em 1975.).
Zélio ouvia apenas a sua própria voz perguntar o motivo que levava os dirigentes dos trabalhos a não aceitarem a comunicação desses espíritos e pôr que eram considerados atrasados, se apenas pela diferença de cor ou de classe social que revelaram ter tido na sua ultima encarnação. Seguiu-se um diálogo acalorado, e os responsáveis pela mesa procuraram doutrinar e afastar o espírito desconhecido, que estaria incorporado em Zélio e desenvolvia um argumentação segura.
Um dos médiuns videntes perguntou , afinal:
- Porque o irmão fala nesses termos, pretendendo que esta mesa aceite a manifestação de espíritos que pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados são claramente atrasados? E qual é o seu nome irmão?
Respondeu Zélio , ainda tomado pela força misteriosa:
- Se julgam atrasados esses espíritos dos pretos e dos índios, devo dizer que amanhã estarei em casa deste aparelho ( o médium Zélio) para dar início a um culto em que esses pretos e esses índios poderão dar a sua mensagem e, assim , cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes , simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E , se querem saber o meu nome , que seja este : “Caboclo das Sete Encruzilhadas”, porque não haverá caminhos fechados para mim.
O vidente interpelou a Entidade dizendo que ele se identificava como um caboclo mas que via nele restos de trajes sacerdotais.
O espírito respondeu então:
- O que você vê em mim são restos de uma existência anterior. Fui padre e meu nome era Gabriel Malagrida. Acusado de bruxaria fui sacrificado na fogueira da Inquisição em Lisboa, no ano de 1761. Mas em minha última existência física, Deus concedeu-me o privilégio de nascer como caboclo brasileiro.
- Julga o irmão que alguém irá assistir ao seu culto?, perguntou, com ironia, o médium vidente; ao que o caboclo das sete encruzilhadas respondeu:
- Cada colina de Niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei!
Zélio de Morais contou que no dia seguinte , 16 de novembro , ocorreu o seguinte:
- Minha família estava apavorada. Eu mesmo não sabia explicar o que se passava comigo. Surpreendia-me haver dialogado com aqueles austeros senhores de cabeça branca, em volta de uma mesa onde se praticava para mim um trabalho desconhecido.
Como poderia, aos dezessete anos, organizar um culto? No entanto eu mesmo falara, sem saber o que dizia e por que dizia. Era uma sensação estranha: uma força superior que me impelia a fazer e a dizer o que nem sequer passava pelo meu pensamento.
- E, no dia seguinte em casa de minha família, na Rua Floriano Peixoto, 30, em Neves, ao se aproximar a hora marcada , 20 horas , já se reuniam os membros da Federação Espírita , seguramente para comprovar a veracidade dos fatos que foram declarados na véspera, os parentes mais chegados, amigos, vizinhos e , do lado de fora, grande número de desconhecidos.
Às 20 horas , manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Declarou que se iniciava naquele momento, um novo culto em que os espíritos de velhos africanos, que haviam servido como escravos e que, desencarnados, não encontravam campo de ação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas quase exclusivamente para trabalhos de feitiçaria , e os índios nativos de nossa terra poderiam trabalhar em benefício dos seus irmãos encarnados, qualquer que fosse o credo e a condição social. A prática da caridade , no sentido do amor fraterno, seria a característica principal desse culto, que teria pôr base o Evangelho de Cristo e, como mestre supremo Jesus.
O Caboclo estabeleceu as normas em que se processaria o culto: sessões , assim se chamariam os períodos de trabalho espiritual, diárias das 20 às 22 horas, os participantes estariam uniformizados de branco e o atendimento seria gratuito.
Deu, também, o nome desse movimento religioso que se iniciava; disse primeiro allabanda (ou um dos presentes assim anotou) mas considerando que não soava bem a sua vibratória, substituiu-o por Aumbanda, ou seja Umbanda , palavra de origem sânscrita que se pode traduzir por “Deus ao nosso lado”, ou “o lado de Deus”.
Muito provavelmente, ficou o nome umbanda , e não Aumbanda, porque alguém anotou a palavra separadamente (a umbanda).
A casa de trabalhos espirituais, que no momento se fundava, recebeu o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Maria acolhe o Filho nos braços, também seriam acolhidos, como filhos, todos os que necessitassem de ajuda ou de conforto.
Ditadas as bases do culto , após responder, em latim e em alemão às perguntas dos sacerdotes ali presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas passou a parte pratica dos trabalhos, curando enfermos, fazendo andar aleijados. Antes do término da sessão, manifestou-se um preto velho. Pai Antônio, que vinha completar as curas.
Segundo o jornal Gira de Umbanda (n.º 19 “As Verdadeiras origens da Umbanda do Brasil”), foi esse guia quem ditou o ponto hoje cantado no Brasil inteiro

“Chegou, chegou, chegou, com Deus ,
chegou, chegou
o Caboclo das Sete Encruzilhadas”.

