Herbário Póetico

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quinta-feira, fevereiro 17, 2011

10 mentiras – e 10 verdades – sobre o Ateísmo


Talvez você já tenha lido este artigo, já que ele foi publicado originalmente em 24 de dezembro de 2006 no The Los Angeles Times, mas é sempre bom relembrar.



1) Ateus acreditam que a vida não tem sentido.
Pelo contrário: são os religiosos que se preocupam frequentemente com a falta de sentido na vida e imaginam que ela só pode ser redimida pela promessa da felicidade eterna além da vida. Ateus tendem a ser bastante seguros quanto ao valor da vida. A vida é imbuída de sentido ao ser vivida de modo real e completo. Nossas relações com aqueles que amamos têm sentido agora; não precisam durar para sempre para tê-lo. Ateus tendem a achar que este medo da insignificância é... bem... insignificante.

2) Ateus são responsáveis pelos maiores crimes da história da humanidade.
Pessoas de fé geralmente alegam que os crimes de Hitler, Stalin, Mao e Pol Pot foram produtos inevitáveis da descrença. O problema com o fascismo e o comunismo, entretanto, não é que eles eram críticos demais da religião; o problema é que eles eram muito parecidos com religiões. Tais regimes eram dogmáticos ao extremo e geralmente originaram cultos a personalidades que são indistinguíveis da adoração religiosa. Auschwitz, o gulag e os campos de extermínio não são exemplos do que acontece quando humanos rejeitam os dogmas religiosos; são exemplos de dogmas políticos, raciais e nacionalistas andando à solta. Não houve nenhuma sociedade na história humana que tenha sofrido porque seu povo ficou racional demais.

3) Ateus são dogmáticos.
Judeus, cristãos e muçulmanos afirmam que suas escrituras eram tão prescientes das necessidades humanas que só poderiam ter sido registradas sob orientação de uma divindade onisciente. Um ateu é simplesmente uma pessoa que considerou esta afirmação, leu os livros e descobriu que ela é ridícula. Não é preciso ter fé ou ser dogmático para rejeitar crenças religiosas infundadas. Como disse o historiador Stephen Henry Roberts (1901-71): “Afirmo que ambos somos ateus. Apenas acredito num deus a menos que você. Quando você entender por que rejeita todos os outros deuses possíveis, entenderá por que rejeito o seu”.

4) Ateus acham que tudo no universo surgiu por acaso.
Ninguém sabe como ou por que o universo surgiu. Aliás, não está inteiramente claro se nós podemos falar coerentemente sobre o “começo” ou “criação” do universo, pois essas idéias invocam o conceito de tempo, e estamos falando sobre o surgimento do próprio espaço-tempo.

A noção de que os ateus acreditam que tudo tenha surgido por acaso é também usada como crítica à teoria da evolução darwiniana. Como Richard Dawkins explica em seu maravilhoso livro, “Deus, um delírio”, isto representa uma grande falta de entendimento da teoria evolutiva. Apesar de não sabermos precisamente como os processos químicos da Terra jovem originaram a biologia, sabemos que a diversidade e a complexidade que vemos no mundo vivo não é um produto do mero acaso. Evolução é a combinação de mutações aleatórias e da seleção natural. Darwin chegou ao termo “seleção natural” em analogia ao termo “seleção artificial” usadas por criadores de gado. Em ambos os casos, seleção demonstra um efeito altamente não-aleatório no desenvolvimento de quaisquer espécies.

5) Ateísmo não tem conexão com a ciência.
Apesar de ser possível ser um cientista e ainda acreditar em Deus – alguns cientistas parecem conseguir isto –, não há dúvida alguma de que um envolvimento com o pensamento científico tende a corroer, e não a sustentar, a fé. Tomando a população americana como exemplo: A maioria das pesquisas mostra que cerca de 90% do público geral acreditam em um Deus pessoal; entretanto, 93% dos membros da Academia Nacional de Ciências não acreditam. Isto sugere que há poucos modos de pensamento menos apropriados para a fé religiosa do que a ciência.

