Herbário Póetico

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quarta-feira, agosto 11, 2010

DEUSA HATHOR



OS LOCAIS DE CULTO

Desde a primeira dinastia (3100-2890) que existe evidencia de Hathor no culto real. Há vestígios de um culto anterior, à Deusa Bast, que apresentava chifres e orelhas de vaca que esteve na origem do culto a Hathor.
O templo mais importante dedicado a Hathor situava-se em Dendera. Aqui era vista como a deusa do amor, da fertilidade e dos nascimentos.
Edfu era o outro local onde Hathor era cultuada, associada a Hórus , seu marido e filho. Hórus era o Deus Falcão, associado ao Ceú. Hathor passa então a ser vista como a “Senhora do Céu” . Como o Faraó era associado a Hórus, Hathor passou a ser considerada como a mãe divina. Um dos títulos do Faraó era “O Filho de Hathor”. Como mãe de Hórus, também a rainha do Egito se identificava com ela. A rainha era a mãe do Faraó, o Horus vivente.


OS ATRIBUTOS DA DEUSA HATHOR

A Deusa Hathor era uma divindade objeto dos mais diversos atributos. Era uma das deusas mais veneradas em todo o Egito e ao longo de toda a sua história. Como deusa, era objeto de devoção, não somente dos nobres, mas também dos mais humildes.
Hathor aparece como uma deusa ligada ao amor, ao erotismo, à fecundidade, à maternidade e aos nascimentos. Acreditava-se que quando uma criança nascia sete Hathores vinham à sua beira anunciar o fato. As sete Hathores conheciam o destino da criança e inclusive o momento da sua morte. Acreditava-se que no caso de um príncipe nascer com um mau destino, as Hathores trocavam-no por outra criança mais afortunada, protegendo assim a dinastia da nação.
Hathor também aparece associada à alegria, ao vinho, à dança e à música. Um dos símbolos da deusa Hathor era um instrumento musical, o sistro.
Hathor também era uma deusa com forte ligação ao faraó. Daí o seu culto ter sido fortemente incentivado. Como Senhora do Céu, era a esposa e mãe de Hórus e por isso a identificação do casal real com a deidade divina (Hathor e Horus).
Noutro contexto, Hathor era a senhora do ocidente. A zeladora da vida que em contexto funerário recebia os faraós no além. Era ela que acolhia o morto no dia do funeral e assistia à passagem do cortejo fúnebre, deixando o morto penetrar no além. Daí ser a senhora da necrópole de Tebas, a protetora dos defuntos.
A crescente popularidade do culto à Isis e Osíris levou a que esta deidade detivesse algumas funções de Hathor, acabando estas por fundir-se numa única divindade. É frequente Isís exibir uma simbologia própria de Hathor.





AS REPRESENTAÇÕES DA DEUSA

Hathor, tal como a maioria das divindades egípcias, pode adoptar diferentes formas de representação, mas aparece geralmente associada à figura de uma vaca. Pode aparecer como uma vaca com um disco solar entre os chifres; uma mulher com orelhas de vaca; uma mulher com orelhas de vaca e um disco solar; uma mulher com chifres e um disco solar. Também é frequente que a sua representação se identifique com o sistro, um instrumento musical, cujo som era semelhante à brisa nos papiros e que se acreditava que acalmava a ira dos deuses. Hathor era a deusa da dança e da alegria e o sistro era um instrumento indispensável nas suas festas, pelo que a representação deste instrumento aludia à deusa. Também os espelhos cosméticos se apresentavam com o cabo em forma de um sistro já que Hathor era também a deusa da beleza e das mulheres.



