Herbário Póetico

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segunda-feira, janeiro 10, 2011

OS ESPÍRITOS E O ESPIRITISMO


ASSUNTOS HUMANOS
(Entrevista concedida ao repórter Saulo Gomes da TV Tupi, canal 4, de São Paulo, em 6 de maio de 1968, gravada na Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba (MG). Foi ao ar, pela primeira vez, a 14 de maio, e após sua apresentação inicial foi reclamada para exibição em quase todas as capitais de Estado. Nessa reportagem, pela primeira vez no vídeo, o médium psicografou linda página de Emmanuel, intitulada "Auxiliarás por amor".
Transcrita do "Anuário Espírita", 1969.)
1 – OS ESPIRITOS E O ESPIRITISMO
P – Mestre Chico Xavier, como é que os espíritos consideram o Espiritismo? Como uma Ciência experimental ou uma religião?
Resposta do Chico: De início queremos agradecer aos nossos amigos da TV Tupi, canal 4, de São Paulo, na pessoa de nosso caro entrevistador, Saulo Gomes, a atenção que nos dispensa, proporcionando-nos, a alegria da presente visita à nossa Comunhão Espírita Cristã, aqui em Uberaba. Desejamos, também, com a permissão dos amigos, saudar e agradecer a atenção dos amigos telespectadores. Pedimos licença, ainda, para falarmos do entusiasmo com que nosso entrevistador a nós se referiu. Conhecemos nossa total desvalia e sabemos que as palavras do nosso caro Saulo Gomes nascem da sua generosidade, por méritos que não possuímos. Feita essa ressalva, confessamo-nos ante um inquérito afetivo muito sério, que nos chama a grande responsabilidade, pois, entendemos estarmos diante de ouvintes que procuram a verdade. ...Confesso que, antes de me sentar aqui para a entrevista, pedi aos nossos amigos espirituais, especialmente ao nosso Emmanuel, que dirige nossas atividades mediúnicas desde 1931, que me ajudassem, pois, não tenho o dom da palavra, e me amparassem para que eu errasse o menos possível, nas respostas. Conto, assim, com o perdão de todos.
Os nossos amigos espirituais nos afirmam que apesar do Espiritismo englobar experimentações científicas valiosas para a Humanidade, devemos considerá-lo como doutrina que revive a Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, interpretado em sua pureza e em sua simplicidade para os nossos dias. De nossa parte consideramos o Espiritismo como religião, em vista das conseqüências morais que a Doutrina Espírita apresenta para a nossa vida e para o nosso trabalho.


Fonte: Livro Entrevistas F. C. Xavier/ Emmanuel
Fonte da minha pesquisa
http://lucianodudu1974.blogspot.com/

sábado, janeiro 08, 2011

Santo Daime


Santo Daime: mídia deturpa e agride história da única religião genuinamente brasileira
A revista Veja acaba de publicar uma sensacionalista reportagem sobre o assassinato do cartunista Glauco Vilas Boas, 53, e de seu filho Raoni, 25. Na reportagem, sem nenhuma base material, a revista acusa o criminoso Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24, Cadu, de ter ingerido ayahuasca, levando-o a cometer o crime.

De forma irresponsável e leviana, a revista acusa o uso da ayahuasca como causa do crime e passa a agredir a história dos três líderes que, aqui no Acre, fundaram religiões amazônicas, de raízes indígenas: o mestre Raimundo Irineu Serra, o mestre Daniel Pereira de Matos e mestre Gabriel.

Na tentativa de dar base científica à reportagem, a revista Veja produz um Frankenstein de intolerância religiosa, de desinformação e de preconceito com religiões amazônicas e indígenas. Em nenhum momento cita um estudo científico, com suas fontes e suas provas acadêmicas.

Quando cita a Associação Brasileira de Psiquiatria, não apresenta nenhum especialista, nenhuma fonte demonstrativa ou qualquer prova do que escreve na reportagem. Apenas apresenta a caricatura de um “bacana” com transtorno psíquico, esquizofrênico, que fumava maconha, e que tinha uma mãe e uma tia-avó também esquizofrênicas.

Não apresenta outros casos semelhantes pelo Brasil afora. São mais de 200 centros, entre União do Vegetal e Santo Daime, com mais de 30 mil seguidores. Por que o caso Glauco deveria servir de regra para uma religião que já completou mais de meio século sem um único caso de violência ou morte entre aqueles que a praticam?