Nos dias seguintes, verdadeira romaria se formou na Rua Floriano Peixoto, n.º 30, em Neves. Enfermos , cegos, paralíticos, vinham em busca de cura e ali encontravam , em nome de Jesus. Médiuns (cuja manifestações haviam sido consideradas loucuras) deixaram os sanatórios e deram provas de suas qualidades excepcionais. Estava fundada a umbanda no Brasil. 15 de novembro de serie posteriormente, dia nacional da umbanda .
Cinco anos mais tarde, manifesta-se o orixá Malé exclusivamente para a cura de obsedados e o combate aos trabalhos de magia negra (obs. Orixá, na realidade não incorpora, apenas manda sua vibração à terra, é comum no estado do Rio, trata-se de um guia espiritual pela denominação do orixá segundo Ivone Mangie Alves Velho, em seu livro Guerra de Orixá).
Dez anos após a fundação da Tenda Nossa Senhora da Piedade (registrada como tenda Espírita , porque não era aceito na época, o registro de uma entidade com especificação de umbanda), o Caboclo das Sete Encruzilhadas declarou que iniciava a segunda parte de sua missão: a criação de sete templos , que seriam o núcleo do qual se propagaria a religião da umbanda.
Em 1935, estavam fundados os sete templos idealizados pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas , sendo curiosa a fundação do sétimo , que receberia o nome de Tenda São Gerônimo (a casa de Xangô). Faltava um dirigente adequado ao mesmo, quando numa noite de quinta feira, José Alvares Pessoa, espírita e estudioso de todos os ramos do espiritualismo, não dando muito crédito ao que lhe relatavam sobre as maravilhas ocorridas em Neves , resolveu verificar pessoalmente o que se passava.
Logo que assomou à porta da sala em que se reuniam os discípulos do Caboclo das Sete Encruzilhadas, este interrompeu a palestra e disse :
- Já podemos fundar a Tenda São Jerônimo. O seu dirigente acaba de chegar.
O Sr. Pessoa ficou muito surpreso, pois era desconhecido no ambiente. Não anunciara a sua visita e viera apenas verificar a veracidade do que lhe narravam . Após breve diálogo em que o Caboclo das Sete Encruzilhadas demonstrou conhecer a fundo o visitante, José Alvares Pessoa assumiu a responsabilidade de dirigir o último dos sete templos que a entidade criava.
Dezenas de templos e tendas porém , seriam criados posteriormente, sob a orientação direta ou indireta do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Em 1939, o Caboclo das Sete Encruzilhadas determinou que se fundasse uma federação (que posteriormente passou a à denominação de União Espírita de Umbanda do Brasil, segundo relata Seleções de Umbanda n.º 7 1975) , para congregar templos Umbandistas e que deveria seu o núcleo central desse culto , em que o simples uniforme branco de algodão, dos médiuns estabelecia a igualdade de classes e a simplicidade do ritual permitia.

Texto extraído do JUS-JORNAL DE UMBANDA SAGRADA –
Ps .Este texto me foi indicado por Luconi seguidora , leitora , amiga.
Obrigado Luconi por ser esta pessoa iluminada.Abraços

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Grata Sempre
Recomeçando as tarefas diarias é com prazer que ao iniciar um Ano Novo este blog que é meu espaço de pesquisas e lazer completa 4o mil visitas.
À você que participa direta ou indiretamente .
Em momentos de solidão fico horas em leituras procurando me identificar com temas que possa levar um pouco de Ensinamentos ,Força ,Carisma,Paz e Luz a todos que por algum motivo chegam até aqui.

Muito Obrigado.
Mary Cely
Inicio deste espaço 28/10/2009.

Reflexão

Estou aprendendo que a maioria das pessoas não gostam de ver um sorriso nos lábios do próximo.Não suportam saber que outros são felizes... E eles não! (Mary Cely)