Herbário Póetico

Espaço destinado a divulgaçao de: Receitas, Crenças. Misticismo Chás, Ervas&Aromas. Medicina Convencional Fitoterápico e Alternativo! Tudo que se relaciona com coisas naturais! Sem fins lucrativos. Nosso prazer e ver você informado. Agradecemos sua visita! Volte Sempre!

Inteligentes &Perpicazes

Total de visualizações de página

quinta-feira, maio 10, 2012

O amor: uma brisa fresca



Não pense que o amor tem que ser permanente e isso tornará sua vida amorosa mais bonita, pois você saberá que hoje vocês estão juntos e amanhã podem não estar.

O amor vem como uma brisa, fresca, perfumada, que entra na sua casa, deixando-a repleta de frescor e perfume, durando o tempo que a existência lhe conceder e depois indo embora.

Você não deve tentar fechar todas as portas, senão a brisa fresca se tornará um ar viciado. Na vida, tudo está mudando e a mudança é belíssima; ela lhe porporciona mais e mais experiências, mais e mais consciência, mais e mais maturidade.


Osho, em "A Essência do Amor: Como Amar com Consciência e se Relacionar Sem Medo"
Imagem por furisumeru


Leia mais: http://www.palavrasdeosho.com/2011/10/o-amor-uma-brisa-fresca.html#ixzz1uSPFf0rL

terça-feira, maio 01, 2012

COMO ENFRENTAR A DOR DOS PADRÕES DESTRUTIVOS


 

 
















Normalmente , a criança sofre com certas imperfeições do amor e da afeição dos pais. Sofre também por não ser integralmente aceita em sua própria individualidade. Com isso nós queremos nos referir à prática comum de tratar uma criança como uma criança antes que como um indivíduo em particular. Você sofre com isso , embora talvez nunca tenha tido consciência desse fato nestes termos ou em pensamentos exatos. Isso pode deixar uma cicatriz tão profunda quanto a falta de amor e atenção. A prática a que nos referimos provoca tanta frustração quanto a falta de amor ou até mesmo a crueldade.
O clima geral no qual você cresce o afeta como um choque pequeno mas constante , que frequentemente deixa uma marca mais forte que uma única experiência chocante e traumática. É por isso que esta última é geralmente mais fácil de curar que a primeira. O clima constante de não-aceitação da sua individualidade , bem como a falta de amor e compreensão , causa aquilo a que se chama neurose. Você aceita esse clima como algo inevitável. Ele simplesmente está lá e você acredita que tem que ser assim. Todavia , você sofre com ele. A combinação do sofrimento causado por esse clima e da crença de que ele é inalterável condiciona-o a desenvolver defesas destrutivas.
A dor e a frustração originais com as quais a criança não podia lidar são reprimidas. São retiradas da esfera da consciência , mas ardem na mente inconsciente. É então que as imagens e os mecanismos de defesa destrutivos começam a se formar. As imagens que você cria são mecanismos de defesa. Através das suas conclusões errôneas você busca uma maneira de lutar contra as influências indesejáveis que criaram a dor original. As falsas soluções são um meio de lutar contra o mundo , contra a dor e tudo o mais que você quer evitar.

A DOR DAS FALSAS SOLUÇÕES
Quando a sua solução falsa é uma negação do sentimento ,do amor e da vida , ela é uma defesa contra a possibilidade de ser ferido. Somente depois de uma visão considerável de si mesmo é que você se dará conta de quão irreal e limitado é esse “remédio”. Você vai querer mudar e vai preferir aceitar a dor à alienação de não sentir nada , ou muito pouco. Prosseguindo com o trabalho e atravessando corajosamente os períodos temporários de desânimo e resistência , você vai chegar ao ponto no qual essa concha endurecida se quebra e você não está mais morto por dentro.
A primeira reação , porém , não será agradável , nem pode ser. Todas as emoções negativas reprimidas , bem como a dor reprimida , a princípio virão para a consciência e então parecerá que você estava certa ao reprimi-las. Só depois de prosseguir com o trabalho é que você obterá a recompensa , sob a forma de sentimentos bons e construtivos.
Se a sua solução falsa é a submissão , a fraqueza , o desamparo e a dependência como meios de conseguir os cuidados de alguém – não necessariamente no âmbito material , mas emocionalmente - essa é igualmente uma solução limitada e insatisfatória. A dependência constante de outras pessoas cria medo e desamparo. Ela aumenta ainda mais a sua falta de confiança em si mesmo. Enquanto a solução do retraimento fez de você um morto quanto aos sentimentos , privando-o do significado maior da vida , a solução da submissão rouba de você a independência e a força , e cria não menos isolamento que o retraimento , embora o faça através de um caminho interno diferente. Originalmente , você queria evitar a dor munindo-se de uma pessoa forte para cuidar de você. Na realidade você inflige mais dor sobre si mesmo porque não é possível encontrar essa pessoa. Essa pessoa tem que ser você mesmo.
Ao fazer-se deliberadamente de fraco , você exerce a mais forte das tiranias sobre os outros. Não existe tirania mais forte que aquela que uma pessoa fraca exerce sobre os mais fortes , ou sobre todo o seu ambiente. É como se essa pessoa estivesse sempre dizendo: “Sou tão fraco ! Você tem de me ajudar. Sou tão indefeso ! Você é responsável por mim. Os erros que eu cometo não contam porque eu não sei fazer de outro modo. Eu não posso evitar. Você deve ser indulgente comigo todo tempo e permitir que eu escape das conseqüências. Não se pode esperar que eu assuma total responsabilidade pelas minhas ações ou ausência delas , por meus pensamentos e sentimentos ou pela falta deles. Eu posso falhar porque sou fraco. Você é forte e portanto tem que compreender tudo. Você não pode falhar porque o seu fracasso iria me afetar.” A autoridade preguiçosa e auto-indulgente dos fracos impõe exigências estritas às outras criaturas. Isso se torna evidente se a expectativa não verbalizada e o significado das reações emocionais forem investigadas e então interpretados sob a forma de pensamentos concisos.
É uma falácia pensar que a pessoa fraca é inofensiva e fere menos as outras pessoas que aquela que é agressiva e dominadora. Todas as falsas soluções trazem dor implícita à personalidade , assim como aos outros. Pelo retraimento , você rejeita os outros e retém o amor que quer dar a eles e que eles , por sua vez , querem receber de você. Pela submissão , você não ama , apenas espera ser amado. Você não vê que os outros também têm suas vulnerabilidades , suas fraquezas e necessidades. Você rejeita por inteiro essa parte da natureza humana das outras pessoas e , assim , você as fere. Através da solução agressiva , você afasta as pessoas e as machuca abertamente com falsa superioridade. Em todos os casos , você fere os outros e , assim , inflige uma ferida ainda maior em si mesmo. E essa ferida não pode deixar de trazer conseqüências. Portanto , as falsas soluções , destinadas a eliminar a dor original , apenas trazem consigo mais dor.
Todas as falsas soluções são incorporadas à sua auto-imagem idealizada. Uma vez que a natureza da auto-imagem idealizada é o auto-engrandecimento, ela o separa dos outros. Uma vez que a natureza dela é a separação , ela isola você e o faz solitário , bem como a todos os que se relacionam com você. Visto que a sua natureza é falsidade e fingimento , ela o aliena de si mesmo , da vida e dos outros. Tudo isso deve inevitavelmente causar-lhe dor , mágoa , frustração , insatisfação. Você escolhe uma saída para a dor e para a frustração , mas esse caminho provou ser não apenas inadequado , mas traz ainda mais daquilo que você queria evitar. Contudo , reconhecer claramente esse fato e juntar os elos dessa cadeia requer o trabalho ativo da pesquisa sincera de si mesmo.
O perfeccionismo que está tão profundamente arraigado em você e na sua auto-imagem idealizada torna impossível aceitar a si mesmo e aos outros , aceitar a vida na sua realidade , e você , portanto , é incapaz de lidar com ela e resolver tanto os seus próprios problemas quanto os problemas da vida. Isso faz com que você se abstenha da experiência de viver no seu verdadeiro sentido.
Se você se tornou , pelo menos até um certo ponto , consciente de algumas das suas imagens , falsas soluções e da natureza da sua auto-imagem idealizada particular , talvez você tenha a esta altura um vislumbre da maneira pela qual você é alienado de si mesmo e perfeccionista. Deu-se conta, portanto, da extensão do dano causado a você mesmo e aos outros. Você pode estar próximo do limiar que abre caminho para uma nova vida interior , uma vida que contém a disposição emocional de abandonar todas as defesas. Caso ainda não tenha chegado até lá , você vai aproximar-se dessa fase muito em breve , desde que continue o seu trabalho com disposição interior.
O mero exercício de observar constantemente as próprias emoções e reações irreais e imaturas enfraquece o seu impacto e inicia um processo de dissolvê-las , por assim dizer , automaticamente. Quando uma certa dissolução tiver acontecido , a psique estará pronta para cruzar o limiar ; mas o ato de cruzá-lo é doloroso no início.