6) Ateus são arrogantes.
Quando os cientistas não sabem alguma coisa – como por que o universo veio a existir ou como a primeira molécula auto-replicante se formou –, eles admitem. Na ciência, fingir saber coisas que não se sabe é uma falha muito grave. Mas isso é o sangue vital da religião. Uma das ironias monumentais do discurso religioso pode ser encontrado com freqüência em como as pessoas de fé se vangloriam sobre sua humildade, enquanto alegam saber de fatos sobre cosmologia, química e biologia que nenhum cientista conhece. Quando consideram questões sobre a natureza do cosmos, ateus tendem a buscar suas opiniões na ciência. Isso não é arrogância. É honestidade intelectual.

7) Ateus são fechados para a experiência espiritual.
Nada impede um ateu de experimentar o amor, o êxtase, o arrebatamento e o temor; ateus podem valorizar estas experiências e buscá-las regularmente. O que os ateus não tendem a fazer são afirmações injustificadas (e injustificáveis) sobre a natureza da realidade com base em tais experiências. Não há dúvida de que alguns cristãos mudaram suas vidas para melhor ao ler a Bíblia e rezar para Jesus. O que isso prova? Que certas disciplinas de atenção e códigos de conduta podem ter um efeito profundo na mente humana. Tais experiências provam que Jesus é o único salvador da humanidade? Nem mesmo remotamente – porque hindus, budistas, muçulmanos e até mesmo ateus vivenciam experiências similares regularmente.

Não há, na verdade, um único cristão na Terra que possa estar certo de que Jesus sequer usava uma barba, muito menos de que ele nasceu de uma virgem ou ressuscitou dos mortos. Este não é o tipo de alegação que experiências espirituais possam provar.

8) Ateus acreditam que não há nada além da vida e do conhecimento humano.
Ateus são livres para admitir os limites do conhecimento humano de uma maneira que nem os religiosos podem. É óbvio que nós não entendemos completamente o universo; mas é ainda mais óbvio que nem a Bíblia e nem o Corão demonstram o melhor conhecimento dele. Nós não sabemos se há vida complexa em algum outro lugar do cosmos, mas pode haver. E, se há, tais seres podem ter desenvolvido um conhecimento das leis naturais que vastamente excede o nosso. Ateus podem livremente imaginar tais possibilidades. Eles também podem admitir que se extraterrestres brilhantes existirem, o conteúdo da Bíblia e do Corão lhes será menos impressionante do que são para os humanos ateus.

Do ponto de vista ateu, as religiões do mundo banalizam completamente a real beleza e imensidão do universo. Não é preciso aceitar nada com base em provas insuficientes para fazer tal observação.

9) Ateus ignoram o fato de que as religiões são extremamente benéficas para a sociedade.
Aqueles que enfatizam os bons efeitos da religião nunca parecem perceber que tais efeitos falham em demonstrar a verdade de qualquer doutrina religiosa. É por isso que temos termos como “wishful thinking” e “auto-enganação”. Há uma profunda diferença entre uma ilusão consoladora e a verdade.

De qualquer maneira, os bons efeitos da religião podem ser certamente questionados. Na maioria das vezes, parece que as religiões dão péssimos motivos para se agir bem, quando temos bons motivos atualmente disponíveis. Pergunte a si mesmo: o que é mais moral? Ajudar os pobres por se preocupar com seus sofrimentos, ou ajudá-los porque acha que o criador do universo quer que você o faça e o recompensará por fazê-lo ou o punirá por não fazê-lo? [Leia também: O mundo seria melhor sem Deus?]

10) Ateísmo não fornece nenhuma base para a moralidade.
Se uma pessoa ainda não entendeu que a crueldade é errada, não descobrirá isso lendo a Bíblia ou o Corão – já que esses livros transbordam de celebrações da crueldade, tanto humana quanto divina. Não tiramos nossa moralidade da religião. Decidimos o que é bom recorrendo a intuições morais que são (até certo ponto) embutidas em nós e refinadas por milhares de anos de reflexão sobre as causas e possibilidades da felicidade humana.