Aqui no Acre, entre as igrejas do Alto Santo, Barquinha e União do Vegetal, são milhares de seguidores gozando de elevada qualidade de vida, respeitados socialmente e livres das pragas do alcoolismo e do consumo de drogas.

Aqui no Acre, entre os seguidores do Santo Daime, da UDV e da Barquinha, há juízes e promotores, jornalistas renomados, deputados e prefeitos, médicos e economistas, empresários, professores de universidades, delegados, policiais, membros de academias e de instituições laicas e respeitadas.

Homens e mulheres que estudam, acessam as bibliotecas e estão informados sobre os avanços da ciência, as curvas da economia e da política e as reportagens fantasiosas, levianas, preconceituosas, anticientíficas e mentirosas de Veja.

Milhares de jovens escaparam das grades dos presídios e até da morte porque abraçaram a religião dos entes mágicos da floresta, das ancestrais aldeias indígenas e da fraternidade de viver como irmãos nos dias de louvor, sob a simplicidade de seus hinos e do consumo ritualístico da ayahuasca.

Não há um único caso de agressão física, de violência, de distúrbio ou de morte entre os seguidores da UDV, do Santo Daime ou da Barquinha, em mais de meio século de religião, entre milhares de seguidores.

A revista Veja deturpou tudo: a história e a resistência dos líderes religiosos, o papel espiritual e social que cumpre as igrejas ayahuasqueiras, a origem indígena milenar e a longa tradição de vida saudável de seus membros. A revista Veja só não esqueceu daquilo que está lhe ficando peculiar: escrever com preconceito e leviandade. Veja sequer respeitou a história.

A ayahuasca serviu como base para o estabelecimento de diferentes tradições espirituais por comunidades indígenas nos países amazônicos desde tempos imemoriais. Os povos indígenas utilizaram a ayahuasca como um elo imaterial com o divino que estava entre as árvores, os lagos silenciosos, os igarapés. É que, para eles, a natureza possuía alma e vontade própria.

Povos indígenas do Brasil, Peru, Bolívia, Colômbia e Equador, há quatro mil anos, utilizam a ayahuasca em seus rituais sagrados, como o padre usa o vinho sacramental na Eucaristia e os indígenas bebem o peyote nas cerimônias sincréticas da Igreja Nativa Americana.

O uso ritualístico da ayahuasca é bem mais antigo que o consumo do saquê ou Ki, bebida sagrada do Xintoísmo, usada a partir de 300 a.C, feito do arroz e fermentado pela saliva feminina, sendo cuspida pelas jovens virgens em tachos.

As origens do uso da ayahuasca nos países amazônicos remontam à Pré-história. Há evidências arqueológicas através de potes e desenhos que nos levam a afirmar que o uso da ayahuasca ocorra desde 2 mil a.C.

A utilização da ayahuasca pelo homem branco é uma acolhida da espiritualidade das florestas tropicais, um banho de rio milenar e sentimental do tempo em que os povos amazônicos viviam em fraternidade econômica e religiosa.

Os ataques ao uso ritualístico-religioso da ayahuasca, como bebida sacramental, nos autoriza a afirmar que podem estar nascendo interesses menos inocentes e mais poderosos do que uma simples preocupação acadêmica com a utilização de substâncias psicoativas.

Nunca é bom esquecer que a ayahuasca é uma substância natural exclusiva das florestas tropicais dos países amazônicos e pode alimentar interesses econômicos relacionados a patentes e elevar a cobiça sobre a nossa inestimável biodiversidade.

Não custa nada ficar alerta para essa esquizofrenia da grande mídia em atacar o uso ritualístico-religioso da ayahuasca. É mais fácil roubar um pão numa padaria do que uma hóstia no altar, mesmo que os dois sejam feitos do mesmo trigo. Por que tanto interesse em dessacralizar o uso da ayahuasca?

A ayahuasca é uma combinação química simples e ao mesmo tempo complexa, que envolve um cipó e um arbusto endêmicos do imenso continente amazônico. Simples porque a sua primitiva química material da floresta é realizada por homens comuns, do pajé ao ayahuasqueiro dos templos amazônicos.

Complexa porque envolve a elevação de indicadores psico-sociais de qualidade de vida e ajuda a atingir estados ampliados de consciência dos usuários. Isso por si só já alça a ayahuasca a um patamar superior no plano do controle científico dessas duas ervas milenares.