AS FESTAS RELIGIOSAS

Na festa mais popular em honra de Hathor, esta reunia-se temporariamente com o seu marido, Horus e produziam um filho, Horsontus, dando origem à festa da “Boa Reunião”. Nesta festa, Hathor viajava através do Nilo e consumava o casamento divino com Horus, que a aguardava em Edfu. Durante três semanas, Hathor ficava afastada de Dendera. Os egípcios participavam alegremente nestas festividades. A procissão descia o Nilo, ao longo de sessenta quilômetros e a barca, “A Bela de Amor”, transportava a estátua da deusa. Em Edfu, os sacerdotes preparavam o encontro no exterior do santuário. Este encontro ocorria à oitava hora do dia da lua nova do 11º mês do ano. Durante as festividades a deusa era saudada e aclamada com música tocada em sua honra. Seguidamente, dirigiam-se para o santuário onde os sacerdotes colocavam as barcas fora da água. Aí, Hathor saudava Ré, o sol, em companhia de Horus. No dia seguinte iniciava –se a festa de 14 dias, onde se realizavam rituais, sacrifícios, celebrações, etc. No final do banquete, Hathor e Horus separavam-se e declarava-se o fim das festividades.




OS CONTOS MITOLÓGICOS


Segundo uma das lendas mais populares do antigo Egito, A Lenda da Destruição da Humanidade, Ré, o grande Rei dos deuses e dos homens, pai de Hathor, envelheceu. Os homens aproveitaram-se da sua fraqueza e começaram a conspirar contra ele. Ré, sem saber como proceder, convocou os outros deuses. Estes aconselharam-no a mandar o seu olho, sob a forma de Hathor ao deserto, onde os homens com medo de Ré se haviam refugiado. Hathor dirigiu-se ao deserto e massacrou muitos homens, o que preocupou Ré, que temia que a humanidade inteira ficasse destruída. Ré apenas queria dar uma lição aos homens. Então Ré lembrou-se de misturar cerveja com ocre, para que parecesse sangue e espalhou esta mistura sobre os campos. Hathor pensou tratar-se de sangue e sorveu avidamente a mistura ficando embriagada. Quando ficou sóbria, a sua fúria havia desaparecido e Ré recebeu-a como o seu olho, o Sol. Desde aí, as servas passaram a preparar bebidas à Deusa. Assim Hathor passou a ser venerada como a Deusa do Vinho.
Este conto pertence ao Vale dos Reis, ao Império Novo e tem o título de “Livro da Vaca do Céu”.


A Deusa Hathor passa a ser venerada como duas faces da mesma natureza:
A irada, cheia de ódio e violência, adorada na sua transfiguração em Sekhmet; e a doce e satisfeita Hathor.

Noutro conto onde intervém Hathor, relatam-se as lutas de Hórus e Set.
Ambos queriam ser sucessores de Osíris e por isso compareceram perante Ré, o Senhor do Universo. Chu, Isis e Thot achavam que Hórus deveria ser o sucessor, mas Ré não estava convencido. Acusou Hórus de ser fraco. Os outros deuses ficaram zangados e Babai insultou Ré dizendo-lhe que o seu santuário estava a ser desprezado. Ré encolerizado atirou-se ao chão cheio de raiva. Foi Hathor quem salvou a situação. Como bela deusa que era, conhecedora das fraquezas do pai, foi para o jardim, tirou as roupas e exibiu os seus encantos. Ré riu-se e recuperou o bom humor. Saiu do jardim, convocou mais uma vez o Conselho dos Deuses e ordenou a Horus e Set que se defendessem. No final Hórus triunfou e derrotou Set. Esta vitória significou o triunfo do bem sobre o mal.
Hathor aparece-nos neste conto como uma deusa sedutora, cheia de lascívia, mas cujo contributo foi fundamental para acalmar a ira de um deus colérico. Ré acabou por se distrair, refletir e agir de forma ponderada




Fonte do Texto de pesquisa e Imagem
http://yvannasaraiva.blogspot.com/2009/04/deusa-hathor.html

segunda-feira, agosto 09, 2010

Milagres


Milagres são fatos extraordinários que não possuem uma explicação científica em base ao conhecimento atual. Ou seja, o que hoje pode parecer um milagre, no futuro poderá ser algo comum e banal. Certamente a medicina reconhece que há muitos casos de curas inexplicáveis e considera importante o estudo das curas ditas milagrosas para tentar descobrir como acontecem e, se possível, reproduzi-las, para adentrar em uma nova fase da medicina curativa. Para isso, conhecimentos médicos na área da psiconeuroimunologia, aliados a conhecimentos de física moderna, de filosofia e de misticismo, estão aos poucos trazendo luz no entendimento das curas milagrosas.