A DOR DA MUDANÇA
Você poderia esperar , ao atravessar esse importante limiar , que os padrões novos e construtivos pudessem substituir imediatamente os antigos padrões destrutivos. Tal expectativa não é realista e não corresponde à verdade. Os padrões construtivos não podem ter uma base sólida antes que você experimente e atravesse a dor e a frustração originais e tudo aquilo do que você fugia. Essa coisa à qual você virou a face tem que ser encarada , sentida , experimentada , compreendida. Você tem de lidar com ela , tem de chegar a um acordo e assimilá-la antes que o que é doentio e não-realista seja dissolvido , antes que o que é imaturo amadureça e que as forças sadias , mas reprimidas , sejam trazidas para os seus canais próprios de forma que operem de maneira construtiva para você. Quanto mais você adia esse doloroso processo , mais difícil e demorado ele será quando você finalmente estiver pronto para passar da infância para a idade adulta. A dor desse processo é uma dor saudável de crescimento e a luz estará à vista se e quando você superar a sua resistência a ele. A força, a autoconfiança e a capacidade de viver integralmente , com todos os seus padrões construtivos começando a funcionar , constituem ampla compensação por todos os anos de vida destrutiva e improdutiva , bem como pela dor de atravessar o portal para a maturidade emocional.
Você pode imaginar-se sendo poupado da experiência da dor contra a qual você instituiu os padrões destrutivos ? Você os utilizou para fugir de algo que ocorreu na sua vida, e o fato de isso ser real ou imaginário faz pouca diferença. Foi o processo fantasioso de fugir e voltar as costas a algo que existe ou existiu , não encarando , portanto , a sua realidade nem lidando com ela , que causou a doença da sua alma. Por conseguinte é essa área que tem que ser tratada agora. É por isso que aqueles dentre vocês que deram os seus primeiros passos hesitantes do limiar estão confusos pela dor da experiência. Com freqüência você não compreende inteiramente porque isso ocorre ; você pode ter uma vaga idéia e algumas respostas parciais , mas este artigo vai ajudá-lo a conseguir um entendimento mais profundo da razão pela qual isso acontece.
Intelectualmente todos vocês sabem que este artigo não é um conto de fadas no qual a pessoa descobre os seus desvios , suas concepções errôneas e evasões e , depois de ter feito isso , aguarda-o , naturalmente , que , em última análise , a libertação dos grilhões de erro e de desvio necessariamente lhe trará a felicidade , mas até que você alcance esse estágio , muitas áreas de sua alma têm que ser experimentadas até que a sua psique esteja realmente preparada para obter o melhor da vida. Mesmo depois de a dor aguda ter recebido o tratamento adequado , não estando , portanto , mais presente , existirá a expectativa irreal, embora com freqüência inconsciente , de que a vida a partir de então sempre irá garantir aquilo que você deseja. Todavia , a realidade é muito melhor. Na verdade , você vai aprender a enfrentar os reveses e as dificuldades , em vez de ser arrasado por eles. Você não irá fortalecer as suas defesas destrutivas . Isso , por sua vez , vai equipá-lo com os instrumentos para tirar o melhor de cada oportunidade e para obter o máximo benefício e a maior felicidade de cada experiência da vida.
É desnecessário dizer que isso jamais é conseguido com os seus mecanismos de defesa destrutivos e com suas várias imagens. Deixe-nos repetir aqui o que temos dito com freqüência: a princípio , os eventos negativos externos vão continuar a cruzar o seu caminho , como resultado dos seus arraigados padrões do passado , mas você vai encará-los de maneira diferente. À medida que aprende a fazê-lo , você se torna consciente de muitas oportunidades de felicidade que você ignorou no passado. Dessa maneira , você começa a modificar os seus padrões até que muito , muito gradualmente os eventos externos infelizes cessam. Mas enquanto você se encontrar no início desse estágio , não espere satisfação e felicidade imediatas em cada aspecto. Primeiro você precisa ver as suas possibilidades e oportunidades e a sua capacidade independente de escolha , em vez de ficar totalmente indefeso à espera que o destino lhe traga felicidade.
A essa altura , você deve compreender como , em muitos aspectos , causou a sua própria infelicidade por meio das suas próprias evasões e defesas , destrutivas e divorciadas da realidade. Você perceberá agora , com um novo senso de força , como pode criar a sua própria satisfação e felicidade. Da mesma forma que antes , isso não pode ser feito por meio de compreensão intelectual. É um processo interior que cresce organicamente. Assim como você , agora , compreende em profundidade que nenhum destino ou Deus cruel o puniu ou negligenciou , da mesma maneira irá entender e saber que , na verdade , é você que pode criar toda a satisfação que a sua alma deseja com anseio do qual você nem ao menos tinha consciência quando iniciou a leitura deste artigo.
Essa consciência só pode emergir depois de uma compreensão mais completa de todas as suas falsas soluções e concepções errôneas , cujas profundezas o farão consciente das suas necessidades. O resultado primordial deste artigo é o entendimento do seu próprio sistema de causas e efeitos e o senso de força, independência , autoconfiança e justiça que essa compreensão dá a um indivíduo. Quanto tempo leva para atingir os primórdios hesitantes dessa força e para , mais tarde , aumentá-la , depende do seus esforços , da sua vontade interior e da sua superação da sempre presente resistência , a qual se desgasta apenas depois que você obtém considerável reconhecimento dos seus caminhos tortuosos.
A DOR DA INSATISFAÇÃO
Agora , quando você se depara com essa dor , é ela realmente apenas a dor que você experimentou um dia quando criança ? Será essa realmente a frustração que a criança sofreu por causa dos pais e nada mais ? Não , isso não é inteiramente correto. É verdade que essa dor e essa frustração originais afetaram a flexibilidade da sua psique , sua capacidade de adaptação , e assim o tornaram incapaz de lidar com elas. Esses eventos fizeram com que você lhes virasse as costas e procurasse por “soluções” insatisfatórias. Mas a dor que você experimenta agora é muito mais a dor presente da insatisfação , causada pelos seus padrões improdutivos. Você não pode distinguir isso conscientemente e não pode sequer ter consciência da dor infantil original. Pode ser preciso muito tempo e muita auto-observação para chegar mesmo a distinguir a dor. Depois que o fizer , você verá que a dor mais aguda é o seu desespero com a sua vida e com você mesmo agora , e não no passado. Este é importante somente porque ele fez com que você instituísse os modos improdutivos responsáveis pela sua dor atual.
Se você não fugir da dor , mas a enfrentar , passar por ela , tomando consciência do seu significado , você vai se dar conta de que as suas necessidades atuais não satisfeitas provocam a dor. Sua frustração será com a sua inabilidade atual para produzir satisfação. Você ainda não é capaz de ver o que pode fazer a esse respeito , sentindo-se preso na sua própria armadilha , incapaz de enxergar a saída e , assim , ficando dependente de intervenção exterior , sobre a qual não tem nenhum controle. Só depois de ter corajosamente se tornado consciente de todas essas impressões e reações é que você gradualmente verá uma saída e , portanto , diminuirá o seu desamparo e aumentará a sua força independente e o seu tirocínio.
Existem várias necessidades humanas. Antes que você descubra as suas várias “camadas protetoras”, você não pode nem ao menos ter plena consciência das suas necessidades reais. Você pode conhecer algumas das suas necessidades irreais , superpostas , mas só após uma compreensão mais completa de si mesmo é que você se torna gradualmente consciente das necessidades básicas , nuas , que você mantinha reprimidas. Quando você experimenta a dor antes de cruzar o limiar para a maturidade emocional e padrões produtivos , você tem a possibilidade , se assim escolher , de ficar precisamente consciente dessas necessidades. Isso é inevitável se você deseja sair do seu presente estado de viver improdutivo.
À medida que passa pelo processo de tomada de consciência das suas necessidades e da frustração causada pela sua insatisfação , você descobrirá primeiro a imperiosa necessidade de ser amado exatamente como a criança precisa receber amor e afeição. Contudo , não se pode dizer que a necessidade de ser amado é infantil e imatura. Só é assim quando a pessoa adulta trancou a sua alma e se recusou a crescer em sua própria capacidade de dar amor , de forma que a necessidade de receber permanece isolada e também encoberta. Através dos seus padrões destrutivos você empurrou a sua dolorosa necessidade de receber amor para o inconsciente. Devido a essa falta de consciência e aos seus mecanismos de defesa de várias espécies , a sua capacidade de dar jamais pôde crescer no interior da sua psique.
Todavia, durante todo o trabalho que estava oculto , mas , como nós dissemos antes , você começou a dissolver certos níveis nefastos. Isso , como que inadvertidamente , fez com que a sua capacidade de dar amor emergisse , mesmo que você não possa ainda se dar conta disso , de forma completa. Ao encontrar a dor , você realmente experimenta a tremenda pressão das suas necessidades. Por um lado , você encara a necessidade de receber , que continua insatisfeita enquanto os padrões destrutivos prevalecem. É preciso algum tempo para conseguir a força necessária e o tirocínio requerido para produzir a satisfação da necessidade de receber. Por outro lado , a necessidade de dar não pode encontrar um escoadouro até que esse estágio seja atingido. Assim , uma dupla frustração é causada – e isso gera uma tremenda pressão. É essa pressão que é tão dolorosa. Ela parece parti-lo em pedaços.

