Herbário Póetico

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Inteligentes &Perpicazes

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domingo, março 10, 2013

Dependencia Independencia Interdependencia






O amor pode ter três dimensões. 

Uma é a da dependência; eis o que acontece à maioria das pessoas. O marido é dependente da esposa, a esposa é dependente do marido; eles exploram um ao outro, dominam um ao outro, possuem um ao outro, reduzem um ao outro a uma mercadoria.

Em 99 por cento dos casos, isso é o que está acontecendo no mundo. Eis por que o amor, que pode abrir as portas do paraíso, abre apenas as portas do inferno.

A segunda possibilidade é o amor entre duas pessoas independentes. Isso também acontece de vez em quando. Mas isso também traz infelicidade, porque há um conflito constante. Nenhuma adaptação é possível; os dois são muito independentes, e ninguém está pronto para se comprometer, para se adaptar ao outro.

Os poetas, os artistas, os pensadores, os cientistas, os que vivem num tipo de independência, pelo menos mentalmente, são pessoas cuja convivência é impossível; são pessoas excêntricas. Dão liberdade ao outro, mas a liberdade deles parece mais indiferença do que liberdade; dá a impressão de que eles não se preocupam, de que não se importam.

Eles se entregam mutuamente ao seu próprio espaço. A relação parece ser apenas superficial; eles têm medo de se aprofundar mais uns nos outros porque estão mais ligados à própria liberdade do que ao amor, e eles não querem se comprometer.

E a terceira possibilidade é a da interdependência. Isso acontece muito raramente; mas sempre que acontece, uma parte do paraíso cai na terra.

Duas pessoas, nem independentes nem dependentes, mas numa grande sincronicidade, como que respirando no mesmo corpo, uma alma em dois corpos - sempre que isso acontece, acontece o amor.

Só isso se pode chamar de amor.

As outras duas formas não são realmente amor, são apenas vínculos - sociais, psicológicos, biológicos, mas vínculos. A terceira forma é algo espiritual.

Osho, em "Maturidade: A Responsabilidade de Ser Você Mesmo"
Imagem por José Ramón Gorret


http://www.palavrasdeosho.com/2013/03/dependencia-independencia-interdependencia.html

sábado, fevereiro 16, 2013

O Amor de Verdade



Eu sou contra flores de plástico. As flores de verdade são muito diferentes.

As flores de plástico são permanentes — o amor de plástico será permanente. A flor de verdade não é permanente: ela muda a todo o momento.

Hoje ela está lá dançando ao vento, sob o sol e a chuva. Amanhã você já não será capaz de encontrá-la — ela desapareceu tão misteriosamente quanto apareceu.

O amor de verdade é como uma flor de verdade.

Osho, em "Faça o Seu Coração Vibrar"
Imagem por netlancer2006


Leia mais: http://www.palavrasdeosho.com/2010/05/o-amor-de-verdade.html#ixzz2L5CGc9vj

domingo, fevereiro 03, 2013

Invocação a Unicidade





Eu sou um Ser Crístico; sou unidade com o ESPÍRITO

Eu sou um Ser Crístico; sou unidade com o TUDO O QUE É.

A Luz do meu próprio Ser resplandece sobre o meu caminho.

Eu sou um Ser Crístico; sou unidade com o TUDO O QUE É.

No meu coração sustento a resplandecente Luz da Fonte.

Caminho em Unidade com o ESPÍRITO;

Rio em unidade com a Fonte;

Amo em unidade com os meus congéneres.

Eu sou um ESPÍRITO Crístico; sou uma ponte entre o Céu e a Terra.



http://ilusaoculta.blogspot.com.br/2011/08/invocacao-unicidade.html

O que é Namastê






Namastê é um cumprimento ou saudação utilizada geralmente no Sul da Ásia. Utiliza-se na Índia e no Nepal por hindus, sikhs, jainistas e budistas. Nas culturas indianas e nepalesas, a palavra é dita no início de uma comunicação e faz-se um gesto com as mãos dobradas, sem ser necessário falar algo.

Namastê é o cumprimento em sânscrito que literalmente significa "curvo-me perante a ti", e é a forma mais digna de cumprimento de um ser humano para outro. O gesto expressa um grande sentimento de respeito, invoca a percepção de que todos indivíduos compartilham da mesma essência, da mesma energia, do mesmo universo, portanto o termo e a ação possuem uma força pacificadora muito intensa.