Nós fizemos um progresso moral considerável ao longo dos anos, e não fizemos esse progresso lendo a Bíblia ou o Corão mais atentamente. Ambos os livros aceitam a prática de escravidão – e ainda assim seres humanos civilizados agora reconhecem que escravidão é uma abominação. Tudo que há de bom nas escrituras – como a regra de ouro, por exemplo – pode ser apreciado por seu valor ético, sem a crença de que isso nos tenha sido transmitido pelo criador do universo.

Autor: Sam Harris
Fonte: Ateus do Brasil
Original: 10 myths — and 10 Truths — About Atheism
Tradução: Alenônimo

Texto de Pesquisa:
http://aartedeterrazao.blogspot.com/2009/11/10-mentiras-e-10-verdades-sobre-o.html

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

O MAIOR OBSTÁCULO À ILUMINAÇÃO



Iluminação — o que é isso?

Festival+de+Wesak+-+Senhor+Buda.gif&t=1Há mais de trinta anos que um pedinte se sentava na berma de uma estrada. Um dia, passou por ali um estranho. "Dá-me uma moedinha?" pedinchou o pobre, estendendo automaticamente o seu velho boné de basebol. "Não tenho nada para te dar", disse-lhe o estranho. Depois perguntou: "o que é isso em que estás sentado?" "nada", respondeu o pedinte. "Apenas uma caixa velha. Sento-me nela desde que me lembro." "Algum dia viste o que tem dentro?" Tornou o estranho. "Não", respondeu o pobre. "De que me serviria? Não há nada lá dentro."
"Vê o que tem dentro", insistiu o estranho. O pedinte conseguiu forçar a tampa. Com surpresa, incredulidade e exaltação, verificou que a caixa estava cheia de ouro.
Eu sou aquele estranho que não tem nada para lhe dar, mas que lhe diz para olhar para dentro. Não para dentro de uma caixa qualquer, como na parábola, mas para dentro de uma coisa ainda mais próxima: para dentro de si próprio.
"Mas eu não sou um pedinte", dirá você.
Todos aqueles que não encontraram a sua verdadeira riqueza, que é a radiosa alegria do Ser e a paz profunda e inabalável que a acompanha, são pedintes, por maior que seja a fortuna material que possuam. Esses, para terem valor, segurança ou amor, procuram fora de si vislumbres de prazer ou de realização pessoal, enquanto que dentro de si próprios possuem um tesouro que não só inclui todas aquelas coisas, mas é também infinitamente maior do que tudo o que o mundo tem para lhes oferecer.
A palavra iluminação invoca a ideia de uma realização sobre-humana, e o ego gosta de a encarar assim, mas ela não é mais do que o seu estado natural de união sentida com o Ser. É um estado de ligação com alguma coisa incomensurável e indestrutível, com uma coisa que, quase paradoxalmente, constitui a sua essência e, no entanto, é muito maior do que você. Trata-se de encontrar a sua verdadeira natureza, para além de um nome e de uma forma. A incapacidade de sentir essa ligação dá origem à ilusão da separação, tanto de si próprio como do mundo à sua volta. Você tem então a percepção de si próprio, consciente ou inconscientemente, como um fragmento isolado. Surge o medo, e o conflito interior e exterior torna-se uma norma.
Gosto da definição simples que Buda deu da iluminação: "o fim do sofrimento". Não há nada de sobre-humano nisto, não é verdade? É certo que, como definição, é muito incompleta. Apenas lhe diz o que a iluminação não é: não é sofrimento. Mas o que resta quando deixa de haver sofrimento? Buda mantém silêncio quanto a isso, e o seu silêncio significa que cada um tem de o descobrir sozinho. Ele utiliza uma definição negativa para que a mente a não possa transformar numa crença ou numa realização sobre-humana, numa meta que não possa alcançar. Apesar desta precaução, a maioria dos budistas ainda acredita que a iluminação é para Buda, não para eles, pelo menos na vida presente.