A MUDANÇA DA EVASÃO PARA A REALIDADE
Porém , não acredite que essa pressão , essa frustração completa , não existia antes que você tomasse consciência dela. Ela existia , mas criou outras saídas , talvez na doença física ou em outros sintomas. À medida que você dá conta do núcleo central , a pressão e a dor podem se tornar mais agudas , mas é assim que tem que ser o processo de cura. Você então dirige a sua consciência para a causa central , onde o problema realmente reside. Você focaliza a sua atenção sobre a raiz. Você tem que se dar conta de que as suas necessidades são exatamente ambos , dar e receber. Você precisa sentir e observar a frustração de não encontrar uma válvula de escape , a pressão acumulada , o sentimento momentâneo de desesperança quanto a encontrar alívio ; a tentação de fugir uma vez mais. À medida que você batalha através dessa fase e fica mais forte , você não foge mais de si mesmo e do risco aparente de viver. Oportunidades surgirão no seu caminho. Você as verá e fará uso delas. Elas lhe ensinarão a progredir no seu crescimento e na sua força até que as suas necessidades possam encontrar satisfação parcial , e então aumentá-la pouco a pouco enquanto você cresce e muda os seus padrões.
É necessário entender que nesse período você se encontra num estado transitório. Você se conscientizou da sua necessidade de receber , que é saudável em si mesma , mas essa necessidade tornou-se exageradamente forte e , portanto , imatura , por causa da sua repressão sobre ela e da conseqüente frustração da satisfação sadia de receber. Se você não recebe o bastante , sua demanda fica desproporcionada , especialmente quando você está inconsciente dessa exigência estrita.
Devido ao seu progresso e ao crescimento que ocorreu dentro de você , a necessidade madura de dar também cresceu. Você pode não ter encontrado um escape para ela por causa dos padrões destrutivos que ainda estavam atuando ; talvez apenas em parte , talvez de forma modificada. Você pode até ter iniciado tentativas de um acordo entre o velho e o novo caminho , este último sendo o desejado. Porém , não esqueça que resultados efetivos só podem ocorrer quando os novos padrões se tornam uma reação integrante e quase automática em você. Seus velhos padrões têm existido por anos , por décadas , e com freqüência por mais tempo. Agora , enquanto você aprende e começa a mudar interiormente , a mudança externa não chega imediatamente. Nesse período , a pressão interna pode se tornar mais forte ainda. Contudo , se você se apercebe de tudo isso e tem a coragem de enfrentá-lo , necessariamente virá a ser uma pessoa mais forte , mais feliz , mais bem equipada para viver no verdadeiro sentido de palavra. Tenha cuidado para não voltar à evasão. Não acredite que esse período temporário no qual você encontra toda a pressão interna acumulada , com o desamparo , a inadequação e a confusão que a acompanham , seja o resultado final. Ele é o túnel do qual você tem de passar.
Depois que o fizer , o seu senso de força , de adequação e o seu tirocínio vão crescer constantemente – com ocasionais recaídas , é claro. Mas se você fizer com que cada recaída se transforme em outro ponto de apoio , em mais uma lição , os novos padrões , com o tempo , irão firmar-se no seu Ser interior , fazendo com que você veja as possibilidades que deixou de perceber por tanto tempo. Você então vai ter a coragem de se aproveitar dessas possibilidades , em vez de rejeitá-las por medo. Assim , e só assim , a satisfará virá.
É tão importante para você entender isso , conscientizar-se disso. Se isso acontecer , as vantagens serão suas.