Namastê também é muito utilizado na ioga, e é algo que se diz ao instrutor, para demonstrar que o praticante é um criado, e o gesto significa "curvo-me perante ti"; e o próprio termo significa “fazer uma saudação.”

Como saudação, namastê pode ser dito com as mãos juntas em frente ao tórax e com uma ligeira curvatura, para indicar profundo respeito, pode-se colocar as mãos em frente a testa, e no caso de reverência a um deus ou santidade, coloca-se a mão completamente acima da cabeça.

Em algumas partes da Índia (por exemplo, a área onde se fala a língua punjabe), namastê é usado não somente para cumprimentar Hindus mas para todo mundo e Namastê é aceito em todas as religiões.



DEZ DEDOS UNIDOS NO NAMASTÊ.

O número dez é símbolo da perfeição, da unidade, do equilíbrio perfeito.

Os dez Mandamentos, as dez emanações da Árvore da Vida, os dez vértices da estrela de Pitágoras, a Parábola dos Dez Talentos (Mt,25).

Toda a criatura é um reflexo dos Dez Atributos Divinos:

Apego, Bondade, Conhecimento, Entendimento, Esplendor, Harmonia, Perseverança, Realeza, Sabedoria, Severidade.

NAMASTÊ traz o Sagrado para dentro de cada ser humano, afirmando que Deus não está no céu, num templo ou mesmo na natureza.

Deus está em tudo, em cada um de nós e qualquer dissociação da imagem do divino da nossa é inútil.

Ao fazer o Namastê, afirmamos que todos somos filhos e partes do Sagrado, indissociáveis e iguais.

Namastê!


http://ilusaoculta.blogspot.com.br/2011/08/o-que-significa-namaste.html




sábado, janeiro 19, 2013

Umbanda não é Espiritismo







Origem, conteúdo doutrinário e prática ritual, estabelecem as diferenças fundamentais entre o Espiritismo e Umbanda. Apesar da clareza dessas distinções, isso não deve ser razão impossibilitante para que entre Espíritas e Umbandistas haja respeito mútuo, espírito de compreensão e sensatez, embora essa tolerância não deva resultar em conivência ou omissão.

Deolindo Amorim, em seu livro "O Espiritismo e as Doutrinas Espiritualistas" (1), conclui, afirmando: "O Espiritismo é uma doutrina que se basta a si mesma, sem empréstimos nem acréscimos artificiais.".

A luz dessa precisa orientação, observamos que nem mesmo nos arraiais espíritas essa diferença é feita, especialmente pôr aqueles que não se dão ao trabalho de estudar a Doutrina, sem falar em parte da imprensa leiga que, de propósito ou não, anuncia tudo o que ocorre nas tendas e terreiros, como sendo Espiritismo, disso se beneficiando os opositores sistemáticos da Doutrina Espírita que esperam levar vantagem com a confusão estabelecida.

Fala-se em "baixo Espiritismo" e "alto Espiritismo"; em "Espiritismo de mesa" e "Espiritismo de terceiro", etc., como se houvesse mais de um Espiritismo!

Quanto a origem, sabemos que Espiritismo, doutrina codificada pôr Allan Kardec, recebida de vários Espíritos Superiores no século passado, caracteriza-se pôr um conjunto de princípios de ordem científica, filosófica e religiosa, que objetiva o progresso espiritual do homem, com a implantação da fraternidade entre todas as criaturas na Terra.(2)

A Umbanda se deriva, fundamentalmente, do culto religioso da raça negra da velha África. Os seus princípios doutrinários são realmente frutos do "folclore", dos provérbios, aforismos, das lendas, crenças populares, canções e tradições do negro africano.

Com referência ao conteúdo doutrinário, sabemos que o Espiritismo se assenta em postulados científicos, filosóficos e éticos, o que não se dá na Umbanda, que não tem doutrina codificada, embora seus adeptos aceitem a imortalidade da alma, a reencarnação e a lei de ação e reação (carma), como fazem os espíritas (2).