Assim, a ayahuasca ganha contornos políticos por envolver recursos florísticos de inestimável valor psico-social e espiritual. Os seus usuários consideram o “vinho das almas” como um instrumento físico-espiritual que favorece a limpeza interior, a introspecção, o autoconhecimento e a meditação.

Utilizar ayahuasca aqui na Amazônia é beber do próprio poço de nossa ancestralidade e da magia que representa a nossa milenar resistência. Aqui na floresta, protegidos pelos entes fortes de nossa religião animista e natural, nossos ancestrais não precisaram “miscigenar” sua fé.

Não foi necessário fazer como os negros escravos, que deram nomes de santos católicos aos seus deuses africanos. Nossos ancestrais indígenas não precisaram batizar Iemanjá de Nossa Senhora ou Oxossi de São Sebastião para se protegerem da fé unilateral do dono da terra e das almas.

É que entre nós a terra era de todos e o único dono era o senhor da chuva, do orvalho e do sol. A beleza coletiva dos recursos naturais era compartilhada por toda a aldeia, do curumim ao sábio ancião.

A ayahuasca era a essência espiritual dessa convivência material fraterna e universal entre as árvores carinhosas, os riachos irmãos, os pássaros cantores, os peixes, as larvas, os insetos, as flores. A ayahuasca ancestral era o elo entre a terra e o espírito.

Se não fosse uma erva espiritual e mágica, trazida pelas mãos milenares dos povos indígenas amazônicos, ela não teria resistido ao tempo. Por isso é natural que a ayahuasca atraia cada vez mais o homem branco, esmagado pelo destrutivo modo de vida urbano, elitista, ocidental, capitalista.

A ayahuasca não é um chá que se consome como se bebe um líquido ácido qualquer. O seu uso é espiritual e envolve aqueles que o utilizam na mais límpida tradição de amar o próximo e reencontrar os valores que perdemos na caminhada do planeta que se dividiu em castas, cores, fronteiras e etnias.

Não entrarei no debate acadêmico sobre o uso de substâncias psicoativas por parte das religiões milenares, das eras pré-colombianas aos templos dos tempos atuais. Não tenho competência para debater os pontos de vista da medicina, da psicologia ou da etnofarmacologia. Ficarei apenas com os resultados do uso milenar da ayahuasca pelos povos indígenas.

A milenar história amazônica não registra casos de morte ou de seqüelas à saúde dos povos indígena por terem utilizado a ayahuasca. Nenhum índio, nesses séculos de consumo da ayahuasca, deu entrada no hospital dos brancos ou foi curado pelos pajés.

A ayahuasca não é “taliban”, seus usuários não constituem nenhuma seita, eles não são fanáticos, não há um único caso de morte ou de castigo físico que tenha sido resultado do seu consumo ritualístico.

O uso ritualístico da ayahuasca não provoca transes místicos ou de possessão. Ela não age no organismo como a antiga bebida hindu, denominada soma, que se divinizou por afastar o sofrimento, embriagando e elevando as forças vitais.

Depois de 4 mil anos de uso sagrado e ritualístico da ayahuasca, os estudiosos da civilização ocidental erguem argumentos anêmicos e endêmicos de uma sociedade que tem medo do “contato” aberto do homem com a natureza. É que eles têm medo da relação amorosa entre o indivíduo e a natureza com os seus elementos poderosos e coletivos.

Os sábios e avançados incas utilizaram a ayahuasca para consolidar-se como povo, como nação e para ajudar no florescimento da cultura, da matemática, da agricultura e da astronomia. Não é qualquer planta ou cipó que faz um povo, uma história milenar, uma religião.

Só não puderam utilizar a sagrada ayahuasca para produzir metálicos fuzis, pois se assim fosse, não teriam sido dizimados pelos invasores espanhóis. Pizarro não consumiu o “cipó dos mortos”, por isso dizimou tantos guerreiros, mulheres índias, donzelas, pajés, curumins.

A ayahuasca resistiu, venceu os invasores e as suas crenças unilaterais, atravessou os séculos, os milênios, unificou as milenares gerações indígenas e suavizou a dor “civilizaria” das eras pós-colombianas.

A ayahuasca é a religião da terra para o céu, da matéria eterna e natural para o infinito do sonho humano, a religião natural. Uma verdadeira e única religião do Brasil, aliás, uma colossal e genuína religião amazônica e indígena.

Encerro esse ensaio com um relato da experiência física de quem fez uso ritualístico-religioso da ayahuasca:

Lembro de tudo nitidamente. Eu via seres de luz carregando lixo da floresta para dentro de uma caminhonete. Muitos seres e muito lixo. Então perguntei para um deles:

- O que é isso?