SHAUMBRA e NAMASTÊ !!!

FONTE DO TEXTO E IMAGEM
BLOG DEZ

:http://andromedalive.blogspot.com.br/

quinta-feira, abril 26, 2012

SOBRE O AMOR , O PODER E A SERENIDADE

 

 












Nós gostaríamos de discutir três importantes atributos divinos : amor , poder e serenidade , e como eles se manifestam em suas formas distorcidas. Na pessoa saudável , esses três princípios operam lado a lado , em perfeita harmonia , alternando-se de acordo com cada situação específica. Eles se complementam e se fortalecem uns aos outros. É mantida a flexibilidade entre eles , de forma que nenhum desses três atributos jamais pode contradizer a um outro ou interferir com ele.
Contudo , na personalidade distorcida eles se excluem mutuamente. Um contradiz o outro , de forma a criar conflito. Isso acontece porque um desses atributos é inconscientemente escolhido pela pessoa para ser usado como solução para os problemas da vida.
As atitudes de submissão , de agressividade e de retraimento são as distorções do amor , do poder e da serenidade. Agora nós gostaríamos de falar com detalhes sobre o modo como elas operam na psique , como formam uma suposta solução e como a atitude dominante cria padrões dogmáticos , rígidos , que são então incorporados à auto-imagem idealizada.
Quando criança , o ser humano encontra decepção , desamparo e rejeição – reais e imaginários. Esses sentimentos criam insegurança e falta de autoconfiança , que a pessoa tenta superar , infelizmente sempre de maneira errada. Para dominar as dificuldades criadas , não apenas na infância como também mais tarde na vida como conseqüência de se recorrer a soluções erradas , as pessoas se envolvem cada vez mais em um círculo vicioso. Sem se dar conta de que a mesma “solução” que elas assumem traz problemas e decepções , tentam de forma ainda mais árdua levar até o fim aquilo que consideram como sendo a solução. Quanto menos são capazes de fazê-lo ,mais duvidam de si mesmas ; e quanto mais duvidam de si mesmas , mais se perdem na solução equivocada.

AMOR/SUBMISSÃO
Uma dessas soluções falsas é o amor. O sentimento é : “Se eu fosse amado , tudo estaria bem.” Em outras palavras , espera-se que o amor resolva todos os problemas. Desnecessário dizer que isso não é verdade , especialmente quando se considera a maneira como se espera que esse amor seja dado. Na realidade , uma pessoa perturbada que adota essa solução dificilmente é capaz de experimentar amor. Para receber amor , uma pessoa assim desenvolve várias tendências e padrões de comportamento interior e exterior e de reação , típicos da personalidade , que tende a tornar o indivíduo mais fraco e indefeso do que realmente é.
Assumindo mais e mais características de auto-obliteração para obter amor e proteção , o que por si mesmo parece prometer segurança contra o aniquilamento , a pessoa atende às demandas reais ou imaginárias dos outros , encolhendo-se e rastejando ao ponto de vender a alma para receber aprovação , simpatia , auxílio e amor. Inconscientemente , essas pessoas crêem que a auto-afirmação e o ato de defender os seus desejos e necessidades equivalem a privar-se do único valor da vida : aquele de ser cuidado como uma criança – não necessariamente em questões financeiras , mas emocionalmente. Essas pessoas alegam uma imperfeição , um desamparo , uma submissão que não são genuínos. Elas usam essas falsas fraquezas como uma arma e um meio de finalmente vencer e dominar a vida.
Para não expor essa falsidade , essas tendências ficam incorporadas na auto-imagem idealizada. Assim as pessoas são bem-sucedidas em acreditar que todas essas tendências são sinais da sua bondade , santidade , do seu altruísmo. Quando elas se “sacrificam” para finalmente possuir um forte e amoroso protetor , ficam orgulhosas da sua capacidade de sacrifício altruísta ; orgulhosas da sua “modéstia” , elas nunca alegam conhecimento , realização , força. Dessa forma esperam forçar os outros a sentir-se amorosos e protetores em relação a elas.
Existem muitíssimos aspectos dessa pretensa solução. Eles têm de ser persistentemente descobertos no trabalho que você está fazendo. Não é fácil detectá-las de vez que essas atitudes estão profundamente arraigadas e parecem ter se tornado uma parte da personalidade “amorosa” da pessoa. Além do mais , elas podem ser frequentemente afastadas , através de racionalização , por necessidades aparentemente reais. Por último , elas são sempre contrariadas pelas tendências opostas ou por outras soluções falsas , que também sempre estão presentes na alma , embora não sejam tão predominantes. Da mesma forma , os outros tipos que usam soluções falsas encontrarão aspectos de submissão em sua psique. A extensão em que essa pretensa solução é predominante varia de pessoa para pessoa , assim como a intensidade com que ela é contrariada por outras soluções.
A pessoa com a atitude predominantemente submissa vai ter um pouco mais de dificuldade para descobrir o orgulho que prevalece em todas essas atitudes. O orgulho nos outros tipos está bem na superfície ; estes podem ficar orgulhosos do seu orgulho , podem ter orgulho da sua agressividade e cinismo ; mas , uma vez que o tenham visto , ele não pode mais ser disfarçado de “amor” , de “modéstia” , ou de qualquer outra atitude “virtuosa”.
O tipo submisso terá que olhar com olhos muito perspicazes para essas tendências para descobrir como ele as idealiza. Pode existir uma reação de crítica e desprezo distantes por todas as pessoas que se auto-afirmam , mesmo que seja apenas uma auto-afirmação saudável e não uma agressividade que surja de uma distorção ao poder. Esse tipo de personalidade pode simultaneamente também admitir e invejar a agressão dos outros , ainda que a despreze , apesar de se sentir superior em “desenvolvimento espiritual” ou “padrões éticos” , e pode dizer ou pensar : “Se eu pudesse ser assim , conseguiria mais da vida.” Ao fazê-lo , contudo , uma pessoa desse tipo enfatiza a “bondade” que a impede de ter o que as pessoas “menos boas” obtêm.
O orgulho do martírio e do auto-sacrifício torna difícil a descoberta do que está por baixo da superfície. Só uma visão verdadeira da real natureza desses motivos revelará o egoísmo e o egocentrismo fundamentais que prevalecem nessa como nas outras atitudes ligadas a soluções falsas. Orgulho , hipocrisia e farsa estão presentes em todas elas , quando incorporados à auto-imagem idealizada. O tipo submisso terá mais dificuldade em descobrir o orgulho , enquanto o tipo agressivo achará mais difícil descobrir o fingimento , pois o segundo pretende uma “honestidade” em busca da sua própria vantagem.
A necessidade de amor protetor tem uma certa validade para a criança , mas se for mantida na idade adulta ela não mais vale. Nessa busca de ser amado existe um elemento de “eu tenho que ser amado para que possa acreditar no meu próprio valor. Então eu posso estar disposto a corresponder a esse amor.” É , no fim das contas , um desejo autocentrado e unilateral. Os efeitos de toda essa atitude são graves.
Essa necessidade de amor e dependência realmente o torna indefeso. Você não cultiva em si mesmo a faculdade de se manter sobre as próprias pernas. Em lugar disso você usa toda a força da sua psique para corresponder a esse ideal , de forma a obrigar os outros a atender às suas necessidades. Em outras palavras , você cede para que outros cedam a você ; você se submete para dominar , embora tal denominação deva sempre manifestar-se em desamparo brando e fraco.
Não é de se estranhar que uma pessoa engolfada nessa atitude torna-se separada do seu Eu Verdadeiro. Este tem que ser negado , pois a sua afirmação parece grosseira e agressiva. Isso tem que ser evitado a todo custo. Mas a indignidade infligida ao indivíduo por tal autonegação tem o seu efeito no desespero e desagrado por si mesmo.
Como isso é doloroso , além de ser contraditório em relação à auto-imagem idealizada , que recomenda o esquecimento de si mesmo como virtude suprema , esses sentimentos têm de ser projetados nos outros. Esses sentimentos de desprezo e o ressentimento pelos outros , por sua vez , contradizem os padrões do eu idealizado. Consequentemente , eles também têm de ser escondidos. Essa dupla ocultação causa inversão e tem sérias repercussões na personalidade , manifestando-se também em todo o tipo de sintomas físicos.
Raiva , fúria , vergonha , frustração , desprezo e ódio por si mesmo existem por duas razões. Primeiro , eles existem como resultado da negação do Eu Verdadeiro e pela indignidade de ser impedido de ser o que realmente se é. Acredita-se então que o mundo impede a auto-realização e abusa e tira vantagem da sua “bondade”. Isso é pura e simples projeção.
Em segundo lugar , esses sentimentos existem porque a pessoa é incapaz de se adequar aos ditames do seu próprio eu idealizado “amoroso” , segundo os quais nunca se deve sentir ressentimento , desprezo , desagrado , vergonha ; jamais se deve acusar ou achar defeitos nos outros , e assim por diante. Como resultado , não se é tão “bom” quando se deveria ser.
Num esboço bastante breve , esse é o quadro de uma pessoa que escolheu o “amor” , com todas as suas subdivisões de compaixão , compreensão , perdão , união , comunicação , fraternidade , sacrifício , como uma solução rígida , unilateral. Essa é uma distorção do atributo divino do amor. Uma auto-imagem idealizada desse tipo terá os ditames e padrões correspondentes. A pessoa tem sempre que ficar na sombra , nunca se afirmar , sempre ceder , nunca achar defeitos nos outros , amar a todos , e assim por diante.
Na superfície essa parece , na verdade , uma figura muito santa , mas , isso é apenas uma caricatura do amor , compreensão , perdão ou compaixão verdadeiros. O veneno dos motivos subjacentes distorce e destrói aquilo que realmente poderia ser genuíno.