Quanto a prática ritual, a umbanda difere, essencialmente, do Espiritismo, porque aquela atua no plano da natureza e este no do pensamento, pois que só o Espírito conta, realmente. Aliás o Espiritismo não tem ritual de nenhuma espécie, pois não admite corpo sacerdotal hierarquizado ou não, cerimônias (batizados, casamentos e quaisquer outras); não se utiliza de fórmulas, invocações, ou promessas de qualquer natureza; repele a adoração de imagens, símbolos, amuletos; rejeita crendices e superstições e não admite pagamento pela prestação de assistência espiritual ou de qualquer auxílio, que conceda aos necessitados. (2)

As tentativas para fundamentar a introdução de rituais, incensos, imagens e outros objetos de culto material no meio espírita invocam, sempre, um pressuposto espiritualista, como generalidade, ou fazem apelo à tolerância. Não há, entretanto, razão alguma para tais pretextos, uma vez que o Espiritismo, pelas suas disposições doutrinárias, dispensa completamente qualquer forma de ritual ou peças litúrgicas. (1)

Assim sendo, onde houver qualquer manifestação de culto exterior, não existirá a verdadeira prática espírita.

Apesar do louvável entusiasmo de alguns espíritas para a comunhão de seitas religiosas no seio da doutrina, a mistura heterogênea sempre sacrifica a pureza íntima da essência! A qualidade de substância espírita reduzir-se-ia pela quantidade da mistura de outros ingredientes religiosos, mas adversos!

O Espiritismo, não é doutrina separativista, nem ecletismo religioso à superfície do Espirito imortal! É, principalmente, um movimento de solidariedade fraterna entre todos os homens! Pode ser ecletismo espiritual unindo em espírito todos os credos e religiões, porque, também firma suas doutrinas e postulados na realidade imortal. Mas seria insensato a mistura heterogênea de práticas, dogmas, princípios e composturas devocionais diferentes, entre si, para construir outro movimento espiritualista excêntrico.

A missão da Doutrina Espírita, enfim, é libertar o homem e não prendê-lo ainda mais às fórmulas e superstições do mundo carnal transitório.

Finalizamos, fazendo nossas, as observações sensatas do Espírito Emmanuel, através do médium Francisco Cândido Xavier, na mensagem "Doutrina Espírita", extraída do livro "Religião dos Espíritos", concitando os Espíritas a zelarem pela doutrina que professam:

"... Porque a Doutrina Espírita é em si a liberdade e o entendimento, há quem julgue seja ela obrigada a misturar-se com todas as aventuras marginais e com todos os exotismos, sob pena de fugir aos impositivos da fraternidade que veicula.

Dignifica, assim, a Doutrina que te consola e liberta, vigiando-lhe a pureza e a simplicidade, para que não colabores, sem perceber, nos vícios da ignorância e nos crimes do pensamento.

"Espírita" deve ser o teu caráter, ainda mesmo te sintas em reajuste, depois da queda.

"Espírita" deve ser a tua conduta, ainda mesmo que estejas em duras experiências.

"Espírita" deve ser o nome de teu nome, ainda mesmo respires em aflitivos combates contigo mesmo.

"Espírita" deve ser o claro adjetivo de tua instituição, ainda mesmo que, pôr isso, te faltem as passageiras subvenções e honrarias terrestres.

Doutrina Espírita quer dizer Doutrina do Cristo.

E a Doutrina do Cristo é a doutrina do aperfeiçoamento moral em todos os mundos.

Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade mais alta, porque dia virá que serás naturalmente convidado a prestar-lhe contas. (3)


Por Benedito da Gama Monteiro

Bibliografia:

Amorim, Deolindo - "O Espiritismo e as Doutrinas Espiritualistas";

1. Barbosa, Pedro Franco - "Espiritismo Básico";
2. Xavier, Francisco Cândido - "Religião dos Espíritos", mens. "Doutrina Espírita", pág. 229, 4a edição FEB - Rio de Janeiro - RJ.

Artigo publicado em Manaus, no jornal A Crítica de 09.10.1989, no jornal A Crítica de 26.08.1995, no Rio de Janeiro em OReformador (FEB) de Abril de 1996, no Acre, no Jornal Acre Espírita de Junho de 1996.

Fonte: Portal Espírito.org.br


http://oblogdosespiritas.blogspot.com.br/2009/07/umbanda-nao-e-espiritismo.html

Reflexão

Estou aprendendo que a maioria das pessoas não gostam de ver um sorriso nos lábios do próximo.Não suportam saber que outros são felizes... E eles não! (Mary Cely)