Um dos seres me respondeu:

- São as suas máscaras, você não pode ver ainda.

Moisés Diniz é autor do livro O Santo de Deus e deputado estadual pelo PCdoB do Acre. Clique aqui e leia os manifestos (de março de 2006) sobre ayahuasca, de autoria do Centro Iluminação Cristã Luz Universal - Alto Santo e do Centro Espírita e Culto de Oração Casa de Jesus Fonte de Luz, os mais tradicionais do Acre.

Foto: Altino Machado

POR MOISÉS DINIZ


http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Orixá Regente de 2011


Nesse período em que esperamos o início do ano novo a pergunta mais ouvida é: qual será o Orixá que irá reger 2011? Portanto, preparei esse texto para trazer para vocês a tão esperada resposta. Espero que gostem e que aproveitem muito esse ano e todo o Axé que será jogado sobre nossas coroas.
Para começar, quero relacionar esse ano com os planetas, mesmo porque a influência que eles exercem sobre nós e sobre toda natureza é grande, assim sendo, saibam que Mercúrio será o planeta regente deste ano.
E vejam que legal as particularidades e atributos desse planeta: Mercúrio faz referência à comunicação, à eloquência e à energia do movimento, move-se mais depressa do que qualquer outro planeta. Tanto é que seu nome foi atribuído pelos romanos baseado no deus Mercúrio, o deus que tem assas nos pés e que é o mensageiro dos deuses, inclusive do deus Júpiter.
Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol, está entre o Sol e Vênus, e pode ser visto a olho nu ao amanhecer e ao entardecer – abro um parêntese só para falar de um detalhe curioso: o Sol está ligado ao Orixá Xangô, uma das grandes paixões de Iansã, segundo os mitos africanos, e Vênus está ligado a Oxum, que também segunda a mitologia yoruba, é irmã próxima de Iansã e vivem “disputando” entre si.
A temperatura na superfície do lado mais perto do Sol chega a 427° C, uma temperatura quente o suficiente para derreter estanho. No lado oposto, ou no lado da noite, a temperatura desce a -173° C.
Mercúrio está associado aos trabalhos do intelecto como escrever, ensinar e aprender, sendo a inteligência o melhor veículo para compreender o mundo e a si mesmo. Mercúrio representa nossa maneira de aprender e comunicar o que aprendemos, mas também representa nossa maneira de ouvir. Em seu polo negativo surge o mentiroso, o ladrão, o superficial, e no positivo encontraremos aquela pessoa alegre, brincalhona, estudiosa, inteligente.
Com esse astro como regente, não faltarão oportunidades para boas conversas, intercâmbio de experiências entre pessoas das mais diferentes idades e uma vontade incontrolável de mudar completamente tudo aquilo que nos cerca. Por ser agitado e muito versátil Mercúrio provocará uma movimentação intensa em todas as áreas da nossa vida, com mil ideias ao mesmo tempo, o desejo de partir em busca de novidades falará mais alto dentro de cada um de nós.
2011 também será o ano do Coelho no Horóscopo Chinês, e observem algumas características desse signo: O nativo de Coelho é impulsivo, embora não seja dotado de muita energia. Claramente demonstra seu desagrado com as coisas, mesmo não verbalizando isso. As mulheres deste signo, que aparentemente podem ser vistas como dependentes e indecisas, são muito mais hábeis que os homens para enfrentar e superar os problemas comuns da vida. São afetuosas e atraentes para o sexo oposto, talentosas e ambiciosas, com um instinto para reconhecer a sinceridade nos outros e uma habilidade quase paranormal em detectar falsidade.