PODER/AGRESSIVIDADE
Na segunda categoria está aquele que busca o poder. Essa pessoa pensa que poder e independência em relação aos outros resolverão todos os problemas. Esse tipo , assim como o outro , pode apresentar muitas variações e subdivisões. Tal atitude pode ser predominante ou subordinada a uma ou ambas das outras.
Aqui , a criança em crescimento acredita que a única maneira de ficar segura é tornando-se tão forte e invulnerável , tão independente e sem emoção que nada nem ninguém pode tocá-la. O próximo passo é cortar todas as emoções humanas. Quando , porém , ela vem à luz , a criança se sente profundamente envergonhada de qualquer emoção e a considera uma fraqueza , seja ela real ou imaginária.
O amor e a bondade também seriam considerados fraqueza e hipocrisia , não apenas nas suas formas distorcidas , como acontece no tipo submisso , mas também na sua forma verdadeira e saudável. Calor , afeição, comunicação , altruísmo : tudo isso é desprezível e sempre que suspeita da existência de um impulso dessa natureza , o tipo agressivo sente-se tão profundamente envergonhado quanto o tipo submisso diante do ressentimento e das qualidades auto-afirmativas que ficam por baixo.
O impulso de poder e agressividade pode manifestar-se sob muitas formas e em muitas áreas da vida e da personalidade. Ele pode ser dirigido principalmente à realização , quando a pessoa com o impulso de poder vai competir e tentar ser melhor que todos os outros. Qualquer competição será encarada como uma injúria à elevada posição especial necessária para essa solução particular.
Ou então pode ser uma atitude mais geral e menos definida em todas as relações humanas da pessoa. Cultivando artificialmente uma dureza que não é mais real que a doçura desamparada da pessoa submissa , o tipo do poder é igualmente desonesto e hipócrita , porque essa pessoa também precisa de calor e afeição humanas , e sem isso sofre com o isolamento. Ao não admitir o sofrimento , esse tipo é tão desonesto quanto os outros. Essa auto-imagem idealizada em particular dita padrões de perfeição divina em relação à independência e ao poder.
Acreditando em completa auto-suficiência , essa pessoa não sente necessidade de ninguém , ao contrário dos outros meros seres humanos , que precisam um dos outros. Tampouco são o amor , a amizade ou a ajuda reconhecidos como importantes. Nessa imagem , o orgulho é muito óbvio , mas a desonestidade será mais difícil de detectar , porque um tipo assim a esconde sob a racionalização de que hipócrita é o tipo “bonzinho”.
Uma vez que essa auto-imagem idealizada exige poder e independência em relação aos sentimentos e emoções humanas , tais como nenhum ser humano pode ter , é constantemente provado que a pessoa não pode corresponder a esse Eu ideal. Esse “fracasso” atira a pessoa em crises de depressão e desprezo por si próprio que , novamente , têm de ser projetados nos outros para que ele possa permanecer inconsciente da dor e da auto-punição.
A incapacidade de ser a sua auto-estima idealizada sempre causa esse efeito. Quando se analisa de perto as exigências de qualquer auto-imagem idealizada , sempre se descobre que a onipotência está contida nela. Contudo , essas reações emocionais são tão sutis e esquivas e tão encobertas pelo conhecimento racional que é preciso um exame muito persistente de certos sentimentos , em certas ocasiões , para obter consciência de tudo isso . Só o trabalho que você fará com esse artigo pode revelar como qualquer dessas atitudes existe em você. Elas são , naturalmente , mais fáceis de descobrir quando um tipo é bastante dominante. Na maioria dos casos , contudo , as atitudes estão mais ocultas e estão em conflito com atitudes dos outros tipos.
Outro sintoma do tipo agressivo , que pensa que o poder é a solução , é a visão artificialmente cultivada de “Como o mundo e as pessoas são más !” Uma pessoa que procura provas dessa visão negativa recebe muitas confirmações , e se orgulha de ser “objetiva” e o oposto de crédula – o que serve como razão para não gostar de ninguém. A imagem idealizada , nesse caso , determina que o amor é proibido. Amar ou , em outras ocasiões , mostrar a sua verdadeira natureza , é uma grande violação da auto-imagem idealizada e produz profunda vergonha.
Ao contrário , o tipo submisso orgulha-se de amar a todos e de considerar bons todos os outros seres humanos. Essa perspectiva é necessária para manter e seguir a atitude submissa. Na realidade , a pessoa desse tipo não se importa realmente se os outros são bons ou maus , contanto que eles a amem , aprovem , e protejam. Toda a avaliação das outras pessoas baseia-se nisso , não importa quão bem possa ser “explicado”. Uma vez que todos têm virtudes e defeitos , cada um desses pode ser identificado conforme a atitude predominante da outra pessoa para com o tipo submisso.
Aquele que busca o poder jamais deve falhar em nada. Ao contrário do tipo submisso , que glorifica o fracasso porque ele prova o desamparo da pessoa e força os outros a dar-lhe amor e proteção , o tipo que procura o poder sente orgulho de nunca falhar em nada. Em certas combinações das falsas soluções o fracasso pode ser permitido porque em alguma área específica a atitude prevalente pode ser a submissão. De forma semelhante , o tipo submisso pode em certos casos recorrer à solução do poder. Ambas são igualmente rígidas , irreais e irrealizáveis. Qualquer dessas “soluções” é uma constante fonte de dor e desilusão em relação ao Eu , e portanto produz uma falta ainda maior de respeito próprio.
Nós dissemos anteriormente que sempre existe uma mistura de todas as três “soluções” em uma pessoa , embora uma possa ser predominante. Por conseguinte , a pessoa não pode fazer justiça mesmo às determinações da solução escolhida. Ainda que fosse nunca falhar , ou amar a todos , ou ser inteiramente independente dos outros , isso se torna mais e mais impossível quando os ditames da auto-imagem idealizada de uma pessoa simultaneamente exige que ela ame a todos e seja por todos amada e que os vença. Para atingir esse objetivo a pessoa tem que ser agressiva e comumente impiedosa.
Uma auto-imagem idealizada pode , portanto , simultaneamente exigir de uma pessoa que de um lado ela seja sempre altruísta , de forma a obter amor ; e de outro , que seja sempre egoísta , para obter poder. Além disso , a pessoa tem também que ser completamente indiferente e distante de todas as emoções humanas de forma a não ser perturbada. Você pode imaginar que conflito isso representa na alma ? Quão dilacerada será uma alma ! O que quer que ela faça é errado e causa culpa , vergonha , inadequação e portanto , frustração e desprezo por si mesma.