Empregou a palavra Ser. Pode explicar o que entende por isso?

ser%20feliz.jpg O Ser é a Vida Única, eterna e sempre presente para além da diversidade de formas de vida sujeitas ao nascimento e à morte. No entanto, o Ser é ao mesmo tempo transcendente e imanente a cada forma, sendo a sua essência mais profunda, invisível e indestrutível. Significa isto que você lhe tem acesso agora sob a forma do seu Eu mais profundo, da sua verdadeira natureza. Mas não procure agarrá-lo com a sua mente. Não tente compreendê-lo. Só o poderá conhecer quando a sua mente estiver aquietada. Quando estiver presente quando a sua atenção estiver plena e intensamente no Agora, o Ser poderá ser sentido, mas nunca poderá ser compreendido mentalmente. A iluminação é recuperar o conhecimento do Ser e manter-se nesse estado de "sentir-percepção".

Quando diz Ser, refere-se a Deus? Se sim, porque não o diz?

A palavra Deus foi esvaziada do seu sentido ao longo de milhares de anos de utilização abusiva. Por vezes, eu emprego a palavra, mas faço-o com moderação. Por utilização abusiva, quero significar que há pessoas que sem nunca terem vislumbrado sequer o reino do sagrado, a vastidão infinita por trás dessa palavra, a usam com grande convicção, como se soubessem do que estão a falar. Ou então, argumentam contra ela, como se soubessem o que estão a negar. Tal utilização abusiva dá origem a crenças absurdas, asserções e ilusões egoicas, do género "O meu ou o nosso Deus é o único Deus verdadeiro, e o teu Deus é falso", ou como a famosa afirmação de Nietzsche "Deus está morto".
A palavra Deus tornou-se um conceito fechado. No momento em que a palavra é pronunciada, cria-se uma imagem mental, talvez já não a de um velho de barbas brancas, mas ainda assim uma representação mental de alguém ou de alguma coisa exterior a si e, sim, é verdade, quase inevitavelmente alguém ou alguma coisa do sexo masculino.
Nem Deus, nem Ser, nem qualquer outro termo conseguem definir ou explicar a inefável realidade por trás destas palavras, pelo que a única questão importante é saber se a palavra em questão o ajuda ou o impede de ter a experiência daquilo para que ela aponta. Será que ela aponta para além de si própria para essa realidade transcendental, ou presta-se com demasiada facilidade a não ser mais do que uma ideia na sua cabeça, uma crença, um ídolo mental?
A palavra Ser não explica nada, mas a palavra Deus também não. Ser, no entanto, tem a vantagem de ser um conceito aberto. Não reduz o invisível infinito a uma entidade finita. É impossível formar uma imagem mental da palavra. Ninguém pode reclamar a propriedade exclusiva do Ser. Trata-se da sua própria essência, e você tem-lhe acesso imediato ao sentir a sua própria presença, o entendimento de que o Eu sou é anterior a pensar "eu sou isto" ou "eu sou aquilo". Por conseguinte, da palavra Ser à experiência de Ser não vai mais do que um pequeno passo.

Qual é o maior obstáculo que se opõe a que tenhamos a experiência dessa realidade?