Para algo existir em nível físico, deve antes existir em um nível mais sutil, o nível da mente, conforme ensinamentos de Sidarta Gautama, o Buda: "A mente precede todas as coisas, domina todas as coisas, cria todas as coisas". Uma casa não aparece do nada. Primeiro ela deve ser pensada e planejada. Portanto, tudo o que existe, existe porque de alguma forma estamos de acordo com a sua existência.

O nível físico é composto de quatro elementos - fogo, água, ar e terra, e é constituído por átomos. Apesar da representação do átomo como tendo um núcleo central e partículas girando em volta ter sido ultrapassada, se imaginarmos uma esfera de 60 centímetros como o núcleo central, tudo o que gira em volta estaria a uma distância de três quilômetros! Nesse aparentemente imenso vazio teríamos o éter ou o "quinto elemento" de Aristóteles, que interpenetraria o Universo preenchendo todos os espaços e conectando tudo. A sua frequência vibratória seria superior à da velocidade da luz e tal energia se densificando daria aparecimento à matéria. O éter foi chamado por Isaac Newton de "o espírito da matéria" do qual tudo se originaria. Seria a "fonte dos milagres" dos alquimistas, ou seja, o elemento que pela ação do pensamento poderia ter a sua frequência vibratória diminuída, materializando o fruto da mente. E, em relação à saúde, é de conhecimento antigo o dito "mente sã em corpo são".

Para a medicina, a saúde caracteriza-se pelo equilíbrio de todas as funções do individuo e de suas relações com o meio-ambiente, resultando um estado de bem-estar físico, mental e social onde a harmonia é mantida pelo tripé formado pelos sistemas imunológico, endócrino e cérebro-espinhal, que agem de forma integrada, adequando as respostas adaptativas do organismo aos estímulos externos. Sendo cada célula do nosso corpo uma pequena bateria biológica, a interface entre a mente (consciente e subconsciente) e o corpo, seria principalmente pelo cérebro que atuaria como um transformador entre frequências vibratórias de diferentes magnitudes.

A mente subconsciente é o repositório da memória racial, social, religiosa e também dos desejos, dos prazeres e dos padrões a que estamos sujeitos do nascimento (e talvez desde a vida intrauterina) até a idade da razão, quando começa então a participação da mente consciente que é a mente que, com base nas informações recebidas do meio exterior pelos órgãos dos sentidos, raciocina, julga, decide e imagina. E o cérebro compara com o passado, analisa a perspectiva do futuro e transforma pensamentos e emoções em neurotransmissores que atuam nos órgãos-alvo, modulando a frequência das vibrações energéticas. Porém, se houver conflito entre a mente subconsciente e a mente consciente, não haverá integração entre o que desejamos e o que foi programado no nosso comportamento, resultando uma desarmonia no padrão energético do organismo. Desarmonia que pode se manifestar como infelicidade, estresse ou doença.

Com a desarmonia manifestando-se, por exemplo, como um câncer, uma cura imediata poderia acontecer assim que fosse restabelecido o padrão normal de vibração dos elementos da matéria, com a reversão das células doentes em células sãs. A esse respeito é interessante o registro de que lá pelo ano de 1300, na Itália, a Peregrino Laziosi foi diagnosticado câncer na perna, que por isso, deveria ser amputada. Preocupado e com muito medo, na véspera da cirurgia ele rezou com fervor a noite toda e adormecendo sonhou que Jesus descia da cruz e, tocando-lhe a perna, o curava. No dia seguinte, para surpresa dos médicos, quando foram retirados os curativos, não havia mais nenhuma lesão na perna. Portanto, do mesmo modo como uma alteração orgânica pode se originar a partir da mente, a mente também pode restaurar a frequência vibratória normal das células, com o consequente restabelecimento "milagroso" da saúde. E não são poucas as evidências científicas de que o pensamento pode modificar a matéria e de que os mecanismos mentais são importantes na cura das doenças. Tese esta defendida por muitos estudiosos, entre os quais, Bernie Siegel, Franz Alexander, William Osler, Tilden Everson, Warren Cole, Edward Bach, Celso Charuri, Masaru Emoto e Patrick Drouot.