SERENIDADE/RETRAIMENTO
Consideremos agora o terceiro atributo divino , a serenidade, escolhido como solução e , por isso , sendo distorcido. Originalmente , uma pessoa pode ter estado tão dividida entre os dois primeiros aspectos que uma saída teve que ser encontrada , recorrendo a uma fuga dos problemas internos e , portanto , da vida como tal. Sob essa retirada ou falsa serenidade , essa alma ainda está partida ao meio , mas não tem mais consciência disso. Foi construída uma fachada tão forte de falsa serenidade que enquanto as circunstâncias da vida o permitirem , essa pessoa está convencida de ter atingido a verdadeira serenidade. Mas basta que as tempestades da vida a toquem para que os efeitos do conflito que ferve , oculto , finalmente venham à superfície , e deixem claro quão falsa era a serenidade. Então será mostrado que na verdade ela foi construída sobre a areia.
O tipo retraído e o tipo que busca o poder parecem ter algo em comum : distanciamento das suas emoções , ausência de apego aos outros e uma forte necessidade de independência. Muito embora as motivações emocionais subjacentes possam ser similares – medo de ser ferido ou decepcionado , medo de ser dependente dos outros e por isso sentir-se inseguro - , as determinações da auto-imagem idealizada desses tipos são muito diferentes. Enquanto o tipo que busca o poder se vangloria da hostilidade e do espírito de luta agressivo , o tipo retraído é completamente inconsciente desses sentimentos , e sempre que eles emergem fica chocado com eles por violarem os ditames da solução de retirada.
Esses ditames são : “Você deve olhar de forma benigna e desapegada para todos os seres humanos , sem porém ser incomodado ou afetado por nenhum deles.” Isso , caso fosse verdadeiro , seria mesmo serenidade , mas nenhum ser humano jamais é tão sereno assim. Portanto tais determinações são irreais e irrealizáveis. Os ditames também incluem orgulho e hipocrisia ; orgulho , porque esse distanciamento parece muito divino em sua justiça e objetividade. Na realidade , a visão da pessoa pode ser tão afetada pelo que pensam os outros quanto a do tipo submisso. Mas sendo orgulhoso demais para admitir que alguém tão excelso possa ser tocado por tais fraquezas humanas , uma pessoa desse tipo tenta elevar-se sobre todos. Isso não é possível.
Uma vez que também esses tipo é tão dependente dos outros quanto os outros dois , a desonestidade é exatamente a mesma. E uma vez que a independência serena desse tipo não é verdadeira , e jamais poderá ser , já que falamos de seres humanos , uma pessoa assim necessariamente deve falhar quanto os padrões e a imposição da auto-imagem idealizada particular que a faz sentir tanto desprezo por si mesma , tanta culpa e frustração quanto os dois outros tipos quando são incapazes de sustentar seus respectivos padrões.
Esses três tipos básicos foram esboçados aqui de forma muito breve , muito geral. Não é preciso dizer que existem muitas variações. De acordo com a força , a intensidade e distribuição dessas “soluções” , a tirania da auto-imagem idealizada se manifesta.
Tudo isso tem que ser descoberto no trabalho individual. Não se deve jamais esquecer que tais atitudes nascidas do Eu Idealizado dificilmente poderiam ser a pessoa total. A atitude pode estar presente em grande medida em certas áreas de personalidade , e em menor grau em outras ; ainda em outras facetas da vida ela simplesmente não aparece. A parte mais importante desse trabalho é sentir as emoções , experimentá-las de verdade. É impossível ver-se livre da auto-imagem idealizada , que bloqueia a vida , se você simplesmente observar de modo distanciado , com o seu intelecto , o que existe em você. É necessário tornar-se agudamente consciente de todas essas tendências , frequentemente contraditórias , e isso vai ser doloroso.