Seu senso de justiça é muito exigente, pois costumam ser pessoas respeitadoras das leis, pacíficas e amantes da paz. Por ser detalhista e minucioso no trabalho, o Coelho se dá bem em qualquer profissão que exija essas habilidades se dedicando com responsabilidade e dedicação, jamais deixando uma tarefa inacabada e abominando os que assim procedem.
Segundo os chineses o ano do coelho é reconhecido por trazer a paz ou ao menos um respeito pelo conflito ou guerra. Simboliza a graciosidade, as boas maneiras, conselhos sadios, bondade e sensibilidade à beleza.
O Arcanjo Mickael, ou Miguel como é mais conhecido, regerá esse ano também, seu nome significa “Príncipe da Luz”. Preside os raios solares, que destroem as trevas e trazem a luz, é o Comandante do Exército Celeste que controla as chamas. Arcanjo da coragem que defende e protege. Seu elemento é o fogo sutil, seus símbolos são a espada e a balança e sua cor é dourado ou amarelo como os raios do Sol, obtém solução para tudo: abre caminhos, resolve problemas financeiros, cria novas opções de vida, atrai novos empregos, cura o corpo e a mente, afasta sensações de angústia e opressão. Simboliza as mudanças, a justiça e a sabedoria, tornando a vida mais alegre.
Com tudo isso exposto fica fácil identificar o Orixá que regerá esse ano, não é mesmo?
É, será Iansã o Orixá que governará 2011. É ela que fará nossa vida girar e transformar, afinal é nela que encontramos a eloquência, a potência do movimento e os extremos de temperatura como é característica do planeta mercúrio. É Ela que vemos e sentimos no amanhecer e no entardecer, assim como vemos o planeta mercúrio.
Iansã é alegre, inteligente, impulsiva, afetuosa e atraente, cheia de instinto e justa, assim como algumas das característica do Coelho no horóscopo Chinês. Além disso é guerreira, domina o fogo, é mestre em criar novas opções de vida, em curar o corpo e a mente, em afastar sensações de angústia e de opressão como são as atribuições do Arcanjo Miguel, aliás, não há orixá que mais nos estimula a alegria do que Iansã.
Portanto, vamos nos preparar para viver fortes emoções, pois com Iansã na regência vamos ter um ano bastante agitado em todos os sentidos.
Detalhe importante: esse ano também estará relacionado com a orixá Oxum, e isso deve-se por levarmos em conta que o primeiro dia do ano cai em um sábado, dia dos Orixás d’água, ou seja, dia em que cultuamos Oxum, prometendo um ano dotado de intuição, de doçura e, acima de tudo, um ano de libertação. Alias, vale a pena ressaltar o quando Oxum e Iansã são próximas em suas características e o quanto se cruzam e entrecruzam no sentido do amor, da alegria, do movimento, da leveza, da intuição e do poder de realização, afinal, quando há amor há alegria; quando há leveza há movimento; quando há intuição há poder realizador … quando há ação de Uma, pode ter certeza, há a ação da Outra complementando e potencializando, fazendo e acontecendo, girando e conduzindo tudo. Tudo no auge da paixão e do amor.
E para completar e melhorar a energia e o ano que vai se inciar, uma boa dica é usar na virada do ano roupas na tonalidade de amarelo, dourado ou vermelho, vale usar várias bijuterias e acessórios de cobre ou na cor de cobre além, é claro, de sorrir e dançar muuuuito, com todo o exagero que nos é permitido.
Sem dúvida será um ano encantador e inesquecível, só precisamos nos transformar nessa guerreira pela vida, pelo amor, pela justiça, pelo trabalho e pelo AXÉ, como é Iansã!
Só precisamos deixar a gira girar e nos apaixonar pela vida e pela nossa gira!