Na direção de uma cura milagrosa, parece promissor, então, utilizar a mente consciente na programação da mente subconsciente através de repetidas ordens e visualizações feitas com emoção, fervor e em estado ampliado de consciência. E as curas milagrosas dependeriam de terceiros na medida em que fosse mais fácil depositar a fé em alguém ou em alguma coisa fora de nós do que em nós mesmos. Porém, enquanto os esforços, a fé e o fervor não forem merecedores da cura energética ou vibracional a partir do corpo mental, deve-se buscar tratamento médico para uma intervenção direta no corpo físico.

Quando há integração entre a mente consciente e a subconsciente, a resultante é a saúde, a felicidade e a paz. E o sentimento integrador por excelência é o Amor. Amor que faz amar tudo e ter compaixão por todos. O oposto do Amor é o egoísmo, e assim como a partir de uma única célula doente todo o organismo pode vir a ser gravemente afetado e morrer, também a partir de um único pensamento egoísta pode atenuar-se a luz da expressão dos atributos da alma, trazendo escuridão, tristeza e doenças. E é pelo Conhecimento e pelo despertar da Autoconsciência que o homem vai poder se curar e nascer para a Vida Eterna.



Fonte do Texto e Imagem
http://wwwjaneladaalma.blogspot.com/

sábado, agosto 07, 2010

Agradecendo 20 mil visitas!

glitters


Bem este espaço está em festa
Completamos 20.000 mil visitas.
Não sem dificuldades, mas as comemorações serão apenas,
Desenvolvidas em um empenho maior de novas pesquisas.
Junto à felicidade de saber que está sendo visitado dá um prazer imensurável
Isto nós edifica e faz-nos enxergar a Luz do fim do túnel.
Os que nos visitam nossos sinceros agradecimentos.
Ficamos felizes se não esta como deve, estamos tentando retificar os erros.
Agradecemos a colaboração de todos.
Sinceros e cordiais agradecimentos.
Tentando Acertar em cima dos erros.

Inicio de 03 de dezembro de 2009 à 06 de julho de 2010.

sexta-feira, agosto 06, 2010

Deusa negra-O Chamado





As Deusas Negras são deidades que se conectam com as luas escuras (nova, minguante) e possuem diversos atributos. São senhoras da morte e da ressureição, dos oráculos, e são utilizadas geralmente para trabalhar a nossa sombra. Da mesma forma que a Deusa Tríplice, as Deusas Negras são um aspecto dessa Deusa, e também tem uma Carga ou Chamado, que eu vou apresentar agora:

Eu sou as trevas por trás e por baixo das sombras.
Eu sou a ausência de ar que espera no início
de cada respiração.
Eu sou o fim antes que a vida recomece,
a deterioração que fertiliza o que vive.
Eu sou o poço sem fundo,
o esforço sem fim para reivindicar o que é negado.
Eu sou a chave que destranca todas as portas.
Eu sou a glória da descoberta, pois eu sou
o que está escondido, segregado e proibido.
Venha a mim na Lua Negra e veja
o que não pode ser visto, encare o terror que é só seu.
Nade até mim através dos mais negros oceanos, até o centro de seus maiores medos.
Eu e o Deus das trevas o manteremos em segurança.
Grite para nós em terror e seu será o poder
de suportar o insuportável.
Pense em mim quando sentir prazer e eu o intensificarei.
Até o dia em que eu terei o maior prazer
de encontrá-lo na encruzilhada entre os mundos.
Sabedoria e a capacidade de dar poderes são
os meus presentes.
Ouça-me, criança, e conheça-me por quem eu sou.
Eu tenho estado com você desde o seu nascimento
e ficarei com você até que você retorne a mim no crepúsculo final.
Eu sou a amante apaixonada e sedutora
que inspira o poeta a sonhar.
Eu sou aquela que te chama ao fim de sua jornada.
Quando o dia se vai, minhas crianças encontram seu descanso
abençoado em meus braços.
Eu sou o útero do qual todas as coisas nascem.
Eu sou o sombrio, silencioso túmulo;
todas as coisas devem vir a mim
e suportar a morte e o renascer para o todo.
Eu sou a Bruxa que não será governada, a tecelã do tempo,
a professora dos mistérios.
Eu corto as linhas que trazem minhas crianças até mim.
Eu corto as gargantas dos cruéis e
bebo o sangue daqueles sem coração.
Engula seu medo e venha até mim, e você descobrirá
a verdadeira beleza, força e coragem.
Eu sou a fúria que dilacera a carne da injustiça.
Eu sou a forja incandescente que transforma
seus demónios internos em ferramentas de poder.
Abra-se a meu abraço e domínio.
Eu sou a espada resplandecente que te protege do mal.
Eu sou o cadinho no qual todos os seus aspectos se misturam
em um arco-íris de união.
Eu sou as profundezas aveludadas do céu noturno,
as brumas rodopiantes da meia-noite, coberta de mistério.
Eu sou a crisálida na qual você irá encarar o que te apavora
e da qual você irá florescer vibrante e renovada.
Procure por mim nas encruzilhadas e você será transformada,
pois uma vez que você olhe para meu rosto não existe volta.
Eu sou o fogo que beija as algemas e as leva embora.
Eu sou o caldeirão no qual todos os opostos crescem
para se conhecer de verdade.
Eu sou a teia que conecta todas as coisas.
Eu sou a curadora de todas as feridas,
a guerreira que corrige todos os erros a seu tempo.
Eu faço o fraco forte.
Eu faço humilde o arrogante.
Eu ergo o oprimido e dou poderes ao desprivilegiado.
Eu sou a justiça temperada com compaixão.
Eu sou você, eu sou parte de você,
estou dentro de você.
Me procure dentro e fora e você será forte.
Conheça-me, aventure-se nas trevas
para que você possa acordar com equilíbrio,
iluminação e plenitude.
Leve meu amor consigo a toda parte
e encontre o poder interior para ser quem você quiser.

Fonte:ladydranilla

Fonte do texto e Imagem do Blog Citado.
http://brumasdocarvalho.blogspot.com/

quarta-feira, agosto 04, 2010

CERNNUNOS


Cernnunos é o nome de um dos deuses celtas mais antigos e também conhecido como Deus Cornífero. O Deus Cornífero é o Deus fálico da fertilidade. É o Deus pagão dos bosques, o rei do carvalho e senhor das matas. É o Deus que morre e sempre renasce. Seus ciclos de morte e vida representam nossa própria existência.

Ele nasce da Deusa, como seu complemento e carrega os atributos da fertilidade, alegria, coragem e otimismo. Ele é a força do Sol e da mesma forma, nasce e morre todos os dias, ensinando aos homens os segredos da morte e da renascimento.

Segundo os Mitos pagãos o Deus nasceu da Deusa, cresceu e se apaixonou por Ela. Ao fazerem amor a Deusa engravida e quando chega o inverno o Deus Cornífero morre e renasce quando a Deusa dá a luz. Este Mito contém em si os próprios ciclos da natureza onde no Verão o Deus é tido como forte e vigoroso, no outono ele envelhece, morre no inverno e renasce novamente na primavera.