dificuldades.gif&t=1 A identificação com a sua mente, o que faz com que o pensamento se torne compulsivo. Não ser capaz de parar de pensar é uma aflição terrível, mas nós não o compreendemos porque praticamente toda a gente sofre do mesmo mal, pelo que se considera normal. Esse barulho mental incessante impede que você encontre o reino da quietude interior que é inseparável do Ser. Cria igualmente um falso eu, obra da mente, que lança uma sombra de medo e sofrimento. Mais adiante, veremos tudo isso em pormenor.
O filósofo Descartes acreditava que tinha encontrado a verdade mais fundamental ao fazer a sua famosa afirmação: "Penso, logo existo".Na verdade, estava a dar expressão ao erro mais básico: equiparar pensar a Ser e identidade a pensamento. O pensador compulsivo, o que significa praticamente toda a gente, vive num estado de aparente separação, num mundo insensatamente complexo de problemas e conflitos contínuos, um mundo que reflete a sempre crescente fragmentação da mente. A iluminação é um estado integral, de se estar "em uníssono" e, por conseguinte, em paz. Em uníssono com a vida no seu aspecto manifestado, o mundo, assim como com o seu Eu mais profundo e a vida não manifestada – em uníssono com o Ser. A iluminação não é apenas o fim do sofrimento e do permanente conflito interior e exterior, é também o fim da temível escravidão ao pensar incessante. Que incrível é esta libertação!
A identificação com a mente cria um filtro opaco de conceitos, rótulos, imagens, palavras, críticas e definições que bloqueiam qualquer relacionamento verdadeiro. Coloca-se entre você e o seu Eu, entre você e o seu semelhante, entre você e a Natureza, entre você e Deus. É este filtro de pensamento que cria a ilusão da separação, a ilusão de que existe você e um "outro" totalmente separado. Então você esquece-se do facto essencial de que, por baixo do nível das aparências físicas e das formas separadas, você é uno com tudo o que é.
Quando digo que você se esquece, quero dizer que deixa de sentir essa unicidade como uma realidade evidente por si mesma. Poderá acreditar que talvez ela seja verdadeira, mas deixa de saber que ela é verdadeira. Uma crença poderá ser reconfortante. Contudo, é unicamente através da sua própria experiência que ela se torna libertadora.
Pensar tornou-se uma doença. A doença ocorre quando as coisas perdem o equilíbrio. Por exemplo, não há nada de errado na divisão e multiplicação das células do corpo, mas quando esse processo se perpetua à margem da totalidade do organismo, as células proliferam e surge uma doença.
Nota: A mente é um instrumento magnífico se for usada corretamente. Contudo, se for usada erradamente torna-se muito destrutiva. Falando com mais exatidão, não se trata tanto de você usar a mente erradamente – geralmente não a usa de maneira nenhuma. É ela que usa a você. É a doença. Você acredita que é a sua mente. É a ilusão. O instrumento tomou conta de você.

Não estou totalmente de acordo com você. É certo que a minha mente deambula, por vezes, como acontece com a maioria das pessoas, mas ainda assim posso decidir usar a minha mente para obter e realizar coisas, e faço-o constantemente.

pensar.jpg&t=1Só porque você consegue resolver um problema de palavras cruzadas ou construir uma bomba atómica não quer dizer que esteja a usar a sua mente. Da mesma maneira que os cães gostam de roer ossos, também a mente gosta de se dedicar aos problemas. É por essa razão que ela resolve problemas de palavras cruzadas e constrói bombas atómicas. Você não se interessa por nenhuma dessas coisas. Deixe-me fazer-lhe uma pergunta: pode libertar-se da sua mente sempre que o deseje? Já descobriu o botão que a "desliga"?
Quer dizer, parar de pensar totalmente? Não, não posso, salvo talvez por alguns breves instantes.
Então a mente está a usá-lo. Inconscientemente identificado com ela, você nem sequer sabe que é escravo dela. É quase como se estivesse possuído sem o saber, e por isso julga que a entidade possessora é você próprio. O começo da libertação é a compreensão de que você não é a entidade possessora – o pensador. Saber isso permitir-lhe-á observar a entidade. No momento em que começar a observar o pensador, é ativado um nível mais elevado de consciência. Depois começará a compreender que existe um vasto reino de inteligência para além do pensamento, que o pensamento é meramente um pequeno aspecto dessa inteligência. Também compreenderá que todas as coisas que realmente contam – beleza, amor, criatividade, alegria, paz interior – têm origem para além da mente.

Você começará a despertar.

Trecho do livro O Poder do Agora de Echkhart Tolle

Fonte do texto
http://aquelequebuscaverdade.blogspot.com/

domingo, fevereiro 13, 2011

O Poder da Alegria








Responda: Quem você prefere ao seu lado: uma pessoa que só reclama, sisuda, rabugenta ou alguém que tenha sempre um sorriso estampado em seu rosto, com um ar mais leve?