A NECESSIDADE DO DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL
A dor que sempre existiu em você , mas estava escondida , contra a qual você se “protegeu” depositando-a sobre os outros , sobre a vida e sobre o destino , tornar-se-á uma experiência consciente da qual você absolutamente precisa. À primeira vista isso passará por uma recaída. Você vai acreditar que está em situação ainda pior do que antes de começar o trabalho deste artigo. Mas não é assim. Foi o seu próprio progresso que tornou possível que todas essas emoções , até aqui ocultas , viessem à tona de forma que você pudesse realmente usá-las para análise. De outro modo não lhe seria possível dissolver a superestrutura do seu tirano , a sua auto-imagem idealizada e todo o mal desnecessário que ela lhe causa.
Você está tão condicionado pelas reações emocionais com as quais se acostumou , está tão envolvido por elas , que não pode enxergar o que está bem na sua frente. Enquanto procura por reconhecimento novos e ocultos , você dá livre acesso às reações emocionais relacionadas com certas situações aparentemente sem importância , simplesmente porque elas já se tornaram parte de você. Mas são justamente essas reações que fornecerão a pista , uma vez que a sua atenção tenha o seu foco dirigido para elas. Isso seria impossível se você não fosse incomodado. Portanto , o incômodo é obrigado a vir para campo aberto e é nesse momento que você pode chegar a um acordo com ele.
Portanto , comece a ver suas emoções sob essa luz. Você descobrirá então como são impossíveis as exigências que lhe faz a sua auto-imagem idealizada ; você verá que é a sua auto-imagem idealizada , e não o Criador , a vida ou as outras pessoas , que exige tudo isso. Começará também a ver que , por causa dessas demandas da personalidade , você precisa que os outros o ajudem a atendê-las. Isso faz com que você inconscientemente exija dos outros o que eles são incapazes de dar. Então você fica muito mais dependente do que precisa ser , malgrado todo o seu esforço em direção a uma independência distorcida do tipo agressivo ou retirado.
Você também tem que descobrir as causas e os efeitos dessas condições. Você verá a sua vida e as suas dificuldades passadas e presentes com uma nova perspectiva. Você vai compreender que criou muitas dessas dificuldades , senão todas , só por causa da sua “solução”.
Não é o bastante compreender intelectualmente que quanto mais estiver envolvido nas suas falsas soluções , menos o seu Eu Verdadeiro pode se manifestar. É preciso experimentar isso também. Essa experiência deve ocorrer se você permitir que as suas emoções venham para a luz e se você trabalhar com elas. Então , você começará a sentir o valor intrínseco do seu Eu Verdadeiro. Só aí será possível abrir mão dos falsos valores do seu eu idealizado. Esse é um processo recíproco : permitindo-se ver os falsos valores , por mais doloroso que isso possa ser , os seus verdadeiros valores emergem gradualmente , de forma tal que você não mais precisa dos falsos.
Uma vez que o eu idealizado o aliena do seu Eu Verdadeiro , você está completamente inconsciente dos seus reais valores. Ao longo de toda a sua vida você se concentra inconscientemente nos valores falsos : seja naqueles que você não tem , mas pensa que deveria ter enquanto finge para si mesmo e para os outros que os possui ; ou você se encontra em valores que existem potencialmente , mas que não foram ainda desenvolvidos a ponto de poderem ser reclamados como seus por direito.
Visto que o seu eu idealizado não admite que esses valores ainda precisam de desenvolvimento , você não os desenvolve e ainda assim os reclama para si como se estivessem plenamente maduros. Porque usa todos os seus esforços para concentrar-se nesses valores falsos ou imaturos , você não vê os valores reais. E porque você não pode vê-los , fica temeroso de abrir mão deles , com medo de então não ter mais nada. Assim os seus valores reais não contam , você não sente que eles existem , seja porque eles contradizem as exigências do seu eu idealizado , seja porque tudo o que vem naturalmente e sem esforço não parece real.
Você está tão condicionado a esforçar-se pelo impossível que não lhe ocorre que não há pelo que se esforçar , porque o que é realmente valioso já está lá. Mas quando você não utiliza esses valores , eles frequentemente quedam inertes. Isso é uma grande pena , pois afinal de contas você estabeleceu a auto-imagem idealizada porque não acreditava no seu verdadeiro valor. Porque constrói o eu idealizado e tenta ser esse Eu , você não pode ver em si mesmo aquilo que merece aceitação e apreciação.
A princípio , é doloroso desenrolar esse processo , pois a ansiedade , a frustração , a culpa , a vergonha , e assim por diante , têm que ser agudamente experimentadas. Mas à medida que prossegue com coragem , você vai obter uma perspectiva muito diferente de tudo. Finalmente , você começará a ver o seu Eu Verdadeiro pela primeira vez. Você verá as suas limitações. No início , será um choque ter que aceitar essas limitações que estão muito distantes do eu idealizado , mas à medida que aprende a fazê-lo , você começa a enxergar valores que nunca havia realmente visto , dos quais nunca esteve consciente. Então um sentimento de força e autoconfiança fará com que você visualize tanto a vida com a si mesmo de um modo muito diferente.
Gradualmente o processo de crescimento em direção ao seu Eu Verdadeiro se dará em você. Ele vai fortalecer a sua verdadeira independência , não a falsa , de forma que o fato de ser apreciado pelos outros não será mais o padrão para o seu senso de valor. A avaliação alheia só assume tamanha importância porque você não se avalia honestamente e , assim , a avaliação alheia torna-se um substituto. Quando você começa a confiar no seu próprio Eu e a gostar dele , o que as outras pessoas pensam a seu respeito não tem metade dessa importância. Você terá segurança interior e não mais precisará construir falsos valores com orgulho e pretensão. Você não se apoiará mais em um eu idealizado que não é realmente digno de confiança e que , por conseqüência , o enfraquece. A liberdade de abandonar esse fardo não pode ser descrita em palavras.
Mas esse é um processo lento : ele não vem da noite para o dia. Resulta do exame constante de si mesmo e da análise dos seus problemas , atitudes e emoções. Ao avançar nesse caminho, o seu Eu Verdadeiro e os seus reais valores e capacidades vão evoluir através de um processo de crescimento interno e natural. Sua individualidade então ficará cada vez mais forte. Sua natureza intuitiva se manifestará sem inibições , com uma espontaneidade natural e confiável.
É assim que você vai extrair o melhor da vida. Não com perfeição , não estando livre de todo fracasso , não excluindo a possibilidade de cometer erros. Contudo os fracassos e os erros ocorrerão de uma forma bem diferente do que era antes. Você combinará cada vez mais as atitudes de amor , poder e serenidade de forma saudável , em oposição à forma distorcida.
O amor não será um meio para alcançar um fim. Ele não será uma necessidade que o salva da aniquilação e , portanto , deixará de girar ao redor de si mesmo. Sua própria capacidade de amar vai combinar poder e serenidade. Ou , para colocar de maneira diferente , você vai se comunicar em amor e compreensão , ao mesmo tempo que será verdadeiramente independente. O amor , o poder e a serenidade não serão usados fornecer-lhe o respeito próprio que está ausente.
O amor genuíno , não centralizado em si mesmo , então não vai mais interferir com o poder sadio , que não é o poder do orgulho e do desafio , nem o poder do triunfo sobre os outros, mas o poder de dominar a si mesmo e às suas dificuldades sem provar nada a ninguém. Quando busca o domínio distorcendo o atributo poder ,você o faz para provar a sua superioridade. Quando obtém o domínio através do poder saudável , você o faz em nome do crescimento. Não ter o domínio ocasionalmente não representará uma ameaça como quando você estava em distorção. Isso não diminuirá o seu valor aos seus próprios olhos. Assim você vai realmente crescer com cada experiência de vida. Você vai aprender , realizar e obter o poder verdadeiro. Não existirá qualquer ambição , compulsão ou pressa distorcida.
A serenidade sadia não fará com que você se esconda das emoções da experiência , da vida e dos seus próprios conflitos ; o amor e o poder , nas suas formas divinas originais , vão dar-lhe um distanciamento saudável quando olhar para si mesmo , de forma que você se torne realmente mais objetivo. A verdadeira serenidade não equivale a evitar experiências e emoções que talvez sejam dolorosas no momento , mas que podem representar importante chave quando existe a coragem para atravessá-las e ver o que há por detrás.
Amor , poder e serenidade podem caminhar juntos. De fato, quando são saudáveis , eles se complementam uns aos outros. Mas eles podem causar a maior guerra em seu interior , caso distorcidos.
Possam estas palavras dar-lhe alimento , não apenas para pensamento , mas para percepção e compreensão ; que vocês possam assim avançar mais um passo para a luz e a liberdade. Prossigam no seu caminho de felicidade. Conquistem mais e mais força e permitam que nossas bênçãos e nosso amor os auxiliem e revigorem. Somos todos aprendizes da evolução.