Feliz 2011 a todos e vamos aproveitaaaar !!!
Texto de Mãe Mônica Caraccio - Site Minha Umbanda-
Fonte de minha pesquisa
http://annapon-coisasdaalma.blogspot.com/

Cruz no céu em 8 de agosto


Cruz no céu do dia 8 de agosto(Conselhos) ))



Inspirado pelos textos que tenho lido sobre a grande cruz planetária que se forma no céu do dia 7 de agosto, decidi pesquisar e refletir um pouco mais sobre essa configuração. Quanto mais estudo e pesquiso, mais tomo consciência deste grande momento para a humanidade. O céu indica um agravamento em situações que vem se deteriorando e chegam ao limite. O cenário mundial pode realmente ser redefinido nos próximos meses.
Na madrugada do dia 6 para o dia 7 de agosto a Lua domiciliada em Câncer forma oposição a Plutão, num dos braços da cruz. No outro braço da cruz temos Júpiter e Urano em Áries, opostos a Saturno, Marte e Vênus em Libra (que acaba de ingressar em seu signo também).
Essa é uma combinação pra lá de explosiva. Marte e Plutão são planetas violentos e quando se ligam de forma tensa indicam que algo se irromperá. Os ânimos estarão exaltados. Podemos esperar eventos mundiais intensos e impetuosos.
Urano também está na jogada, indicando panes, apagões, dificuldades ligadas à tecnologia e à energia. O que vinha se arrastando de forma precária ou caótica tende a se romper, estourar.
A tensão entre Júpiter e Plutão indica ainda que manobras ilegais podem vir à público. Pessoas de caráter duvidoso que estão no poder podem ser desmascaradas.
Saturno em oposição a Urano e Júpiter representa as velhas estruturas estagnadas que devem ser deixadas pra traz. São velhas instituições e sistemas obsoletos (como o financeiro, por exemplo) que estão em cheque. A estabilidade geral está comprometida, circunstâncias forçarão decisões.
Plutão, por si só, está em Capricórnio pela primeira vez desde que foi descoberto. Capricórnio é a força estrutural máxima que existe na Terra. Plutão neste signo irá confrontar e destruir radialmente os velhos elementos que atravancam a evolução do planeta.
Todos estes planetas estão em signos cardinais, de ímpeto e propulsão. Podemos esperar mudanças rápidas e vertiginosas, uma verdadeira revolução mundial. Para enfrentá-las é preciso que estejamos alinhados com forças espirituais.
Todas essas forças arquetípicas são necessárias para impulsionar as pessoas a escolher a iluminação em vez do materialismo. Para promover o grande despertar coletivo que tanto desejamos. Bárbara Hand Clow em seu livro “O Código Maia” (Ed. Madras) diz: “Urano e Plutão estavam juntos na década de 60, o que trouxe à tona a iluminação. Com Urano chegando ao seu primeiro quadrante com Plutão, não há dúvida de que a iluminação irá arrebatar nosso planeta”. Vale lembrar que em 2011, Netuno, que representa a espiritualidade máxima, ingressará em Peixes e completará sua órbita solar desde quando foi visto pela primeira vez.
Mas e individualmente, o que podemos esperar? A meu ver, Plutão representa o poder interior, o Divino Poder, a vitória da Vontade Maior contra os desejos inferiores do ego. Na medida em que não o cultivamos, esse poder se transfere para algo externo. Plutão nos mostra compulsões, vícios, ciúme, manipulações, hábitos destrutivos, sexualidade distorcida.
Os planetas que formam aspectos com Plutão ativam essas questões. E como já havia dito anteriormente no artigo sobre o eclipse do dia 26 de junho (aqui), aspectos negativos do ego que tenhamos ignorado (nossas sombras) podem vir à tona em forma de crises para que sejam solucionados de vez.

Esta é uma grande oportunidade de limpeza, vamos aproveitá-la! Devemos perceber o que em nós está difícil de ser deixado pra trás. Quais são os velhos comportamentos que atravancam nossa caminhada? Eis a chance de crescer, de nos tornarmos adultos espirituais, de desenvolver nosso poder interior. Terapias vibracionais, meditação, florais e profissionais competentes estão ao nosso dispor para ajudar.
Conselhos práticos para o período:- Não se deixar atingir por provocações, evitar disputas- Cultivar paz, compreensão, tolerância, paciência- Tomar cuidado com sobrecargas elétricas- Evitar locais e situações arriscadas, não abusar da “sorte”- Evitar pressa, correria, velocidade- Redobrar o cuidado no trânsito
A chegada de Vênus no signo de Libra nos mostra o caminho da diplomacia. Há sempre um caminho de entendimento para posições antagônicas. Nestes mesmos dias, Mercúrio se harmoniza com o Nodos Lunares e favorece o diálogo. A comunicação ganha força. É necessário mesmo que as notícias e as informações se espalhem, cheguem aos ouvidos de quem for preciso.

Que venham as mudanças!!! No fim das contas, tenho toda a certeza de que o saldo será positivo.

Pesquisado por entidades ciganas da umbanda
Cruz no céu do dia 8 de agosto(Conselhos)
Fonte do texto e Imagem
http://italojreronita.blogspot.com/

quarta-feira, janeiro 05, 2011

OS PROTETORES ANJOS DA GUARDA


O anjo de Guarda é um Espírito que se incumbe da tarefa de amparar um outro Espírito na etapa encarnatória - todas as pessuas possuem um. geralmente são designados os Espíritos afins e simpáticos para estabelecerem tal relação. Mesmo sem perceber, estamos submetidos à influência benévola desse guia constantemente, que está profundamente ligado a seu protegido por motivos de afinidade espíritual e sempre executa sua missão com sentimento espontâneo de ajuda, pois essa jauda também significa o seu próprio desenvolvimento e evolução. Consiste no amigo constante e amoroso que Deus nos proporciona a todos os encarnados na difícil etapa carnal - é comumente chamado de "Protetor Espiritual" ou de "Mentor Espiritual"


CONCEITO:
Anjo: Segundo sua etimologia significa "mensageiro" e, por decorrência, "mensageiro de Deus". Ser espiritual que exerce o ofício de mensageiro entre Deus e os homens. A palavra anjo desperta geralmente a ideia da perfeição moral; não obstante, é frequentemente aplicada a todos os seres, bons e maus, que não pertencem à Humanidade.