Então, agora se levante e vá até o espelho e veja em qual dos dois tipos você se encaixa. Veja se você é uma pessoa que desperta nos outros a alegria ou não, se você é uma boa companhia ou não. Isso mostra o que você deve estar atraindo para sua vida. Reflita e veja como andam os seus sorrisos e sua alegria.

Até profissionais da área de estética facial comentam há muito tempo sobre a movimentação dos músculos da face: é muito maior e melhor quando há um sorriso. Ser sério demais traz rugas na face e também na alma.

Aproveitando este tema tão fascinante seguem algumas citações dentre tantas linhas, mas todas convergem para O PODER DA ALEGRIA.

Vou começar citando Yogananda. Ele incita a sorrir sempre, assim você fica mais saudável e sua conexão com Deus fica mais fácil. Há também um ditado popular que diz que “rir é a melhor solução”. Jamie Sams cita em um de seus livros que o humor cura muitas feridas. No livro e no filme O Segredo há um depoimento de Cathy Goodman sobre como conseguiu se curar de um câncer de mama; uma das coisas que ela usava em seu tratamento de cura era ver muitas comédias e rir muito.

Somos energia e nosso corpo está repleto de corrente elétrica; quando sorrimos repercutimos essa energia para todo o corpo, aumentando a imunidade, ampliando a saúde e o bem estar. O sorriso nos permite entrar em contato com Deus, sentir seu socorro e suas bênçãos de maneira muito mais rápida; afinal, você estará mais receptivo e seus canais intuitivos funcionando melhor. Sorrir mais permite que nossa criança interior manifeste a fé em nós mesmos e na vida.

Então, vamos praticar o sorriso:
. Sorria de você mesmo, de algo que fez e que, no primeiro momento, houve uma sensação de autocrítica muito forte.
. Vá para a frente do espelho e comece a rir. Isso mesmo! Olhe para você e ria! Pode ser que num primeiro momento se sinta meio idiota fazendo isso, mas logo estará rindo e você sentirá uma maior leveza e disposição.
. Há um belo exercício chinês chamado “Sorriso Interior” (Mantak Chia); ele sugere você visualizar um sorriso sobre algum órgão em desequilíbrio ou enfermo. Experimente e você terá resultados surpreendentes.

Inspirada, enquanto fazia um trabalho de energia, recriei o exercício do sorriso para pessoas, ambientes e planeta. Veja como é simples.

Inicie visualizando um belo e grande sorriso sobre sua cabeça e ele emanando diversos sorrisos que, entrando em sua cabeça, se espalham por todo seu corpo, órgãos e células.
Em seguida visualize esse sorriso sobre sua casa e ele emanando diversos sorrisos que entram sobre o telhado e se espalham por toda casa, em todos os ambientes, envolvendo os moradores, animais, plantas e a própria casa.
Depois, visualize o sorriso sobre o planeta emanando sorrisos por todo o planeta, países e seres.

Viu? É simples, não custa nada e ainda trará um rejuvenescimento de corpo, mente e espírito, além de favorecer sua percepção e atrair inspirações divinas para sua vida.

Que o poder da alegria esteja presente em você, sempre!

Texto revisado por Cris


http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=14075


por Solange Gardesanï Luz - solange7000@uol.com.br

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Quatro Aspectos da Mediunidade Sem Instrução