SHAUMBRA e NAMASTÊ !!!
Fonte do Texto e Imagens:

quarta-feira, abril 18, 2012

Momento Espírita: Amor em família



Ele nasceu no ano de 1961, durante o governo de Mao Tsé Tung. Sexto filho de um total de sete.

A hora das refeições era sempre triste, conta ele. Porque sua mãe, muitas vezes, não tinha o que cozinhar.

Inhame seco era a base da alimentação pela maior parte do ano.

Ocasionalmente, havia pão de milho e farinha, artigos especiais e, por isso, guardados para oferecer a visitas importantes.

À hora das refeições, as sete crianças ficavam esperando que o pai começasse a comer.

Comiam inhames secos, cozidos na água ou no vapor, dia após dia, mês após mês, ano após ano.

Depois da primeira mordida do pai é que eles se serviam. Os pais comiam bem devagar, para que sobrasse mais comida para os filhos.

A mãe dizia aos filhos que deixassem a melhor porção para o pai, pois era ele quem garantia o sustento.

Mas o pai sempre arranjava desculpas e pedia que deixassem a melhor porção para a mãe.

Não fosse ela, enfatizava, nada teriam para comer senão “vento noroeste”.

Raramente comiam carne. Uma vez por mês, após enfrentar longas filas, podiam comprar um pedaço de porco gordo.

E Li Cunxin narra, em suas memórias, que numa tarde, sua mãe o mandou comprar carne no açougue da comuna onde moravam.

As filas eram enormes. Três filas. Ele esperou mais de uma hora e finalmente conseguiu comprar um pedaço pequeno de carne gorda de porco.

Saiu a correr e a saltar de felicidade por sua conquista.

Sua mãe cortou a carne em pedaços pequenos, igualmente feliz pela gordura que iria durar, com certeza, um bom tempo.

Naquela noite, quando foi servida a carne com acelga, todos podiam ver o óleo precioso flutuando no molho.

Um dos meninos encontrou um pedaço de carne de porco em sua porção.

Sem pestanejar, colocou no prato do pai. Este repassou imediatamente a carne para o prato da mãe.

Ela devolveu, dizendo:

Não seja tolo! Fiz a comida especialmente para você. Você precisa ficar forte para trabalhar!

Próximo ao pai, estava o filho mais novo. O pai olhou para ele, chamou-o pelo nome e disse:

Deixe-me ver os seus dentes.

Antes que alguém pudesse dizer alguma coisa, ele colocou o pedaço de carne de porco na boca do filho.

O silêncio que se seguiu foi quebrado apenas pelo longo suspiro da mãe.

Sempre era assim. Um raro pedacinho de carne em uma tigela de vegetais era passado de um para outro.

Os olhos famintos pediam mais. Mas nunca falavam. Todos sabiam que era difícil conseguir comida.

Não havia mais, simplesmente. E os pais não sabiam de onde viria a próxima refeição.

Assim era a vida naquela família, onde o pai trabalhava da madrugada ao entardecer, por miserável pagamento mensal.

Onde a mãe lavava, limpava, cozinhava, costurava e ainda ia trabalhar no campo, para conseguir um pouco mais de recursos.

***

Cuidado uns com os outros – é isso que o fato narrado nos ensina.

Será que em nosso lar estamos passando esses valores para nossos filhos: de se preocuparem com o irmão, conosco, seus pais?

Lendo a história da miséria vivida por Li Cunxin, podemos pensar que jamais seremos tão pobres, a ponto de disputar o alimento.

Não importa. O importante a ressaltar é que cultivemos o amor.

Esse amor que se demonstra em pequenos gestos, em preciosas doações.

Pode ser ofertar uma flor, um doce, um mimo. Pode, com doçura se resumir em fitar nos olhos o outro e perguntar:

Você está muito cansado? Como foi o seu dia? Que posso fazer para você se sentir melhor?

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita com base no cap. 1 do livro Adeus, China
– o último bailarino de Mao, de Li Cunxin, ed. Fundamento.
Em 02.06.2008

Momento Espirita


Foi num dia desses. Eram dois irmãos vindos da favela. Um deles deveria ter cinco anos e o outro dez. Pés descalços, braços nus. Batiam de porta em porta, pedindo comida. Estavam famintos.

Mas as portas não se abriam. A indiferença lhes atirava ao rosto expressões rudes, em que palavras como moleque, trabalho e filhos de ninguém se misturavam.

Finalmente, em uma casa singela, uma senhora atenta lhes disse: Vou ver se tenho alguma coisa para lhes dar. Coitadinhos. E voltou com uma caixinha de leite. Que alegria!

Os garotos se sentaram na calçada. O menor disse para o irmão: "Você é mais velho, tome primeiro..." Estendeu a caixa e ficou olhando-o, com a boca semiaberta, mexendo a ponta da língua, parecendo sentir o gosto do líquido entre seus dentes brancos.

O menino de dez anos levou a caixa à boca, no gesto de beber. Mas, apertou fortemente os lábios para que nenhuma gota do leite penetrasse. Depois, devolveu a caixinha ao irmãozinho: "Agora é a sua vez. Só um pouco", recomendou.

O pequeno deu um grande gole e exclamou: "Como está gostoso!"

"Agora eu", disse o mais velho. Tornou a levar a caixinha, já meio vazia, à boca e repetiu o gesto de beber, sem beber nada.

"Agora você". "Agora eu". "Agora você".

Depois de quatro ou cinco goles, talvez seis, o menorzinho, de cabelo encaracolado, barrigudinho, esgotou o leite todo. Sozinho.

Foi nesse momento que o extraordinário aconteceu. O menino maior começou a cantar e a jogar futebol com a caixinha. Estava radiante, todo felicidade. De estômago vazio. De coração transbordando de alegria.

Pulava com a naturalidade de quem está habituado a fazer coisas grandiosas sem dar importância.

Observando aqueles dois irmãos e o "Agora você, Agora eu", nossos olhos se encheram de lágrimas. Que lição de felicidade! Que demonstração de altruísmo! O maior, em verdade, demonstrou, pelo seu gesto, que é sempre mais feliz aquele que dá do que aquele que recebe.

Este é o segredo do amor. Sacrificar-se a criatura com tal naturalidade, de forma tão discreta, que o amado nem possa agradecer pelo que está recebendo.

Enquanto os dois irmãos desciam a rua, cantarolando, abraçados, em nossa mente vários ensinos de Jesus foram sendo recordados. Fazer ao outro o que gostaria que lhe fosse feito. O óbolo da viúva.

Amai-vos uns aos outros...

* * *

Coloca, nas janelas da tua alma, o amor, a bondade, a compaixão, a ternura para que alcances a felicidade.

Amando, ampliarás o círculo dos teus afetos e serás, para os teus amigos, uma bênção.

Faze o bem, sempre que possas. E, se a ocasião não aparecer, cria a oportunidade de servir. Deste modo, a felicidade estará esperando por ti.

Redação do Momento Espírita,

Reflexão

Estou aprendendo que a maioria das pessoas não gostam de ver um sorriso nos lábios do próximo.Não suportam saber que outros são felizes... E eles não! (Mary Cely)