Anjo de guarda: Espírito celeste que se crê velar sobre cada pessoa, afastando-a do mal e inclinando-a para o bem; anjo custório. Espírito protetor, anjo de guarda, ou bom gênio, é o que tem por missão acompanhar o homem na vida e ajudá-lo a progredir. É sempre de natureza superior, com relação ao protegido.

Simbologia:
Segundo muitos autores, os atributos conferidos aos anjos são considerados como símbolos de ordem espiritual. Outros, ainda, vêem nos anjos símbolos das funções divinas, símbolos das relações de Deus com as criaturas, ou, ao contrário, símbilos das funções humanas sublimadas ou de aspiraçõe insatisfeitas e impossíveis (Chevalier, 1998).

Missão do Espírito Protetor:
A missão do Espírito protetor é a de um pai para com os filhos: conduzir o seu protegido pelo bom caminho, ajudá-lo com os seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições, sustentar sua coragem nas provas da vida. O Espírito protetor é ligado ao indivídio desde o nascimento até a morte, na vida espiritual, e mesmo através de numerosas existências corpóreas, porque essas existências não são mais do que fases bem curtas da vida do Espírito.

O Anjo da Guarda nunca nos abandona:
Devemos ter sempre em mente que o Anho da Guarda é um espírito protetor que quer o nosso bem e a nossa evolução espiritual. Às vezes, parece que ele se afasta de nós. Precisanis verufucar se o ocorrido não foi por nossa própria culpa, no sentido de nos afastarmos de suas sugestões e de suas inspirações. Lembremo-nos de que, por princípio, os Espíritos superiores nada forçam; eles sempre nos deixam decidir por nós mesmos. Eles podem se afastar momentaneamente, mas nunca nos abandonam de todo.

...x...

Todos nós possuímos, ao nosso redor, uma multidão de Espíritos que, por sua vez, é atraída por nossos pensamentos, palavras e atos. Pode parecer estranho para alguns, ler que os Espíritos são atraídos também por nossas palavras.

Alguns Espíritos, por sua pouca evolução, vivem, mesmo desencarnados, como se estivessem na carne. Por isso, ainda sentem como se tivessem todas sensações do corpo físico. Assim, ouvem nossa voz, como acontece conosco, e por ela são atraídos, acontecendo o mesmo com os nossos atos. Os Espíritos são sempre atraídos pelos nossos pensamentos. É por meio deles que nos comunicamos com os nossos Anjos de Guarda, nosso Espírito Protetor, Simpático ou Familiar. Interessante saber que a linguagem dos Espíritos é o pensamento, todavia, somente os mais evoluídos conseguem fazer essa comunicação de forma consciente. Isso é fácil de entender quando compreendermos que para uma comunicação eficaz, por meio do pensamento, os Espíritos precisam ter controle sobre ele. O que não sucede com os Espíritos imperfeitos. Uma pergunta pode surgir em nossa mente: qualis são os Espíritos que nos dirigem e de que tipo são? Respendemos que são: Anjos de Guarda, os Espíritos Protetores, Familiares e Simpáticos. Façamos a conceituação de cada um, identificando algumas de suas características.

Espíritos Simpáticos:
Diversas são as acepções para o termo simpatia, mas, via de regra, seria a tendência ou inclinação que reúne duas ou mais pessoas. Apenas com esse significado deduzimos que os Espíritos Simpáticos são aqueles que se sentem atraídos para nós por uma afeição particular, por uma certa semelhança de gosto ou de sentimentos. Um Espírito pode ser pode ser atraído para junto de nós pelo tipo de assunto que estamos desenvolvendo, e somente por isso. Assim, os que gostam de matemática, das ciências ou das artes aproximam-se dos que têm semelhantes gostos, acontecendo o mesmo com todas as demais atividades e sentimentos que possuímos.