O estudo contínuo dos assuntos relacionados à mediunidade na Umbanda remove dentre seus seguidores dezenas, quiçá centenas, de crendices, costumes e hábitos que têm se mostrado nocivos à própria Religião. Muitos umbandistas têm uma visão deturpada do que significa o dom mediúnico em suas vidas e dentro dos terreiros. Centenas de adeptos desenvolvem uma mediunidade repleta de entendimento errôneo, suposições equivocadas e vícios comuns a pessoas que pouco, ou quase nenhum, acesso têm à informação. Muitos desses equívocos são provocados justamente pelo desconhecimento. Os maus hábitos acumulam-se ao longo do tempo e transformam-se em vícios que necessitam de tratamento imediato. Os erros acontecem aos montes causando muito desconforto aos Caboclos de Aruanda, que vez por outra precisam intervir para remediar a situação. A culpa de tais problemas poderia ser atribuída a muita gente: Chefes de Terreiro despreparados, médiuns afoitos ou de pouca instrução, seguidores pouco compromissados com a religião, dirigentes desinteressados e até mesmo Espíritos desencarnados causadores de demandas. A realidade mostra, porém, que a maior causa de todos os problemas que afetam a missão do umbandista é unicamente a falta de estudo. Sem o mínimo conhecimento de tudo o que envolve o mecanismo da mediunidade, assim como em muitos outros aspectos da vida comum, os erros grosseiros e infantis acontecem em profusão. A mediunidade, a partir de uma prática sem base teórica, tende a ser conduzida como um brinquedo nas mãos de infantes.
A mediunidade não é superstição. Partindo da premissa de que deve ser exercitado numa perfeita união entre a Fé e a Sabedoria, o dom mediúnico transforma-se em valioso instrumento de propagação das verdades espirituais. De outra forma, a mediunidade equivocada é conduzida do mesmo jeito como o adivinho faz com as entranhas de um animal. Não há verdades. Tudo é subjetivo e enganoso. Falta ciência e sabedoria.
A mediunidade supersticiosa transforma os Guias Espirituais em oráculos domésticos, onde os mais ínfimos problemas de ordem inferior são levados em conta. Assim, o Preto Velho passa a ser o informante da traição de um marido ou do futuro econômico de um filho carnal. O Caboclo, por sua vez, transforma-se em ajudante fiel dos negócios ou aquele que vai vencer um inimigo de desafeto. Na mesma proporção, o Exu abandona a condição de Guardião e assume o papel de vingador ferrenho, ou um escravo à disposição do médium. A Pomba Gira, sob a mesma ótica, é tida como uma prostituta arrependida e por isso mesmo obrigada a arranjar parceiros para pessoas de moral duvidosa.
A mediunidade não é show pirotécnico onde o que se vê são rápidos e ilusórios lampejos de brilhos multicoloridos. O médium sem instrução transforma o dom em ótimo artifício na exibição de espetaculares manobras que mais chamam a atenção dos curiosos e dos seres trevosos do que dos Espíritos de Luz. Assim, tudo é espantoso e deslumbrante. Todos os gestos do médium em transe são inchados de exageros. Todas as receitas de oferendas são idênticas às listas de um estranho guisado. Os pontos riscados transformam-se numa mandala confusa de desenhos e rabiscos infantis sem fundamento. As brancas vestes sacerdotais assumem a aparência de fantasias carnavalescas em que imperam o luxo, a vaidade e o exibicionismo.
Na mediunidade pirotécnica, vale mais a grosseira presença física do médium do que a suave e discreta participação dos Guias de Luz. O Preto Velho se esconde, o Caboclo se afasta, o Exu ri do fanfarrão e o médium se exibe. Neste tipo de condução da mediunidade há uma completa falta de força espiritual, pois a carne assume todas as funções do medianeiro e o animismo, a mistificação e a charlatanice estão em primeira linha.
Entre tantas formas de se exercitar a mediunidade há também a que leva em conta a ascensão social do médium. É a mediunidade interesseira.
A mediunidade interesseira é aquela em que as reais intenções do indivíduo são quase desconhecidas. Há muitos interesses em jogo, e o principal é o de “subir” na vida. O médium intenciona ser aplaudido, então usa a mediunidade para chamar a atenção da platéia. O médium quer obter dinheiro de forma menos trabalhosa, então comercializa o dom. Se tem interesse em reconhecimento público, então transforma a mediunidade em degrau para a subida aos palanques políticos, aos palcos da mídia e aos púlpitos das câmaras e agremiações. Tal como o médium pirotécnico, o médium interesseiro quer aparecer, mas com o fim certo de obter algum rendimento financeiro.
Nesse tipo de mediunidade, o indivíduo não se envergonha ao “pedir” o pagamento pelo serviço prestado. Seu rosto não enrubesce quando dita o valor daquilo que vergonhosamente chama de caridade. Se precisar usar uma máscara, certamente o fará. Mas, em seu tempo, lançará por terra a fantasia e mostrará sua verdadeira e tenebrosa face. Como o lobo entre os cordeiros.
A mediunidade ignorante é exercida pelos que verdadeiramente têm grande aversão ao estudo e à meditação. Nessa modalidade, o médium conscientemente classifica o estudo contínuo como algo desnecessário. Acredita que somente as instruções dos Caboclos já são suficientes para que ele seja um grande instrumento da Comunidade Espiritual. A leitura, a pesquisa e o conhecimento dos mecanismos mediúnicos são coisas sem importância na visão dos ignorantes.
Neste caso, o médium não se importa em cometer diversos absurdos em nome de Deus, pois não há o conhecimento do que realmente é a vontade divina. Fala, mesmo usando conversações aparentemente profundas, do mesmo jeito como discursa um simples camponês acerca do universo astronômico. Age sempre de forma impensada, ainda que com a maior boa vontade. Suas ações são completamente sem método, critério ou planejamento. Tem uma visão do mundo espiritual como seus antepassados que outrora atribuíam ao relâmpago um castigo dos deuses ou aos abalos sísmicos uma demonstração da ira divina. Na mediunidade ignorante quanto menos se estuda, mais se erra.
Ser instrumento da Espiritualidade Maior é uma benção recebida por muitos. Porém, como qualquer instrumento necessita de um aprimoramento e de ajustes constantes, assim é o médium de Umbanda a serviço dos Caboclos e Pretos Velhos.
Não basta ter mediunidade. Mas, é importante que esta seja útil aos interesses do Criador, pois todo médium é um depositário da confiança de Deus. Para ser útil, a mediunidade tem que estar firmada nas instruções que vêm do Alto.
Bom seria se todos os médiuns aplicassem a sabedoria e o conhecimento no aperfeiçoamento da mediunidade e se o estudo continuado fosse uma prerrogativa para um perfeito ministério mediúnico.