O Deus é também gentil com os animais silvestres. Na forma do Deus Cornudo, ele é por vezes representados por chifres em sua cabeça, que simbolizam sua conexão com tais bestas. Em tempos mais antigos, acreditava-se que a caça era uma das atividades regidas pelo Deus, enquanto a domesticação dos animais era vista como voltada à Deusa.

Os domínios do Deus incluíam as florestas intocadas pelas mãos humanas, os desertos escaldantes e as altas montanhas. As estrelas, por serem na verdade sóis distantes, são por vezes associadas a seu domínio.

O culto aos Deus Cornífero surgiu entre os povos que dependiam da caça, por isso Ele sempre foi considerado o Deus dos animais e da fertilidade, e ornado com chifres, pois os chifres sempre representaram a fertilidade, vitalidade e a ligação com as energias do Cosmos. Além disso a Bruxaria surgiu entre os povos da Europa, onde os cervos se procriam com extremada abundância, por isso eram freqüentemente caçados, pois eram uma das principais fontes de alimentação.

Com a crescimento do Cristianismo e com a intenção do Clero em derrubar a Bruxaria, a figura atribuída ao Deus Cornífero acabou por personificar o Diabo e na atualidade resgatar o status deste importante Deus torna-se bastante difícil.

O Deus Cornífero representa a luz e a escuridão, a imortalidade e a morte, a interrupção a continuidade. Cernunos, simboliza a força da vida e da morte. É o amante e filho da Deusa, o senhor dos cães selvagens e dos animais. É ele que desperta-nos para a vida depois da morte. Representa o Sol, eternamente em busca da Lua. Seus chifres na realidade representam as meias-luas, a honraria e a vitalidade e não uma ligação com o Diabo. Ainda hoje existe muito confusão a cerca da Bruxaria e isto se deve a Igreja Medieval que transformou os Bruxos antigos em Feiticeiros do Demônio, por conveniência.

O culto à Deusa Mãe e aos Deus Cornífero é pré-cristão, surgiu milênios antes do catolicismo e do conceito de Demônio, o qual jamais foi adorado, invocado, cultuado e reverenciado nas práticas pagãs ou como deidade da Bruxaria.
Os chifres sempre foram tidos como símbolo de honra e respeito entre os povos do neolítico. Os chifres exprimem a força e a agressividade do touro, do cervo, do búfalo e de todos animais portadores dos mesmos. Entre os povos do período glacial uma divindade era representada com chifres para demonstrar claramente o poder da divindade que o possuía.

Quando o homem saia em busca de caça, ao retornar à sua tribo colocava os chifres do animal capturado sobre a sua cabeça, com a finalidade de demonstrar a todos da comunidade que ele vencera os obstáculos. Graças a ele todo clã seria nutrido, ele era o "Rei". O capacete com chifres acabou por se tornar em uma coroa real estilizada.

Muitos Deuses antigos como Baco, Pã, Dionísio e Quíron foram representados com chifres. Até mesmo Moisés foi homenageado com chifres pelos seus seguidores, em sinal de respeito aos seus feitos e favores divinos.

Os chifres sempre foram representações da luz, sabedoria e conhecimento entre os povos antigos. Portanto como podemos perceber, os chifres desde tempos imemoráveis foram considerados símbolos de realeza, divindade, fartura e não símbolo do mal como muitos associaram e ainda associam-nos.

Símbolos normalmente utilizados para representar ou cultuar o Deus incluem a espada, chifres, a lança, a vela, ouro, bronze, diamante, a foice, a flecha, o bastão magico, o tridente, facas e outros. Criaturas a ele sagradas incluem o touro, o cão, a cobra, o falcão, o dragão, o lobo, o javali, a águia, o tubarão, os lagartos, o peixe e muitos mais.

(texto retirado do EW)


Fonte do Texto e Imagem
http://yvannasaraiva.blogspot.com

Reflexão

Estou aprendendo que a maioria das pessoas não gostam de ver um sorriso nos lábios do próximo.Não suportam saber que outros são felizes... E eles não! (Mary Cely)