Espíritos Familiares:
Também têm, em relação a nós, uma certa analogia de gostos, diferindo dos Espíritos Simpáticos nas suas relações conosco, que podem ser mais ou menos duradouras. Enquanto a presença dos Espíritos simpáticos é passageira, a dos Espíritos familiares pode subsistir enquanto estivermos desenvolvendo determinada tarefa, por exemplo. Pela semelhança de pendores e afinidade de sentimento para conosco, a influência desses Espíritos costuma passar despercebida para a grande maioria das pessoas.

Espíritos Protetores:
A ligação que estes têm conosco possui caracteres diferentes. Começando que a proteção pressupõe uma certa superioridade em relação ao protegido. Enquanto os Espíritos Simpáticos e Familiares podem ser do mesmo nível evolutivo ou até inferiores a nós, os Epíritos Protetores necessariamente em todas as áreas, podendo mostrar-se somente em uma área específica. Assim, o médico que precisa desenvolver determinado trabalho no campo da Medicina pode ser protegido por um espírito que lhe é superior na área médica e ser-lhe inferior na área filosófica, por exemplo. Podemos term pois, vários Espíritos Protetores, sendo um para cada área em que atuamos.

Anjos de Guarda:
São sempre bons Espíritos, que têm por missão nos guiar no caminho do bem e proteger-nos durante nossa encarnação. Podem estar ligados a nós desde o nascimento, ou mesmo antes dele, e perdurar até após o nosso desencarne. A atuação do Anjo Guardião inibe ou facilita a de outros Espíritos; assim, exercem controle sobre as ações dos demais. Embora controlem, no sentido de fiscalizar, em momento algum inibem o nosso livre arbítrio ou de outro qualquer, também por isso, não se manifestam ostensivamente para nós, a fim de que tenhamos maior mérito naquilo que decidirmos.


Até quando precisaremos de um Espírito Protetor?
Enquanto não conseguirmos nos guiar por nós mesmos, precisaremos dele, logo, a nosa necessidade chegará ao fim mais rapidamente, quanto mais nos esforçarmos para domar nossas más tendências e corrigir nossas falhas.

Um Espírito pode ser Anjo de Guarda de uma pessoa por missão ou mesmo prova, que aceita com satisfação, pois uma das características dessa classe de Espírito é o prazer de ajudar o homem a progredir. Por isso, dá o máximo de si, não sendo responsável pelos fracassos de seu protegido. Sua aflição, no caso de mau êxito de seu estimado, não tem analogia com os nosso sofrimentos.

Algumas pessoas procuram saber o nome de seu Anjo de Guarda, o que pode gerar muita polêmica, entre outras coisas. O Anjo de Guarda, por ser um Espírito elevado, pode possuir um nome que desconhecemos, e para ele é o que menos importa. Porém, como somos ainda ligados aos nomes, podemos chamá-lo pelo nome que tivermos maior simpatia, seja ele qual for. Pode ocorrer também que um Espírito dê um nome de uma personalidade conhecida, sem sê-la. Para que isso aconteça, descartada aqui a questão da mistificação, obsessão etc., é necessário que o Espírito comunicante tenha "perfeita" semelhança evolutiva com a personalidade nomeada. Esses Espíritos são simpáticos entre si. É comum ouvirmos comentários que o avô, a mãe, ou outro parente próximo está protegendo um de seus familiares. Embora seja possível, para que isso se dê é necessário que esse Espírito, que pertenceu à nossa família consanguinea, esteja em condições de executar tal atividade. De forma geral, os recém desencarnados não as consegue executar, isso devido ao nível evolutivo que se encontra a maioria dos habitantes da Terra.

Precisamos estar cientes de que, sempre que evocarmos com fé nosso Anjo de Guarda , ele nos responderá, cabendo a nós sber identificar-lhe a atuação. Isso independe do lugar ou condições em que nos encontremos. Estão eles ligados diretamente a nós, podendo nos influenciar mesmo à distância. Na Doutrina dos Anjos de Guarda, podemos perceber a infinita misericórida de Deus, que jamais abandona suas criaturas. como os pais terrenos, que não podem velar diretamente por seus filhos, Deus dá aos bons Espíritos a missão de nos guiar no caminho do bem.

(Fonte: Revista Espiritual de Umbanda - Edição especial nº02
http://italojreronita.blogspot.com/2010/08/os-protetores-anjos-da-guarda.html

Reflexão

Estou aprendendo que a maioria das pessoas não gostam de ver um sorriso nos lábios do próximo.Não suportam saber que outros são felizes... E eles não! (Mary Cely)