Julio Cezar Gomes Pinto
]http://luzdearuanda.blogspot.com/

Tudo na vida tem seu tempo





"Porque nós somos de ontem, e nada sabemos, porquanto nossos dias sobre a terra, são uma sombra.
JÓ 8:9 "


O misterio do tempo é algo que perdura desde o inicio, o homem em sua natureza sempre traz consigo as duvidas : será que devo ? seria essa a hora ? Não só em sua vida pessoal como tambem espiritual e financeira; mal sabe ele que nosso senhor é dono de todo tempo e tudo ocorre de acordo com sua vontade .
Na espiritualidade as coisas ocorrem da mesma forma, pra tudo há seu tempo; a mediunidade aflora na vida de uma pessoa pela vontade do mestre e pela disposição do homem de buscar e aprimorar o mesmo, sempre respeitando o próximo e tendo os principios deichados por nosso mestre Jesus a frente de tudo; que saibamos que "a seara é grande mas os ceifeiros são poucos " ; e não tem como nosso mestre colocar trabalhadores na colheita que não sabem identificar quem é o joio e quem é o trigo no momento certo.
Que tenhamos a certeza que é preciso dar tempo ao tempo de Deus! Deus é atemporal! Quer dizer: não tem tempo, é o mesmo ontem, hoje e sempre. Mas, interessante: mesmo sendo atemporal se encaixa no tempo e mexe na história. Localiza-se em meu espaço e me lança no tempo…

Não tenha receio de dar tempo para o tempo de Deus.


Muito Axé e Luz a todos
Fonte do texto de Pesquisas
http://luzdearuanda.blogspot.com/

Reflexão

Estou aprendendo que a maioria das pessoas não gostam de ver um sorriso nos lábios do próximo.Não suportam saber que outros são felizes... E eles não! (Mary Cely)